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MABE
Museu de Arte de Belém

foto: Paulo Santos
foto: Paulo Santos
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Praça D. Pedro II, s/n - Cidade Velha
mabe@belem.pa.gov.br
mabelem.blogspot.com
tel: 55 91 3114-102
8

horário visitas:
2ª a 6ª feira, das 10h às 18h.
sábados
, domingos e feriados, das 9h às 13h.

O Palácio Antônio Lemos foi construído no Século XIX para ser a sede do poder municipal. Ao longo de seus 117 anos de existência abrigou o Tribunal de Relação, a Junta Comercial, o Conselho Municipal e a Câmara de Deputados. Idealizado pelo projetista José Coelho da Gama e Abreu, possui linhas do Neoclássico Tardio, estilo introduzido no Brasil com a Missão Artística Francesa e que no país ganhou a denominação de "Imperial Brasileiro". O prédio sedia o Gabinete do Prefeito Municipal de Belém, a Coordenadoria de Comunicação Social e o Museu de Arte de Belém. Está localizado no bairro da Cidade Velha, Centro Histórico da capital paraense, entre as praças Felipe Patroni e D.Pedro II. O Palácio é tombado pelas esferas federal, estadual e municipal, constituindo-se em um dos raros patrimônios edificados que mantém sua função pública original.

O Museu de Arte de Belém foi instituído a partir de 1991 como um Departamento da Fundação Cultural do Município de Belém, que por sua vez pertence à Prefeitura Municipal de Belém. Em 1994, com a reinauguração do Palácio Antônio Lemos, passou a acolher as coleções oriundas respectivamente, da Pinacoteca Municipal e Museu da Cidade de Belém, do qual é originário. O Museu reúne um conjunto significativo de obras européias e brasileiras, que referem o período áureo da borracha na cidade e um acervo contemporâneo em expansão. Esse acervo é composto por um conjunto de obras denominado Iconografia Paraense, que retrata através de pinturas, e fotografias, cenas de Belém e seus habitantes e ainda, do ambiente amazônico. Inclui também peças do mobiliário brasileiro, objetos de interior e esculturas.

Possui salas para exposições, cujas denominações homenageiam artistas, que possuem obras no acervo ou são de reconhecido valor no cenário das artes; um auditório para solenidade; uma biblioteca especializada em artes visuais, museologia e correlatos e as Divisões de Conservação e Documentação, de Museografia e de Ação Educativa.

O MABE também possui outros espaços expositivos: a Galeria Municipal de Arte e o Museu de Arte Popular, situado no Distrito de Icoaraci.


MHEP
Museu Histórico do Estado do Pará

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foto: Octávio Cardoso
foto: Octávio Cardoso
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Praça D. Pedro II, s/n - C.Velha
museuhistoricodopara@yahoo.com.br
tel: 55 91 4009-8805


horário visitas:
3ª a 6ª feira das 10h às 18h.
sáb. dom. fer. das 09h às 13h.

Palácio Lauro Sodré, sede do Museu do Estado do Pará a partir de 1994, é imponente prédio neoclássico, construído segundo as plantas do arquiteto italiano Antonio Landi, no século XVIII. Foi erigido para ser a sede do poder público estadual e, concomitantemente, abrigar o Governador Geral da Província e sua família. Dentre as muitas reformas, adptações e/ou acréscimos por que passou, foi determinante a empreendiada pelo governador Augusto Montenegro, no início do século XX.

No apogeu do ciclo da borracha quando a Amazônia vive os costumes e valores da Belle Époque, Montenegro imprimi ao prédio e 'a decoração de seu interior os cânones da época. Parte do mobiliário é trazido da Europa e a outra parte é confeccionada nas oficinas da antiga Escola de Artífices. Belíssimos lustres em cristal são colocados nos Salões Nobres e é contratado o pintor francês J.Casse para decorá-los. Estas peças e mais as telas de renomados pintores como Antonio Parreiras, Décio Vilares, Benedicto Calixto, passaram a constituir o núcleo nais significativo do acervo.

Como é comum aos museus históricos, o MEP reúne em seu acervo exemplares de natureza, época e estilos diversos, estando os objetos agrupados nas mais diferentes categorias. Destaca-se o acervo arqueológico incorporado a partir de 2001 e o acervo de Artes Visuais, resultado de aquisições e doações.


