O Cultura Pará criou a Agenda da Semana com o objetivo de publicar neste espaço as manifestações artísticas de nossa região seguindo a mesma linha de trabalho proposta pelo site. Festas, eventos em bares e outras locações em que a arte não seja objeto prioritário, não serão contemplados. Os interessados deverão enviar a programação, acompanhada de release e uma imagem representativa, até segunda-feira (às 19h) de cada semana. Esta agenda tem o apoio da Sol Informática.

DESTAQUE •
DESTAQUE DESTAQUE

— PRÊMIO POESIA BELÉM DO GRÃO PARÁ • RESULTADO —

É com satisfação que divulgamos o resultado da edição 2014 do Prêmio de Poesia Belém do Grão Pará. A premiação e lançamento da obra vencedora serão realizados no mês de outubro, em data exata ainda a confirmar. Os jurados Dand M., Clei de Souza e Harley Dolzane, finalistas da edição passada, chegaram a três vencedores de um total de quase 50 obras avaliadas. São eles:

PRIMEIRO COLOCADO

George Hamilton Pellegrini Ferreira
Livro: As Confissões de Plomo

George Hamilton Pellegrini Ferreira é baiano de nascimento, com residência na cidade Castanhal, Pará. É professor de Literatura Espanhola da UFPA. Fez mestrado em Literatura Espanhola pela Universidade de Sevilha, Espanha. Atualmente cursa doutorado na mesma universidade. É membro do Grupo de Pesquisa Identidade Cultural e Expressões Regionais ICER/UESC. Foi premiado nos seguintes concursos literários: Concurso de Poesia Castro Alves, Salvador-BA (1° lugar); Prêmio José Bastos, Itabuna-BA (1° lugar); Concurso de Contos Jorge Amado, UESB/Jequié-BA (1° lugar); Concurso Nacional de Poesia Kiononia, Casca-RS (1° lugar); Concurso de contos de Ilhéus-BA (2° lugar); II Prêmio Escriba de Poesia, Piracicaba-SP (MH); Concurso Nacional de Poesia Moacyr Felix, Rio de Janeiro (MH). Tem publicado poemas e contos em antologias e periódicos.

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SEGUNDO COLOCADO

Anselmo de Sousa Gomes
Livro: Anticorpo

Anselmo de Sousa Gomes nasceu em 81 em Capanema – PA. É escritor e ilustrador e formado em Letras pela Universidade Federal do Pará. Atualmente reside em Belém. Foi premiado pela primeira vez com a publicação do Conto “A Promessa”, em 2002, na antologia 13 Contistas da Amazônia, do IX Concurso de Contos da Região Norte, realizado pela UFPA. Posteriormente, venceu o Prêmio PROEX de Literatura 2013, com o conto “Os Desertos”, sendo o segundo colocado neste mesmo prêmio com o poema “Álbum”. Em 2014, foi um dos contemplados do Edital IAP de Artes Literárias (Prêmio Heliana Barriga), com a publicação do livro infantojuvenil “Salomão pela Janela”, o qual tem previsão de lançamento para outubro próximo. Ilustrou, além dessa obra, os livros “Um Gato na Corda Bamba” e “Coração de Criança”.

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TERCEIRO COLOCADO

Mauricio Sérgio Borba Costa Filho
Livro: Modos

Maurício Sérgio Borba Costa Filho. Bacharelando em Direito pelo Centro Universitário do Pará – CESUPA. Começou a escrever com regularidade pelos 16 anos (tem 22), e desde lá se divide trabalhando em traduções (T.S. Eliot, John Ashbery, Hart Crane, alguns contos do Henry James) e escrevendo contos e poemas. Modos é seu primeiro livro de poemas.


— ARTE PARÁ • 2014 —

Artistas de todo o Brasil e estrangeiros, legalmente, residentes no país, já podem inscrever-se para a 33° edição do Arte Pará. Em 2014, a novidade é que os candidatos terão à disposição categorias mais específicas para as obras. O objetivo é facilitar o processo de inscrição, além de promover um julgamento mais exclusivo do conteúdo artístico.

As inscrições são gratuitas e estarão abertas, até o dia 11 de setembro, no site da Fundação Romulo Maiorana (www.frmaiorana.org.br), no domínio (www.artepara.net), por Correio ou pessoalmente, na sede da FRM (Av. Romulo Maiorana, 2473, Marco), das 10 às 18 horas. Aqueles que encaminharem o dossiê por Correio deverão considerar o prazo de entrega dos documentos que precisa chegar até dois dias antes do julgamento.

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O Pará, ao longo dos séculos deteve papel significativo no cenário da cultura na região Norte. Artistas de diversas linguagens vem constituindo um cenário particular na Amazônia, o que contribuiu para que florescesse aqui expressões artísticas especiais, que graças a articuladores político-culturais, passaram a adquirir visibilidade, constituindo conhecimento e ampliando o acesso a experiências estéticas ao público, atravessando o cotidiano e ganhando os mais diversos espaços, dos mais populares aos lugares específicos, como os museus.

O Projeto Arte Pará teve sua origem no início dos anos 1980, motivado por um desejo visionário do jornalista Romulo Maiorana de estimular a produção artística local, desejo esse que irá consolidar um dos projetos mais longevos no cenário nacional, constituindo-se em um dos mais significativos projetos de fomento, acesso e difusão artística no país. O Projeto Arte Pará que começou estimulando a produção artística local, incentivando e viabilizando oportunidades a artistas que hoje detém significativa carreira nacional e internacional, por meio de premiações e do fluxo de críticos e curadores, assa a ser um dos mais importantes projetos educativos pela arte do norte do país, integrando saberes, instituições de ensino, fomentando a participação de estudantes na construção do conhecimento e viabilizando acesso a arte a diversas camadas sociais, realizando ações inclusivas.

Rompendo as barreiras regionais, o Arte Pará se consolidou e como um evento que concentra um expressivo conjunto da produção artística nacional no Norte do Brasil ao longo dos meses em que suas ações ocorrem e passa, nos últimos anos, a apresentar conexões históricas internacionais, ampliando a compreensão da arte em sua dimensão social e política, por meio de convidados especiais. Nesse desenho, o local e o global se colocam em diálogo, revelando no Pará as transformações culturais que se viabilizam por meio da arte, entendendo esta como uma expressão que, por meio do Arte Pará, toma lugar no meio da vida dos indivíduos, na cidade, em seus lugares de valor simbólico, na própria vida.

Fundação Rômulo Maiorana
Av. Romulo Maiorana, 2473 – Marco
Inscrições até o dia 11 de setembro
www.frmaiorana.org.br | www.artepara.net
Informações: Tel. 55 91 3216 1142


— VI FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR PARAENSE —

Os paraenses são conhecidos nacionalmente pelos ritmos e pelo talento musical que têm. Carimbó, guitarrada, samba, brega, tecnobrega, mellody, rock e muitos outros ritmos populares fazem parte do cotidiano da população do Estado.

Essa variedade musical com o jeito paraense é valorizada por seu povo. E, para reforçar esta característica, a RBA realiza o VI Festival de Música Popular Paraense para premiar e incentivar ainda mais esses artistas a preservarem a cultura do Estado.

Serão dois meses de festival, desde a fase de inscrição até a final, que escolherá os vencedores em várias categorias.

  • Inscrições Belém e Marabá: 12/8 até 10 de Setembro
  • Seleção das músicas: 11 e 12 de Setembro
  • Divulgação no Jornal dos 30 Selecionados (Bel + Mar): 14 de setembro
  • Reunião na RBA: 15 de setembro
  • Eliminatória Marabá: 23, 24 e 25 de setembro
  • Eliminatória Belém: 1 e 2 de outubro
  • Publicação dos 12 Finalistas: 5 de outubro
  • Toca as Músicas: 6 até 16 de outubro
  • Grande Final: 16 de outubro

Mais sobre o festival:
diarioonline.com.br/hotsite/festivaldemusica

— PRÊMIO IAP LITERATURA 2014 —

Na terça-feira 19/08, o Instituto de Artes do Pará (IAP) divulgou no Diário Oficial do Estado a lista dos contemplados com o Prêmio IAP Artes Literárias 2014. As obras selecionadas serão publicadas com tiragem de 500 exemplares cada. O lançamento será na sede do IAP, em data ainda não definida.

PRÊMIO NAZARENO TOURINHO
(Dramaturgia)

  • João Bosco Maia da Silva – “Após as Três Badaladas”
  • Anastacio Trindade Campos – “A Visita do Santo Ofício ao Grão Pará”


PRÊMIO MARIA LÚCIA MEDEIROS
(Contos)

  • Jorge Wellington Corrêa Quadros – “Conspiração do Verbo ou o Formigueiro”
  • Franz Kreüther Pereira – “São Jorge & O Astronauta E Outros Contos”


PRÊMIO VICENTE SALLES
(Ensaio)

  • Josebel Akel Fares – “Um Memorial das Matintas Amazônicas”


PRÊMIO MAX MARTINS
(Poesia)

  • Felipe Bruno Silva da Cruz – “Acúmulo”


PRÊMIO HELIANA BARRIGA
(Literatura Infantojuvenil)

  • Daniel Da Rocha Leite – “Vindo Do Mar”
  • Antonio Edvandro Pessoa de Oliveira – “O Dia De Presente”


PRÊMIO JOSÉ DE CAMPOS RIBEIRO
(Memorialística)

  • Álvaro Luiz Vinente de Souza – “Agosto e outras Memórias”

Saiba mais sobre o prêmio:
www.iap.pa.gov.br/noticias/83-destaques/1210-iap-divulga-resultado-do-premio-iap-artes-literarias-2014


— EDITAL CULTURA DE AUDIOVISUAL—

Já estão disponíveis o Edital Cultura de Audiovisual e os formulários de inscrição do projeto. O Edital destinará R$ 3 milhões para a produção independente de obras audiovisuais e prevê a seleção de dois projetos de ficção, que receberão R$ 1 milhão cada; um de documentário e um de animação, que receberão R$ 500 mil cada para exibição inicial na TV Cultura do Pará.

Podem participar como proponentes produtoras paraenses independentes, com registro regular e classificadas na Ancine. Cada empresa poderá concorrer com até três projetos e as obras audiovisuais deverão ser realizadas 80% em solo paraense, com a contratação de artistas e técnicos locais. Os projetos deverão ter por objeto a produção de obras seriadas com no mínimo quatro e no máximo oito episódios. Nos gêneros ficção e documentário, cada episódio deverá ter 26 minutos, enquanto no gênero animação, a duração será de 11 minutos, incluindo créditos iniciais e finais.

Realize o download dos documentos necessários para a sua inscrição:

Edital Cultura de Audiovisual: http://migre.me/l69Px
Formulário - orçamento - Producao TV: http://migre.me/l69TP
Formulário - Proj. Obra Seriada de Ficção: http://migre.me/l69YG
Formulário - Proj.Obra Seriada de Doc.: http://migre.me/l6a4m
Formulário - Proj. Obra Seriada de Animação: http://migre.me/l6aaa


Inscrições: De 18 de agosto a 01 de outubro

Mais informações aqui: 91 4005 7746
editalcultura@funtelpa.com.br


— FESTIVAL AUDIOVISUAL DE BELÉM (FAB 2014) —

Após atencioso e rigoroso processo de curadoria, a Comissão Organizadora do Festival de Audiovisual de Belém (FAB 2014) torna pública a lista de videoclipes selecionados para o evento, que ocorrerá de 17 a 20 de setembro, no Cinema Olympia. Dos treze vídeos inscritos, sete foram selecionados e serão exibidos no FAB 2014.