MAS
Museu de Arte Sacra do Pará

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foto: Octávio Cardoso
foto: Octávio Cardoso
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Pça. Frei Caetano Brandão, s/n
Arcebispado - Cidade Velha
tel: 55 91 4009-8805 / 8838


horário visitas:
3ª feira a domingo, das 10h às 16h
feriados, das 9h às 13h

O Museu de Arte Sacra é composto pela Igreja de Santo Alexandre e pelo antigo palácio episcopal (originalmente Colégio de Santo Alexandre). Os dois edifícios foram construídos para compor um conjunto, no qual a igreja era o centro irradiador, como foi exemplar da arquitetura jesuítica no Brasil. A igreja teve o início da sua construção por volta de 1698 e inauguração a 21 de março de 1719. É composta por nave única, transepto e oito capelas laterais. A sacristia localiza-se no braço esquerdo da nave. A decoração é caracterizada pela arte barroca, com forte acento tropical, destacando-se as peças produzidas pelos jesuítas e pelos índios. Além da função litúrgica, a igreja também funciona como espaço cênico-musical para espetáculos teatrais e recitais, além de ser objeto museal, fazendo parte do roteiro de visitação do museu.

O acervo do Museu de Arte Sacra do Pará compõe-se por imaginárias datadas dos séculos 18 e 19 e objetos litúrgicos, somando cerca de 320 peças expostas no primeiro pavimento do palácio episcopal e no corpo da igreja.


Casa das Onze Janelas
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foto: Flavya Mutran
foto: Flavya Mutran

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Pça. Frei Caetano Brandão, s/n
Arcebispado - Cidade Velha
onzejanelas@gmail.com
museucasadasonzejanelas.blogspot.com
tel: 55 91 4009-8821/ 8825


horário visitas:
3ª feira a domingo, das 10h às 16h
feriados, das 9h às 13h

A Casa das Onze Janelas foi construída no século 18 como residência de Domingos da Costa Bacelar, proprietário de engenho de açúcar. Em 1768, a casa foi adquirida pelo governo do Grão-Pará para abrigar o Hospital Real. O projeto de adaptação é do arquiteto bolonhês José Antônio Landi. O hospital funcionou até 1870 e depois a casa passou a ter várias funções militares. Em 2001, o Governo do Estado do Pará assinou com o Exército Brasileiro um convênio, alienando os terrenos da Casa das Onze Janelas e do Forte do Presépio em favor do Estado.

Dessa forma, pôde ser projetado o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, referência em arte comtemporânea para as regiões Norte e Nordeste. O espaço possui duas exposições principais: "Traços e Transições - Arte Contemporânea Brasileira" e "Fotografia Contemporânea Paraense - Panorama 80/90".

A exposição "Traços e Transições - Arte Contemporânea Brasileira" é formada pelo acervo do Museu do Estado do Pará, no qual se destacam a coleção doada à Secult pela Fundação Nacional de Arte (Funarte) e as obras doadas pelos próprios artistas e seus familiares, e por particulares.

A exposição: "Fotografia Contemporânea Paraense - Panorama 80/90" (Sala Gratuliano Bibas) é formada pelo acervo patrocinado pela Petrobrás, composto por obras de 26 fotógrafos profissionais que atuaram no Pará entre os anos 80 e 90.


Museu do Forte do Presépio
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foto: Flavya Mutran
foto: Flavya Mutran
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Pça. Frei Caetano Brandão, s/n
Cidade Velha - Belém/PA
tel: 55 91 4009-8826


horário visitas:
3ª feira a domingo, das 10h às 16h
feriados, das 9h às 13h

O Forte do Presépio está na origem da fundação de Belém e da colonização da Amazônia, no século XVII. O Museu do Forte do Presépio presentifica essa história, reatando o elo do paraense com sua origem e identidade. Através do circuito expositivo é possível fazer o acompanhamento dos processos culturais, sociais e militares nos quais o forte e sua área de entorno estão imersos.

O circuito externo é denominado "Sítio Histórico da Fundação da Cidade", onde estão expostos os vestígios arquitetônicos desvelados em prospecções, os canhões e metralhadoras de diversos períodos da fortaleza.

O circuito interno corresponde ao Museu do Encontro na sala Guaimiaba, homenagem ao índio tupinambá Cabelo-de-velha. A exposição reúne objetos em cerâmica tapajônica e marajoara, além da cultura material recolhida no próprio sítio histórico: fragmentos de cerâmica e porcelana, balas, moedas, etc.

Em toda a área do museu há portais, onde estão afixadas informações sobre a história da colonização da Amazônia. Os textos e mapas são uma licença poética ao escritor italiano Ítalo Calvino, autor de "As Cidades Invisíveis".

Na concepção museográfica, Belém é uma cidade que se evidencia através da memória e se torna visível na história presente.

GALERIA ELF
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foto: Flavya Mutran

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Passagem Bolonha, 60. Nazaré
Belém - Pará - 66.053-060
www.elfgaleria.com.br
elf@elfgaleria.com.br

tel: 55 91 3224-0854

horário visitas:
segunda a sexta, das 10 às 13h e das 15 às 19h
Aos sábados, das 10 ás 14h

Em 11 de dezembro de 1981 foi inaugurada a galeria ELF na travessa 9 de Janeiro, número 2082, na ausência de um espaço convencional para apoio às ações artísticas, em Belém. A galeria resultou de um projeto elaborado em 1980 e foi a primeira, no estado do Pará, projetada para esse fim. O espaço contemplava oficina com prensa para gravura em metal, espaço de exposições, escritório, área para reserva técnica, cozinha  e lavabo.

A inauguração da galeria aconteceu com uma mega exposição de gravuras. Nomes como Volpi, Lívio Abramo, Maria Bonomi, Renina Katz, Romildo Paiva, Sarubbi, Helenos, Fayga, Claudio Tozzi, Ubirajara Ribeiro e Aldemir Martins fizeram parte da primeira exposição. No decorrer de 7 anos a galeria foi um espaço exclusivo de promoção das artes visuais, local de encontro da chamada geração 80 (dos artistas paraenses) e cenário de mostras de artistas já consagrados em São Paulo, como Ubirajara Ribeiro, Decio Soncini, Jair Glass, Inacio Rodrigues e Claudio Tozzi. A galeria, também, abriu espaço para o lançamento de novos talentos. Foi na Elf que Alex Cerveny (SP), Marinaldo Santos e Margalho (PA) estrearam no mundo das artes.

Em 1988 foi necessário mudar e o local escolhido para a nova instalação foi a  avenida Generalíssimo Deodoro, numero 506, onde reinauguramos em agosto de 1989, após a conclusão da reforma na casa adquirida para abrigar a galeria. Em novo momento, num espaço maior e sem qualquer patrocínio de pessoa física ou jurídica, apresentamos ao público paraense artistas como Antônio Vitor da Silva, Décio Soncini, Charbel, Francisco Gonzalez, Jair Glass, Luis Trimano, Gilberto Salvador, Rubens Gerchman, Caciporé Torres, Vasco Prado, Aldemir Martins, Luiz Hermano, Roberto Uehara, Romildo Paiva, Cláudio Tozzi, Darel, Fernando Odriozola, Roberto Cidade, Ricardo Aprígio, Brennand, Gil Vicente, Liliane Dardot, Maria Tomaselli , entre outros. A política de aquisição da galeria resultava de negociações e compras diretas com artistas de Belém ou de fora, resolvidas cash, por isso o acervo é totalmente quitado.

O acervo foi crescendo, por isso foram inevitáveis as doações ao MABEU, MASC, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Museu do Estado do Pará, Museu da Universidade Federal do Pará, Ordem doas Advogados – Seção Pará, Museo Nacional de Bellas Artes Del Paraguay, Museo do Chile, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e doações diversas a particulares.

Após vinte anos no mesmo endereço a Elf mudou pela segunda vez. Atualmente está instalada na casa de número 60 da Passagem Bolonha, em uma vila de casas construídas em 1904 pelo engenheiro Francisco Bolonha, num cenário que relembra a Belém da Belle Épòque.

A nova gestão da galeria, representada pela mulher e filhos de Gileno Müller Chaves - em sua memória - entende a necessidade de mudar para  alcançar vitalidade, mas adota a mesma política de aquisição e incentivo às artes visuais implantada em 1.981, pelo seu criador, e toma posse do legado recebido imprimindo a marca de um tempo novo, onde o passado traz para o presente uma história de dedicação e seriedade que se materializa na coragem de querer ser cada dia melhor.