Confira a lista de selecionados para o festival:

- “Concurso”, Molho Negro, 2014, 2’30’’, Belém, PA
- “Falling”, Hoca, 2014, 04’03’’, São Paulo, SP
- “Muito muito pouco”, Arnaldo Antunes, 2014, 2’34’’, São Paulo, SP
- “Ó lá”, Sérgio Luiz e Felipe, Jundiaí, SP
- “O Som da Amazônia”, Mestre Solano, 2014, 3’16’’, Belém, PA
- “Por ela”, Alex Domingos, 2013, 3’56’’, Salvador, BA
- “To Love”, Vinyl Laranja, 2012, 4’15’’, Belém, PA

CURADORIA

Durante a avaliação, os curadores levaram em conta os aspectos estéticos da obra, seu caráter de inovação, criatividade e produção. Os curadores que participaram da seleção foram:

Henry Burnett: pós-doutor em Filosofia, é professor na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Como músico, possui quatro CDs gravados: “Linhas Urbanas”, 1996 (CD experimental); “Não Para Magoar”, 2006, com uma seleção de canções compostas em 15 anos, reunindo 12 faixas; “Interior”, 2007, gravado em Buenos Aires em parceria com a cantora portenha Florencia Bernales e o livro/CD Retruque/Retoque, 2010, em parceria com o poeta Paulo Vieira. Além disso, Henry também produziu o CD “Depois da revoada”, 2012, junto com o músico e poeta paulistano Julio Luchesi.

Jack Nilson: Formado em Artes Visuais (ESMAC), Mestre em Artes (UFPA) e em Estudos Literários (UFPA), pesquisa Cinema, Vídeo e Literatura em interface com as Artes Visuais e outras linguagens. É professor de Artes pela Secretaria de Estado de Educação e Técnico em Gestão Cultural do Laboratório de Audiovisual da Fundação Curro Velho. Também é compositor, cantor, guitarrista e produtor musical.

Lucas Padilha: músico, trabalha na Rádio Cultura e TV Cultura, em Belém. Atualmente se dedica à gerência de Programação Musical da Cultura FM, produz e apresenta o programa Balanço do Rock. Também é um dos diretores do programa Protótipo, produzido em parceria com a TV Cultura. Além do trabalho em comunicação é responsável pelo Meio Amargo, um projeto musical criado por ele para executar suas composições. Em 2014 lançaram o EP "Canções simples para pessoas complicadas", com 4 faixas. Lucas Padilha é graduado em Música e estudante de mestrado em Artes pela Universidade Federal do Pará.

Marcelo Damaso: jornalista e produtor cultural. Foi editor de cadernos de cultura, polícia e esportes em jornais da cidade, além de assessor de imprensa e redator. Desde 2006 organiza o Festival Se Rasgum, em Belém, por onde já passaram mais de 200 bandas, entre locais, nacionais e internacionais. Pela produtora, além de shows e festivais, realiza projetos de formação e capacitação com workshops, oficinas, palestras etc., fomentando o mercado da música em Belém e no interior do Pará. Também pela Se Rasgum Produções, edita a revista bilíngue “Seleta – A música da Amazônia”. Toca baixo na banda The Baudelaires e violão e guitarra com a cantora Ana Clara. Criou o blog www.cartasuruguaias.com.br em 2008, quando passou alguns meses em Montevidéu escrevendo “Iracundo”, seu primeiro romance, vencedor do Prêmio Iap de Literatura.

Woltaire Masaki: aluno do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Pará, já atuou em diversas produções audiovisuais como, dentre outras funções, fotógrafo e diretor. Atualmente integra, ao lado de outros cinco profissionais da área, a Fóton Filmes.

Victória Costa: Publicitária (UNAMA), granduanda em Cinema e Audiovisual (UFPa), integrante da Fóton Filmes e do CLIC. Já participou de produções de videoclipes em Belém e estudou música paraense em seu trabalho de conclusão de curso em comunicação.


FINALISTAS E PREMIAÇÕES

Serão 4 (quatro) finalistas em cada categoria (Melhor Direção, Melhor Produção, Melhor Edição, Melhor Roteiro, Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia, cujos vencedores receberão certificados e troféus e a categoria de Melhor Videoclipe, cujo vencedor receberá R$ 1.300 (Um mil e trezentos reais). Os responsáveis por cada vídeo finalista receberão via e-mail nos próximos dias as informações sobre o processo de seleção e premiação.

Lembramos que durante o festival haverá ainda o Prêmio do Júri Popular para o Melhor Videoclipe, em que o público poderá votar em qualquer um dos vídeos selecionados.

Os videoclipes selecionados serão exibidos ao longo da programação do Festival, que será divulgada em breve. O FAB 2014 conta com o patrocínio do Banco da Amazônia.

Mais detalhes sobre o festival: www.portal-fab.com

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Criado em 2013, o Festival de Audiovisual de Belém - FAB conta com o patrocínio do Banco da Amazônia e é uma promoção do CLIC, empreendimento sociocultural especializado na promoção, organização e produção de cursos livres e eventos acadêmicos e culturais em Belém do Pará.

Amplo e diversificado, o FAB 2014 objetiva incentivar a produção técnica e conceitual dos interessados em tal área e visa criar/ se constituir em um ponto de encontro em que público e produtores de audiovisual possam dialogar e trocar experiências. Além disso, o festival pretende colaborar para inserir de vez Belém na geografia nacional da produção audiovisual contemporânea, levando em conta a diversidade de possibilidades de criação e demonstrando isso na capital paraense, o que está sintetizado no slogan do evento: Audiovisual vai além. Audiovisual vem pra Belém.