MUFPA
Museu da Universidade Federal do Pará

Tv. Padre Eutíquio, 1309 - Batista Campos
tel: 55 91 3242 9455


horário visitas:
3ª a 6ª feira das 09h às 17h
sábado: das 10h às 14h

MABEU
Museu de Arte Brasil-Estados Unidos

Tv. Padre Eutíquio, 1309 - Batista Campos
tel: 55 91 3221-6100


horário visitas:
3ª a 6ª feira das 09h às 12h e das 13h às 19h30
sábado: das 9h às 12h

Galeria Theodoro Braga
CENTUR - Centro Cultural Tancredo Neves
Av. Gentil Bitencourt, 650 - Nazaré
e-mail: gtb@fcptn.pa.gov.br
tel: 55 91 3202 4313



horário visitas:
3ª a 6ª feira das 12h às 20h
sábado: das 14h às 20h

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Galeria Debret
Tv. Arciprestes M. Teodoro, 630 - Batista Campos
tel: 55 91 3222 4046 e 3252 0493

horário visitas:
2ª a 6ª feira das 15h às 19h

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Galeria Augusto Fidanza
Museu de Arte Sacra - MAS
Pça. Frei Caetano Brandão, s/n
tel: 55 91 4009-8805


horário visitas:
3ª feira a domingo das 10hàs 18h.

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Galeria Edgard Contente
CCBEU - Centro Cultural Brasil Estados Unidos
Tv. Pe. Eutíquio, 1309 - B. Campos
tel: 55 91 3242 9455

horário visitas:
3ª a 6ª feira das 09h às 12h
e das 13h às 19h30
sábado: das 9h às 12h

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Galeria de Arte "Graça Landeira" - UNAMA
Universidade da Amazônia
Av. Alcindo Cacela, 287 - Umarizal
galeria@unama.br
tel: 55 91 4009-3148


horário visitas:
2ª a 6ª feira das 08h às 12h e das 15h às 22h.
sábado: das 8h às 12h.

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Theatro da Paz
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foto:  Flavya Mutran
foto: Flavya Mutran
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Avenida da Paz, s/n - Comércio
Fones-fax:
55 91 4009-8750 | 4009-8754 | 4009-8755 | 4009-8756
Fax: 55 91 4009-8760

theatrodapaz@supridados.com.br
Horário: 09h as 18h* (segunda a sexta)

Forma de pagamento: espécie

Telefones da bilheteria:
55 91 4009-8758 / 4009-8759

E-mail:
bilheteriatp@supridados.com.br

horário visitas:
3ª a 6ª feira das 10h às 18h.
sáb. dom. das 09h às 13h.

(melhor confirmar antes)

www.theatrodapaz.com.br

1878, 15 de fevereiro, sexta-feira. Belém do Pará viveu um dia de grande emoção. A emoção da abertura do Theatro de Nossa Senhora da Paz pela companhia do ator pernambucano Vicente Pontes de Oliveira com o drama As duas órfãs, do escritor francês A. D´Ennery. Desempenho a cargo de Manuela Lucci, Emília Câmara, Maria Bahia, Vicente Pontes de Oliveira, Joaquim Infante da Câmara, Xisto Bahia, Júlio Xavier de Oliveira, também ensaiador.

A primeira temporada de arte foi interrompida logo em seguida para dar lugar a um espetáculo insólito. O teatro foi especialmente preparado para os bailes carnavalescos. Palco e platéia transformaram-se num vasto salão caprichosamente e elegantemente decorado. No dia 24, domingo, deu-se o primeiro baile das máscaras. O jornal católico A Boa Nova, editado pelo bispado, manifestou estranheza.

Como os bailes atendiam aos interesses da nossa bisonha aristocracia e burguesia, que muito estimavam os costumes da " corte" como das " metrópoles" européias, os bailes foram considerados indispensáveis e aconteceram animados durante o tríduo momesco, 3, 4 e 5 de março. Para evitar constrangimentos, deliberou o Conselho do Conservatório Dramático Paraense sugerir ao Presidente da Província a substituição do nome respeitoso Theatro Nossa Senhora da Paz para Theatro da Paz.

A sugestão foi acatada. E o bispo Dom Antônio de Macedo Costa, que não vira com bons olhos o nome de Nossa Senhora ostentado na fachada do templo pagão, no qual tudo podia acontecer, deu-se por satisfeito.

Os espetáculos da Companhia Vicente Pontes de Oliveira recomeçaram na quinta-feira, 7 de março. A primeira temporada de arte durou até dezembro e apresentou nada menos de 126 récitas. Merece consideração essa temporada porque as principais figuras eram velhos companheiros de Vicente Pontes de Oliveira que há muito explorava as artes cênicas no Pará. Entre elas duas glórias brasileiras: Xisto Bahia e Manuela Lucci. E havia uma paraense: Eugênica Câmara, casada com o ator português Joaquim Infante de Câmara, célebre atriz, que fora namorada do poeta Castro Alves.

O Theatro viveu vida gloriosa nos tempos áureos da borracha, vida medíocre nos tempos das vacas magras. Somando tudo, agora temos para festejar 125 anos. Escrever a história desse templo é tarefa de Hércules. Exaustivo falar dos espetáculos, incontáveis, variados, todos os gêneros possíveis e imagináveis - até colação de grau e convenções políticas - mobilizando gente de toda parte, nobres e plebeus.

Uma pessoa especial, porém, se identifica com esta casa - o maestro Waldemar Henrique da Costa Pereira. Nasceu ele exatamente no dia 15 de fevereiro de 1905, quando completou 28 anos. Neste dia do primeiro vagido de Waldemar Henrique não houve espetáculo. O teatro estava fechado para obras externas e internas, que lhe deram o aspecto atual.

A casa voltaria a funcionar normalmente a partir do dia 03 de maio de 1905, solene reabertura e estréia da Companhia Lírica Italiana, de Donato Rotolli, com a ópera Tosca, pela primeira vez executada no Pará. A Companhia procedia do Rio de Janeiro, tendo atuado antes em São Paulo. Era empresariada pelo maestro brasileiro Dr. Assis Pacheco.

Novo período de atividades se estendeu a partir desse momento e durou pouco, atropelado pela quebra da borracha por volta de 1910. No meio da crise, 1918, esta casa viveu outro momento de raro esplendor: a temporada da companhia de balé de Anna Pávlova. A célebre bailarina deixou marcas profundas, e duas meninas paraenses se transformaram em " estrelas" do balé clássico no Rio de Janeiro: Naruna Jordan e Bela Yara. E o balé baixou ao nível das "pastorinhas", adotado por grupos mais sofisticados, o Filhas de Japhet e o Belemitas, neste despontando outro talento que cedo feneceu, Natércia Mendonça.

Waldemar Henrique viveu, por sua vez, a primeira emoção artística indo assistir aos espetáculos de Anna Pávlova no Theatro da Paz. Era menino e ficou deslumbrado. Em 1920 já compunha. Em 1923-4 divulgou as primeiras peças para canto e piano. Em 1934, com boa bagagem e estilo definido, que refletia a dentidade amazônica, resolveu com sua irmã Mara desembocar no Rio de Janeiro para viver longa experiência artística. Vitorioso, ganhou também aplauso internacional. Ele e Mara foram " embaixadores da canção brasileira", com o patrocínio do Itamaraty.

Em 1958, a convite de Benedito e Maria Sylvia Nunes, corpo e alma do Norte Teatro-Escola, escreveu música para o poema Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, apresentado no 1º Festival Nacional de Teatro de Estudantes, aplaudido e premiado com medalha de bronze.

As raízes paraenses o chamaram de volta. Em 1962 foi contratado pela UFPa para prestar colaboração ao Coral Ettore Bosio. Mas o retorno definitivo só aconteceu em 1965, para assumir o cargo de diretor do Departamento de Cultura da SEDEC - Secretaria de Estado de Educação e Cultura -, e depois diretor do Theatro da Paz, por ato de 12 de novembro do mesmo ano. A partir de então, durante 15 anos, o maestro comemorou duplo aniversário: o dele e o do Teatro. Dirigiu esta casa com tanto empenho que nela chegou a residir. Um dentro do outro. Fez da casa de dramas e óperas mais que um ato de presença cultural. Chegou a gastar de seu bolso para a manutenção da vida do Theatro, contigências da burocracia por vezes perversa.

Aqui se encontrava atento a todos os movimentos de uma reforma projetada para festejar o centenário do Theatro. A festa custou-lhe amarga decepção: ao se descerrar a placa comemorativa, faltava um nome - o do diretor em exercício, Waldemar Henrique. Ele, humilde, sufocou insólito vagido. Todos comentaram e a imprensa não perdoou o esquecimento. O fato ecoou mundo afora. Ocupa capítulo do livro de José Cláver Filho, Waldemar Henrique - O canto da Amazônia, livro que reparou esta e outras injustiças.

Waldemar Henrique identificou-se definitivamente com esta casa. O vínculo vai além dos pequenos episódios. Não é possível esquecê-los, porém. Todos eles compõem o maravilhoso espetáculo da vida. Ocupam Tempo e Gente.

(texto escrito por Vicente Sales)



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Teatro Experimental
Waldemar Henrique

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foto: Octávio Cardoso
foto: Octávio Cardoso
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Av Presidente Vargas 645,
Campina - CEP 66017060
Belém-Pará-Brasil
tel/fax: 55 91 3222-4762 / 3224-5656.
twh@fcptn.pa.gov.br.