CINE OLYMPIA
Av. Presidente Vargas, 918
Campina - Belem/PA
Realização: 17 a 20 setembro
Tel Olimpia: 91 3230 5380
cinemaolympia@belem.pa.gov.br
www.cinemaolympia.com.br


— MOSTRA PARÁ 2014 —

Desde o início de 2014, o Instituto de Artes do Pará (IAP) tem levado a Mostra Pará a diversos municípios do Estado. Apenas em julho, mais de seis mil espectadores receberam a programação, em cidades como Primavera e Oriximiná. A expectativa é que a caravana alcance cerca de 15 mil pessoas.

A ideia da Caravana Mostra Pará surgiu exatamente com essa necessidade de se colocar cada vez mais presente no Estado. O projeto vai circular em 14 cidades do sudeste paraense, de forma contínua, durante 37 dias. A bordo da caravana estão uma equipe de cinco técnicos do IAP e seis grades de filmes com diferentes títulos, incluindo animações, documentários e ficção, entre curtas e médias-metragens. Ao todo, são 290 títulos a serem exibidos.

Idealizada para proporcionar o acesso gratuito às produções audiovisuais do Estado, a Caravana Mostra Pará passará por municípios como Conceição do Araguaia, Redenção e Sapucaia, levando uma vasta programação com temáticas variadas sobre a região amazônica, incluindo gêneros como drama e comédia.

Ação direta do Núcleo de Produção Digital do Pará (NDP) do IAP, a mostra nasceu com o objetivo de identificar as produções audiovisuais do Estado e elaborar estratégias de circulação e divulgação desses trabalhos. O objetivo é também de suscitar o resgate de cidadania paraense, para o cidadão se reconhecer na tela, em um processo de diálogo estabelecido entre o realizador e o espectador.

Com quase 300 títulos, a mostra foi construída com a parceria dos realizadores, que forneceram seus trabalhos para a ação. Em Belém, estes títulos são oferecidos ao público como parte da programação do Cineclube Alexandrino Moreira, do IAP, às segundas-feiras, em sessões gratuitas e também em eventos para os quais o NPD é convidado ou em que é apoiador, como feiras, festivais e mostras audiovisuais.

Para a Caravana Mostra Pará, seis grades especiais de títulos foram montadas. A atenção especial se dá em virtude das particularidades de cada município, buscando aproximar-se ao máximo do perfil de atividade cultural e expressão popular por onde passará. Na programação estão filmes como “O Grande Balé de Damiana”, de João Loureiro Junior; “Juliana contra o Jambeiro do Diabo pelo Coração de João Batista”, de Roger Elarrat, e “Sonoro Diamante Negro”, de Suely Nascimento, dentre outros.

A Caravana Mostra Pará recomeça neste domingo (17), com programação na Praça Matriz de Tucuruí. O encerramento será em Dom Eliseu, em 19 de setembro. Toda a programação está disponível na Web TV do NPD do IAP, no endereço npdwebtv.wordpress.com/category/home/programacao.

Datas da Caravana Mostra Pará:

  • Tucuruí – Dia 17/8
  • Breu Branco – Dia 19/8
  • Goianésia do Pará – Dia 21/8
  • Marabá – Dias 23 e 24/8
  • Parauapebas – Dia 26/8
  • Curionópolis – Dia 28/8
  • Sapucaia – Dias 30 e 31/8
  • Xinguara -Dia 2/9
  • Rio Maria – Dia 4/9
  • Redenção – Dias 6 e 7/9
  • Conceição do Araguaia – Dias 9 e 10/9
  • Abel Figueiredo – Dias 13 e 14/9
  • Rondon do Pará – Dia 16/9
  • Dom Eliseu – Dias 18 e 19

Serviço: Caravana Mostra Pará nos municípios do sudeste do Estado.
De 17 de agosto a 19 de setembro, sempre às 19h. Aberta ao público.

Danielle Franco
Instituto de Artes do Pará

Horário: 19hEntrada Franca


— FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DO CAETÉ —

O I Festival Internacional de Cinema do Caeté – FICCA acontecerá no município de Bragança, Pará, entre os dias 12 e 15 de Dezembro de 2014.

O FICCA destaca o papel do cinema, do vídeo e da produção audiovisual em geral na construção de uma sociedade mais justa e solidária, sendo, portanto, uma jornada cultural sem fins lucrativos que tende a inverter a lógica do mercado audiovisual para potencializar a liberdade criativa.

A iniciativa nasce da necessidade de se criar mais uma porta para o intercâmbio entre realizadores e produtores das mais diversas origens e com as suas infinitas propostas de linguagens estéticas e de formas de captação, fora dos mercados tradicionais e mais próximos das comunidades locais.

O espaço é aberto para filmes e/ou vídeos curtas, médias e longas metragens de qualquer gênero ou temática. Cada realizador poderá submeter apenas uma obra ao FICCA.

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Mais Informações e Ficha de Inscrição, aqui:
ficcafestival.blogspot.com.br

Os interessados deverão preencher e assinar a ficha de inscrição
até as 23h59min do dia 17 de setembro de 2014e enviá-la para:

I FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DO CAETÉ - FICCA
Avenida Marechal Floriano Peixoto, 1650 / Centro
Bragança – Pará – CEP: 68600-000
FICCA: ficcacinema@gmail.com
Francisco Weyl (carpinteirodepoesia@gmail.com)
Telefones: 91 9642 2018 / 8821 2419


CARIMBÓ, PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO
Todos votando, pela conclusão do processo de registro

Próximo de alcançar 100 mil pessoas somente no facebook!!! Já são quase 2 mil compartilhamentos das fotos de mestras e mestres exigindo que o IPHAN conclua o processo de reconhecimento do Carimbó como Patrimônio Cultural Nacional... "Vamos em frente, continuar compartilhando e espalhando essa campanha. Só vamos parar quando o IPHAN atender a reivindicação! VIVA O CARIMBÓ VIVO!"