Teatro Experimental do Pará Waldemar Henrique pertence ao governo do estado, que o mantém e administra através da SECULT (Secretaria de Cultura do Estado); o prédio é tombado pelo patrimônio histórico e foi restaurado para abrigar principalmente espetáculos de teatro e dança é um espaço de caráter experimental onde é possível combinar diversos tipos de palco e platéia, também possui estrutura de sonorização e iluminação totalmente móveis, permitindo assim amplas possibilidades e adequando-se perfeitamente a montagem de qualquer espetáculo.

A Inauguração do Teatro Experimental do Pará Waldemar Henrique, em 17 de setembro de 1979, teve suas raízes algumas décadas antes.O Movimento teatral amador, registra a história, sempre foi uma das mais importantes expressões culturais do Estado do Pará. Em Belém, o teatro nazareno (apresentado no largo de Nazaré) e as comédias juninas, representadas pelos cordões de pássaros e bichos e pelo auto do boi-bumbá, são formas bem tradicionais do teatro popular feito em Belém ao longo deste século. Na década de 40 os grupos de teatro estudantis movimentaram a cena na capital, destacando-se o Teatro do Estudante do Pará (TEP), iniciado em 1941, do qual faz parte Margarida Schiwazzappa, diretora de inúmeros espetáculos. Tendo esgotado suas atividades em 1949, o TEP fez brotar, em 1950, o Teatro Universitário do Pará, sob a direção de Gelmirez Melo e Silva. em 1955, encerrou suas atividades.

Pouco depois em 1957, surgiu o Norte-Teatro Escola do Pará, originado do conjunto Os Novos - Teatro do Estudante do Pará. À frente, estiveram Angelita Silva, Margarida Schiwazzappa, Benedito Nunes e Maria Sylvia Nunes. Segundo Vicente Salles, o Norte - Teatro Escola refletiu, nos seus primeiros passos, aquela tendência universalista que havia revolucionado o teatro brasileiro e de certa forma encampado pelo Serviço Nacional de Teatro.

Mas em 1963, com a criação da Escola de Teatro da Universidade Federal do Pará, o movimento teatral em Belém tomou novos rumos. Sistematizou-se a formação do ator, com o curso básico oferecido pela instituição, e vários talentos surgido a partir dele caminharam para a organização de novos grupos.

Na década de 70, esses grupos promoveram um novo momento de efervescência no teatro amador. Podem ser citados os Experiência, Cena Aberta, GRUTA, Estúdio de Pesquisas artísticas (EPA) e o Teatro Equipe do Pará, que iniciaram suas atividades nessa época e excetuando os dois últimos já extintos, continuam sendo uma das principais referências no Pará. Somen-se, ainda, os grupos musicais e os de dança.

Com Tantas produções, a carência de espaços ficou evidente. Sem falar que tais espetáculos traziam a marca substancial do experimentalismo, da inovação, o que não era adequado num teatro como o Da Paz - Cuja estrutura tradicional foi feita para comportar ópera, a música de câmara e eventos afins. restavam locais alternativos , como a escola Kennedy, o Colégio Gentil Bittencourt, igrejas e o Teatro São Cristóvão - onde tradicionalmente se apresentavam os cordões

Ao Mesmo tempo os grupos se organizavam politicamente. Em 1976, surgiu a Federação de Teatro Amador (FETAPA), inspirada pela confederação Nacional de Teatro Amador (CONFENATA). A FETAPA foi desarticulada dois anos depois e em seu lugar surgiu a Federação Estadual de Atores, Autores e técnicos (FESAT). Questões internas à parte, um ponto, no entanto sempre esteve na essência da atividade política dessas organizações: a falta de um espaço cênico para as experimentações amadoras.

Mais foi durante a existência da FETAPA que a classe artística vislumbrou concretizar o sonho. No ano de 76, o fechamento do Teatro da Paz para nova reforma trouxe à cena, de forma definitiva, a escassez de teatros em Belém. Em fevereiro de 1978, segundo registram os jornais, a Secretaria da Cultura, Turismo e Despostos (CULTUDE) mobilizava seus esforços para transformar o antigo imóvel da Associação Comercial do Pará (APC), na Praça da república, num auditório - que poderia ser, ao mesmo tempo, um teatro de bolso, uma sala de concertos e um local para palestras. Em março, iniciaram-se as negociações.