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MESTRES DO CARIMBÓ AGUARDAM REGISTRO COMO
PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL PARA SETEMBRO

Vejam a matéria publicada no Jornal Diário do Pará no dia 08 de agosto passado, com informações sobre a luta dos mestres e grupos vinculados à Campanha do Carimbó para garantir a finalização do processo de registro como patrimônio cultural nacional.

A matéria mostra a importância da mobilização feita pelo movimento nas redes sociais e nas comunidades carimbozeiras cobrando do Iphan agilidade nesse processo, resultando na inclusão do carimbó na pauta da reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio no dia 11 de setembro.

A Campanha do Carimbó continua reivindicando a realização dessa reunião em Belém, para oportunizar aos mestres e comunidades o acesso presencial à reunião, momento culminante de uma luta iniciada ainda em 2005 a partir de Santarém Novo. O Iphan pretende fazer a reunião em Brasília, o que excluirá a participação efetiva de nossos mestres e grupos.

E para celebrar essa conquista histórica, o movimento já organiza para o dia 11 um grande ato público em Belém com a participação de dezenas de grupos vindos de várias regiões do Pará. A intenção é comemorar publicamente o título de patrimônio cultural brasileiro, resultado direto da luta e organização do movimento carimbozeiro através da Campanha do Carimbó.

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O Carimbó é considerado um gênero musical de origem indígena, porém, como diversas outras manifestações culturais brasileiras, miscigenou recebendo outras influências, principalmente negra. Seu nome, em língua tupi, refere-se ao tambor com o qual se marca o ritmo, feito de tronco de madeira e pele de animais.

Sendo a música preferida pelos pescadores marajoaras, embora não conhecida como carimbó até então, o ritmo atravessou a baía de Guajará com esses pescadores e veio dar em praias do Salgado paraense. Em algumas regiões próximas às cidades de Marapanim e Curuçá, o gênero se solidificou, ganhando o nome que tem hoje. Em Marapanim, na região do Salgado, nordeste paraense, o gênero é bastante cultivado, acontecendo anualmente o "Festival de Carimbó de Marapanim — O Canto Mágico da Amazônia", no mês de novembro.

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PELA IMEDIATA CONCLUSÃO DO PROCESSO DE REGISTRO DO CARIMBÓ
COMO PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL DO BRASIL!

PELA INCLUSÃO DO CARIMBÓ NA PAUTA DA REUNIÃO DE AGOSTO DO CONSELHO CONSULTIVO DO PATRIMÔNIO PELO IPHAN! PELA REALIZAÇÃO DESSA REUNIÃO AQUI NO PARÁ, NÃO EM BRASÍLIA!

Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro
8 anos de luta e organização em prol do Carimbó

www.facebook.com/campanhadocarimbo
campanhacarimbo.blogspot.com.br



LITERATURA
LITERATURA

— TER-SARAU —

Sarau Literário com Alfredo Garcia, Juraci Siqueira, Daniel Leite e Eduardo Santos

Terça-feira ainda não é antessala do fim de semana, que muitos dizem ser a quinta, mas já se respira os ares de um dia após a modorrenta segunda-feira. E que tal neste dia meio perdido na semana abrir as portas e janelas de sua alma para a Poesia e Música?

Esta é a proposta do Sesc Boulevard com o TER-SARAU, que a partir de agosto começa reunindo os poetas Alfredo Garcia-Bragança, Antonio Juraci Siqueira, Daniel da Rocha Leite e Eduardo Santos, mais duas convidadas (uma poeta e atriz e uma cantora) no dia 26, às 19 horas.A ideia é dar espaço para o lado autoral de cada artista, mas também abrir homenagear em dois momentos do sarau, com poemas que foram brandidos como armas do conhecimento contra a Ditadura Militar (em Poemas da Resistência) e ainda estimular a paixão, o erotismo (em Língua de Fogo).

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Antonio Juraci Siqueira nasceu no município de Afuá no Pará. Quando ainda menino, descobriu a literatura através dos folhetos de cordel. Licenciado pleno em Filosofia pela Universidade Federal do Pará , pertence à várias entidades litero-culturais e atua como professor de filosofia, oficineiro de literatura, performista e contador de histórias. Possui mais de 80 títulos individuais publicados entre folhetos de cordel, livros de poesias, contos, crônicas, literatura infantil, histórias humorísticas e versos picantes, além de poemas musicados por compositores locais. Colabora com jornais, revistas e boletins culturais de Belém e de outras localidades além de contar com diversas premiações literárias em vários gêneros, em âmbito nacional e local.

Daniel da Rocha Leite, nasceu no Rio de Janeiro em 1966. É advogado e escritor, licenciado em Letras com habilitação em língua alemã. Foi três vezes premiado no gênero contos, no concurso literário anual do Instituto de Artes do Pará (IAP). Com crônicas foi premiado com o Prêmio Dalcídio Jurandir, da Fundação Cultural Tancredo Neves e foi duas vezes premiado pela Academia Paraense de Letras. Daniel Leite foi também agraciado com prêmios em literatura infanto-juvenil, romance e poesia. Além do Prêmio Sesc-DF Machado de Assis, em 2007, na categoria contos.

Alfredo Garcia nasceu em Bragança, Pará em 1961. Jornalista e radialista, e membro-fundador da APE - Associação Paraense de Escritores. No início de sua carreira diante das dificuldades para editar um livro, apelou para o mimeógrafo, lançando A Vida e o Tempo, Rumos/Rimas e Vozes/Vidas. Alfredo Garcia conquistou prêmios, como o da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Belém (Semec), na comemoração dos trezentos anos do Ver-o-Peso, com o poema intitulado: Ver-o-Peso! Manhã, e honrosas colocações em vários certames, inclusive na Academia Paraense de Letras. Alfredo Garcia é bacharel em Comunicação Social e tem vários livros publicados e adotados em escolas de Belém.

Eduardo Santos nasceu em Belém do Pará. Despertou para a poesia logo aos 12 anos de idade, em plena sala de aula. Bastante atuante na região com sua produção artesanal de livros que o levou a diversos programas de rede nacional, onde se destacam os programas do Jô Soares, Mais Você e o jornal Diário de São Paulo, quando através deste, teve o reconhecimento nacional definitivo de sua produção artesanal e, com isso foi incluído no Livro dos Recordes, Guiness Book como o maior produtor de Livros feitos à mão, do mundo. Em 2003 foi homenageado na VII Feira Pan-Amazônica do Livro, no Café das Letras. Atualmente, ministra bate-papos e oficinas em escolas e universidades da rede pública e particular da região. E, também, através de sua livraria itinerante, adaptada em sua bicicleta, divulga sua poesia e comercializa seus livros nas principais praças da cidade. Em 2008 sua bicicleta livraria, foi mostrada em 16 países da Europa, através da Amazon TV. Em Belém, realizou um de seus maiores sonhos: teve com êxito o seu próprio estande de forma personalizada na Feira Pan-Amazônica do Livro.

SESC Boulevard
Castilho França, 522/523 - Campina
( em frente à Estação das Docas).
Dia 26 de agosto (terça), às 19h
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005-9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br


Entrada Franca

— MARINA E O CONTINENTÍSSIMO PERDIDO —
RODRIGO MAROJA | JOÃO AUGUSTO RODRIGUES

Escrito por Rodrigo Barata e ilustrado por João Augusto Rodrigues, "Marina e o Continentíssimo Perdido" é um romance infanto-juvenil que narra a história de uma menina que mora numa garrafa térmica de 4 compartimentos, seu melhor-amigo-para-sempre é um polvo, chamado Bup e junto com uma galera eles vão descobrir por que o mundo está acabando... Empreendem uma aventura dentro de um mamiferocóptero.

Marina estava sozinha agora. Ela morava numa garrafa térmica de quatro compartimentos: no primeiro, havia um retrato velho de família e uma carta fechada – para quê ler cartas de pessoas estranhas? O segundo, a menina, às vezes, usava para ler um imenso livro sobre o mar e, de repente, punha-se a pensar nos pais; no terceiro, guardava o sono e se cobria com seu lençol de algas e, no último, bem, o quarto compartimento estava trancado, era um lugar misterioso do qual Marina tinha medo, um medo enorme.

Baixe aqui o PDF, gratuitamente e tenha acesso
ao romance, Marina e o Continentíssimo Perdido


— RENATO E A TRASLADAÇÃO —

E se o mundo tivesse mesmo acabado em 2012 sem que ninguém se desse conta? É sob essa atmosfera fantástica que se desenrola o enredo do livro infanto-juvenil Renato e a Trasladação. Ambientada predominantemente em Belém, a história de AJ Moraes traz aos leitores uma aventura universal repleta de mitologia a partir do mote da tradicional luta do bem contra o mal. Outro ponto alto da obra são as ilustrações do premiado artista paraense Joe Bennett. Bennett - que empresta seu traço a alguns clássicos da Marvel e da DC Comics, as maiores editoras de quadrinhos do mundo - assina 46 gravuras divididas entre as 400 páginas do livro, além da capa em estilo épico. 

Além do cenário paraense, a trama se desenvolve em outros estados, como Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, e até em outros países como Peru, Bolívia e Itália. “Apesar do cenário principal, a obra não se fecha em regionalismos a fim de que possa ser apreciada sem determinação de fronteiras”, esclarece o autor do livro, AJ Moraes. A obra mistura várias mitologias em um único universo. De ritmo frenético, o final de cada capítulo gera uma expectativa pelo próximo. Depois do fim do mundo ter passado despercebido, ocorre uma batalha milenar entre anjos e demônios. Contudo, longe de fazer alusão a uma religião específica, a saga se propõe a ressaltar a importância de se aprender a conviver respeitosamente. (ORMNews)

Confira as matérias:
www.saraivaconteudo.com.br/Eventos/Index/26/2
www.ormnews.com.br/noticia/renato-e-a-trasladacao

Assista o TrailerBook:
www.youtube.com/watch?v=RS4Vi_3VYAI


Saraiva MegaStore Boulevard Shopping
Av. Visconde de Souza Franco, 776
2º Piso | Loja 233 - Bairro do Reduto
Dia 30 de agosto (sábado), 17h
Telefone: 91 3241 3950
Fax: 91 3224 9660



ARTES PLÁSTICAS
• ARTES PLÁSTICAS

— COM LICENÇA POÉTICA —
Danielle Fonseca & Keyla Sobral

Dois jovens talentos das artes paraenses se reúnem numa mesma exposição a partir de hoje. Danielle Fonseca e Keyla Sobral traçam um diálogo delicado em “Com Licença Poética”, que fica em cartaz até 28 de setembro, no Museu de Arte da UFPA, com curadoria de Marisa Mokarzel.

O título da exposição, emprestado da poesia de Adélia Prado, dá o tom dos trabalhos que a dupla apresenta. A poesia, que termina com os versos “Vai ser coxo na vida é maldição pra homem./Mulher é desdobrável. Eu sou.” indica que as imagens e palavras compartilhadas entre as duas artistas avançam para além, “até o indecifrável espaço onde se abrigam sentimentos, afetividades, memórias e indagações constantes.”, como diz a curadora em seu texto de apresentação da mostra.

As obras misturam filosofia e a arte, que entram em sintonia no processo criativo das duas. Nas pinturas, fotografias e objetos criados por Danielle Fonseca, se interligam o surf (que ela pratica e que tem se tornado também inspiração para a obra artística), e os filósofos Gilles Deleuze e Daniel Lins. Nas obras de Keyla Sobral, a filosofia também comparece quando ela “deixa expostas suas ilhas e mapas afetivos”, diz Marisa.