Naquela mesma época, o renomado arquiteto e cenógrafo Luiz Carlos Ripper havia acabado de ministrar, em Belém, o curso Iniciação a Linguagem Cenográfica, sendo, então, convidado para fazer o projeto de restauração e adaptação do prédio.

No dia 1º de maio, o contrato de locação foi assinado por cinco anos, Assim dez depois, puderam ser iniciadas as obras do futuro Teatro Experimental do Pará, uma homenagem ao maestro Waldemar Henrique, o grande compositor amazônico, autor de inúmeras trilhas sonoras para peças teatrais.

Um fato curioso é que apesar da homenagem, o teatro não poderia levar o nome do maestro, oficialmente, porque uma lei presidencial de 1977 proibia que se desse o nome de pessoas vivas a prédios públicos. A solução encontrada foi colocar o nome do homenageado em letras menores abaixo da denominação principal.

A inauguração prevista para o segundo semestre de 1978, só veio a acontecer mesmo um ano depois. A obra de reforma e adaptação foi financiada com o Governo do Estado em parceria com o Serviço Nacional de Teatro (SNT), que custeou os projetos cenotécnico e luminotécnico de Luis Carlos Ripper, e a funarte que doou 204 cadeiras, práticaveis, e painéis acústicos.

A Obra foi cercada de muita ansiedade e pressão por conta da classe artística, tanto que, no dia da inauguração, o teatro não estava com o sistema de som devidamente instalado nem contava com a central de ar refrigerado - não havia verba suficiente para atender esta última. Uma nota no jornal A Província do Pará, no dia 5 de janeiro de 1979, dava conta de que representantes da classe artística teriam uma reunião com o secretário de cultura para solicitar que o teatro abrisse mesmo sem a central de refrigeração. Bastou entra em funcionamento para perceberem que fora uma decisão precipitada...O próprio projeto de Ripper não chegou a ser completamente implantado. Para se ter uma idéia a nova sala deveria ter uma nini-livraria mas que nunca veio a funcionar.

O teatro estava, juridicamente, ligado a direção do teatro da Paz. Mas, para que o diretor do TP não acumulasse duas funções, o que tornaria difícil A administração das duas casas, foi criada o a figura do assessor de teatro da Cultude, que seria supervisor do teatro experimental. Com isso o primeiro administrador do "Waldemar" foi o teatrólogo paraense Agostinho Conduru.

Os grupos lotaram a pauta de abertura até o final daquele ano. No dia 17, a inauguração foi feita em meio a um ato público, ao qual compareceram personalidades do meio político e artístico, além do maestro Waldemar Henrique. Vieram a Belém, especialmente para o evento, os compositores Hermínio Bello de Carvalho e Sidney Miller, além deles Orlando Miranda e Carlos Miranda (este paraense), diretores do Serviço Nacional de Teatro, e Roberto Pereira, diretor da Funarte.

Coube ao Grupo de Teatro Amador Arte Nossa inaugurar o experimental, apresentando no período de 18 a 23 de setembro, a peça "A História do Juiz", de Renata Pallotini.

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Teatro Margarida Schiwasappa
CENTUR

Av. Gentil Bittencourt, 650 - Nazaré
tel: 55 91 3202-4315

Fundado em 1986, o Teatro Margarida Schiwazzappa compõe o Centro Cultural e Turístico Tancredo Neves (Centur). O nome é uma homenagem à atriz e diretora de teatro Margarida Schiwazzappa, que teve forte atuação na cena teatral paraense nas décadas de 40 e 50. Na década de 40, os grupos de teatro estudantis movimentaram o cenário cultural, destacando-se o Teatro do Estudante do Pará (TEP), iniciado em 1941, do qual fez parte Margarida Schiwazzappa, diretora de inúmeros espetáculos. O TEP fez nascer, em 1950, o Teatro Universitário do Pará, encerrando-se suas atividades em 1955. Em 1957, surgiu o Norte Teatro-Escola do Pará, originado do conjunto Os Novos – Teatro do Estudante do Pará, tendo à frente Margarida Schiwazzappa, Maria Sylvia Nunes, Angelita Silva e Benedito Nunes.

O teatro possui 524 lugares em platéia única. O palco é italiano, possuindo as seguintes dimensões: profundidade do palco, 13m; boca de cena, 16m; altura, 6,70m; e urdimento, 18m.

O Teatro Margarida Schiwazzappa funciona de terça a sexta-feira, de 9h às 21h.