Enquanto a arte surge pautada pelas sensações e sentimentos da vida, as artistas mostram que não é preciso ter medo de ser feminina e desempenhar vários papéis. Assim, analisa Marisa Mokarzel, reinventam o banal e no íntimo cotidiano “permitem que se perceba a repressão que impõe o choro engolido, tatuado na garganta. Ao mesmo tempo propõem o mergulho na água (lágrima ou rio?), para logo se emergir no topo da prancha, deixando o corpo, ao vento, flutuar na instabilidade da onda”.

Diante das fragilidades expostas, descobrem a coragem, se lançam ao salto, desafiadoras, diante do nada. E no meio da delicadeza desse discurso, também se permitem o grito.

Mulher é desdobrável”, diz Adélia Prado. E na exposição que abre esta noite, Danielle e Keyla se desdobram, “elevam-se do chão, e saltam, desprendem-se do palpável para aproximarem-se dos vestígios advindos do passado, do que ali foi vivido e impregnou as palavras, as imagens, os objetos”, pontua Marisa Mokarzel.

A colaboração de Danielle e Keyla vem de outros trabalhos. O filme “A Vaga”, documentário de Danielle sobre a relação do surf com a arte e a filosofia, é co-dirigido e editado por Keyla. (Diário do Pará)

Mais sobre: Danielle Fonseca:
www.culturapara.art.br/artesplasticas/daniellefonseca

Mais sobre: Keyla Sobral:
www.culturapara.art.br/artesplasticas/keylasobral

 

Museu da Universidade Federal do Pará
Av. Governador José Malcher, 1192, Nazaré
Abertura 21 de agosto, às 19h
Período: 21/08 a 28 de setembro
Visitação: de terça a sexta-feira, das 9h às 17h
Sábados, domingos e feriados: de 10h às 14h
e-mails: museufpa@gmail.com e museu-ufpa@ufpa.br.



— SILÊNCIOS E VAZIOS —
Ana Mokarzel e Pedro Cunha

Uma câmera digital como aliada e nada mais. Essa é a única semelhança entre os fotógrafos Ana Mokarzel e Pedro Cunha. Ainda que os olhares de ambos sobre o mundo se esbarrem, as fotos de cada um possuem identidade própria. As imagens serão apresentadas juntas na exposição “Silêncios e Vazios”, na Galeria de Arte Edgar Contente, do CCBEU.

O encontro entre os dois fotógrafos acontece a partir de diferentes caminhos e técnicas. Prevalece a estética adotada por cada um, o tom da luz e a cor que se abriga no enquadramento, no corte desejado antes ou depois da cena captada. “A seleção das imagens foi realizada em conjunto. A partir do material que eles me deram, fui desenhando o que poderia ser a exposição. Nos reunimos várias vezes. O olhar urbano é uma espécie de ligação entre eles. As fotos apresentam silêncio e, ao mesmo tempo, uma conversa entre os dois. O que talvez estabeleça essa conversa é exatamente o silêncio. E o vazio está inserido nesse silêncio. Daí o nome ‘Silêncios e Vazios’”, destaca a curadora da exposição, Marisa Mokarzel.

A sensação indômita de vazio e perda fincam os olhares de quem passeia pelas fotografias. Ana Mokarzel navega pelo incessante movimento, com a solidão úmida, com a tempestade prestes a cair. O urbano e o não urbano se entrelaçam. A fotógrafa pontua a realidade pelas frestas e na sua estética o que se distingue são a velocidade, a luz e a cor que atravessam a imagem e a aproximam do cinema, da pintura. Os registros foram feitos no Pará, em Portugal e outros pontos espalhados pelo mundo.

Para Pedro Cunha, a questão geográfica não é o mais importante. Com sutileza, ele delineia a complexa cidade que se encontra diante dos olhos. “As minhas fotos são urbanas, algumas têm personagens. É um trabalho bem tranquilo, sem muita cor e muito contraste. Um olhar de quem está andando pela rua. A série ‘No fundo’ explora os dias de chuva. As pessoas vão se ver na cidade que se mostra de forma sutil”, espera o fotógrafo.

A exposição promete fotografias que se alojam no indefinível tempo, e se deixam encobrir por brancas camadas, que não ocultam, mas apenas recobrem o espaço para que surjam novas imagens e o espectador vague o olhar sem pressa no ritmo da imagem. (Diário do Pará)

Galeria do CCBEU
Travessa Padre Eutíquio, 1309
Vernissage: 12 de agosto, às 19h
Visitação: até 12 de setembro
De terça à sexta de 9h às 12h e das 13h as 19h30
Aos sábados de 9h às 13h
Informações: 55 91 3221.6100
www.ccbeu.com.br


— O MUNDO DE DENTRO PRA FORA | MICHELLE CUNHA —


Michelle Cunha – O mundo de dentro pra fora

Um universo muito pessoal, criado à partir de atravessamentos, visões, andanças e perambulações, alimentado por relações interpessoais, e diálogos com outros mundos que existem. Eis o que a artista visual Michelle Cunha vem compartilhar nesse momento, na mostra O Mundo de Dentro Pra Fora

O título faz referência também aos espaços por onde meu trabalho percorre, desde o atelier, as ruas e também os espaços expositivos. Isso diz respeito a forma como transito por eles, de dentro pra fora, de fora pra dentro, talvez sem saber definir muito se existem de fato estas fronteiras, ou se tudo não é uma coisa só”, define a artista.

A inquietude criativa de Michelle percorre as linguagens da arte gráfica, intervenção urbana, xilogravura, e arte conceitual, e na rua tem encontrado respostas fluidas a suas buscas estéticas, estabelecendo uma iconografia que se tornou uma sua assinatura. É o que aconteceu com a séria de corujas que vem grafitando desde sua temporada em Brasília: “No momento em que comecei a pichá-las na cidade as pessoas começaram a manifestar muito carinho por elas, e identificá-las como uma espécie de símbolo da cidade. Agora elas acabaram se tornando uma assinatura, sempre deixo uma por onde vou, por aqui também, embora não tenham a cara de Belém. Acho que agora elas têm a minha cara”.