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Teatro Universitário Cláudio Barradas
Rua Jerônimo Pimentel, 546
Bairro do Umarizal
CEP: 66.055-000 - Belém-PA

tel: 55 91 3249-0373
teatrodaufpa@gmail.com

Inaugurado em 19/06/2009, o Teatro Cláudio Barradas vem atender a uma demanda de diferentes experiências estéticas em Artes Cênicas.
Situado num bairro central de Belém, o conjunto formado pelo Teatro Universitário e a Escola de Teatro e Dança da UFPA, tem como função contribuir para o desenvolvimento das Artes Cênicas no Pará. Assim sendo, o Teatro Universitário se constitui em um espaço aberto aos inúmeros grupos artísticos da cidade e da região com os quais poderá estabelecer uma prática enriquecedora. 

A construção do Teatro Universitário Cláudio Barradas no mesmo espaço onde funciona a Escola de Teatro e Dança, um conjunto arquitetônico tombado pelo patrimônio estadual, coloca à disposição da comunidade paraense um centro de ensino, pesquisa e extensão voltado, prioritariamente, às artes cênicas. Localizado próximo à Praça Brasil, atualmente denominada Praça Santos Dumont no bairro do Umarizal, dispõe de inúmeras linhas de ônibus, facilitando o acesso ao teatro. 

A entrada principal do teatro é voltada para a rua Jerônimo Pimentel, onde se encontra uma pequena ágora que, projetada de acordo com os conceitos de acessibilidade,  oferece aos seus usuários os seguintes serviços: um café e bilheteria, painel com estrutura metálica disponibilizado para afixação de cartazes e banners da programação teatral de seus usuários.  

O Teatro Universitário Cláudio Barradas
dispõe dos seguintes equipamentos cenotécnicos: 

260 Cadeiras
35  Praticáveis 2,00X1,00m
01  Máquina de fazer bolhas grandes
01  Máquina de fumaça (Fog machine)
01  Máquina de jogar papel (Skypaper)
06  Varas automatizadas para suporte de cenário e iluminação
01  Canhão seguidor 
01  Projetor multimídia
Equipamentos de som e de iluminação. 

Teatro Gasômetro
Parque da Residência
Av. Magalhães Barata, 830
tel: 55 91 4009-8721 / 4009-8720

Teatro Maria Silvya Nunes
Estação das Docas
Tv. Boulevard Castilho França, s/n

tel: 55 91 3212-5600 / 5525

Anfiteatro do Forte de São Pedro Nolasco
Estação das Docas
Av. Boulevard Castilho França, S/N - Campina
tel: 55 91 3212-5600 / 5525
www.estacaodasdocas.com.br.


Teatro Gabriel Hermes - SESI
Av. Almirante Barroso, 2540
tel: 55 91 3276 8196

Teatro José Teodoro Soares
Fundação Ipiranga
Av. Almirante Barroso, 777
entre Tv.Humaitá e Tv. do Chaco
tel: 55 91 3344-0700

Espaço Cuíra
Esquina da Travessa Riachuelo
com Primeiro de Março

tel: 55 91 8888-5274

Casa da Atriz
Rua Oliveira Belo, 95
(entre Generalíssimo Deodoro
e Dom Romualdo de Seixas)

tel: 55 91 8266-4397 / 8199-1322

FOTOATIVA
Praça das Mercês, 19
De segunda a sexta, das 9h às 17h30
sábados, das 9h às 12h30
www.fotoativa.blogger.com.br
www.fotoativa.org.br
tel: 55 91 3225-2754

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Hall Ismael Nery - CENTUR

Av. Gentil Bittencourt, 650
Contato: 55 91 3225-2754

Centro Cultural SESC Boulevard
Av. Boulevard Castilho França,  522/523
sescboulevard@pa.sesc.com.br
www.sesc-pa.com.br
tel:: 55 91 4005-9578

Espaço Cultural Banco da Amazônia
Av. Presidente Vargas, 800 – térreo,
segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 17h
tel: 55 91 4008-3334

Espaço Cultural Ministro Orlando Teixeira da Costa (TRT)
Travessa Dom Pedro I, 746 – Umarizal
Das 8h às 13h, de segunda às sexta-feira
tel: 55 91 4008-7049 / 4008-7028

Espaço São José Liberto
Praça Amazonas, s/n - Jurunas
Belém-Pará - CEP 66025-070
igama_secretaria@yahoo.com.br
igama_secretaria@hotmail.com
tel: 55 91 3344-3514
Fax: 55 91 3344-3510

 

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