Sendo a rua e o espaço fechado da galeria bastante distintos, definidos por Michelle Cunha como “o mundo a ser conquistado” e “o cubo branco”, a artista propõe-se a um comportamento específico em cada ambiente, sem perder o foco de suas convicções artísticas: “Ainda que eu vá utilizar dentro da galeria técnicas que utilizo na rua, no caso o grafite, a linguagem se modifica em função desse espaço que é outro, e também a forma de apresentação e de acolhimento pelo público. Então, não posso chamar de arte de rua aquilo que coloco na galeria, mas é uma citação, uma referência ao que é feito na rua”.

Bastante concentrada nas ações e proposições de sua arte, Michelle se diz pouco afeita a restrições conceituais ou rótulos para o que faz, preferindo deixar a construção dos discursos estéticos a outrem: “(...) talvez minhas ações possam refletir algo que as pessoas podem chamar de alguma coisa, até de arte contemporânea, se assim acharem conveniente. O fato é que sou muito inquieta e fico sempre buscando novos meios de produzir, às vezes por uma necessidade de expandir as fronteiras, de experimentar novas situações, e de alguma forma conseguir maneiras diferentes de me aproximar das pessoas”.

Os afetos cumprem uma função crucial em seu trabalho, estabelecendo empatias e trocas bastante humanas, aprofundando a construção de narrativas visuais instigantes. Michelle Cunha se percebe com um olhar amoroso, até romântico, em relação ao mundo que a rodeia: “Costumo dizer que a cidade é de quem ama, então minhas ações na rua, por exemplo, falam desse meu envolvimento afetivo com os lugares e pessoas que cruzam meu caminhar”. Sobre a importância de expor individualmente pela primeira vez na galeria mais antiga de sua cidade natal, depois de percorrer o mundo – ou mundos – Michelle reafirma sua vocação cosmopolita, e sua inquietude nata: "Quando penso no que faço, penso como artista, independente do lugar onde eu vá atuar, apenas sinto que estes lugares (a rua e a galeria) são diferentes e que exigem de mim outro modo de me colocar. Não costumo me nomear artista de rua porque acho que isso restringe o que sou, enquanto artista posso decidir o lugar que quero estar e o modo de estar, eu realizo isso porque preciso, aqui, ali, algum lugar que me caiba. Por isso a importância de estar numa galeria pode ser a mesma de estar na rua, o que importa é minha capacidade de estar em movimento".

contatos da artista:

Atelier Michelle Cunha
Trav. Campos Sales c/ Passagem Fiuza
Bairro da Campina | Contato: 91 8272 1350
Dia 03 de agosto (domingo), a partir das 10h
avidaesonho@gmail.com
michelle-cunha.blogspot.com

Galeria Theodoro Braga
End: Av Gentil Bittencourt, 650
Centur (esquina da Rui Barbosa)
Abertura 07 de agosto (quinta), às 19h
Em exposição até 29 de agosto
Visitas: segunda à sexta de 9h as 19h
Informações: 55 91 3202.4313 
galeriatheodorobraga@gmail.com



— RAÍZES E FRAGMENTOS | SEBÁ TAPAJÓS —

Depois de cruzar sua arte com tecnologia, de espalhar seus índios, índias, florestas e mulheres pelas ruas de Salvador, São Paulo, Espirito Santo, Belo Horizonte, Buenos Aires, Madri, Lisboa e Rio de Janeiro, onde os muros de suas cidades natais Belém do Pará e a Zona Sul carioca estão repletos de suas marcas, o grafiteiro e artista plástico Sebastião Tapajós Jr. , Sebá Tapajós, como é conhecido, retoma suas raízes nortistas para, finalmente, celebrá-las em seu mais pleno estado.

De forma orgânica, vibrante e visceral, o artista, que faz mágica entre pincéis, latas de spray e materiais inusitados, como madeiras que encontra pelas ruas de Belém, onde mora atualmente, armará suas telas e instalações emblemáticas, uma síntese de sua arte e de seu país. Delas brotarão representações impactantes, ora literais, ora conceituais, do que viu, sentiu e viveu em suas incursões a destinos como Ilha do Marajó, Santarém e Alenquer, além da própria Belém. Para suas figuras marajoaras, tapajônicas, indígenas e xamânicas, ele empresta todas as estéticas com que já teve contato durante sua vivência artística: desde os primórdios do graffiti, com letras, stencils e bombers, até técnicas dos cartoons e das artes plásticas. Obras que, em seus fragmentos poéticos e concretos, completam-se em si e entre si, constroem sentido a uma Amazônia real, e não imaginada. Mas com estética jamais antes vista.

Dessa veia criativa exuberante de Sebastião, urbana e jovem, apesar de extremamente madura, o mundo ganha mais uma linhagem da mais sincera, plural, colorida e pulsante produção artística. Sincera, plural, colorida e pulsante, assim como o Brasil.

* Texto de Mateus Habib, Jornalista e Redator - artístico na Conspiração Filmes (RJ).

Atrações musicais: Léo Chermont, Sebastião Tapajós; DJ Gio, AloAle, VJ Lobo e VJ Luan.

IAP - Instituto de Artes do Pará          
Praça Justo Chermont, nº 236
(ao lado da Basílica)
Vernissagem: 07/08, das 18h as 22h
Visitas: 08 a 29 de agosto de 2014



TEATRO •
CINEMA
• DANÇA

— PALHAÇADAS DE QUINTA | PALHAÇOS TROVADORES


Palhaçadas de Quinta é um projeto dos Palhaços Trovadores realizado desde 2010, que consiste na apresentação de cenas curtas de palhaço e de outras linguagens circenses, objetivando ser um espaço de experimentação e exercício da arte da palhaçaria, prioritariamente. Além de ser mais uma possibilidade de território de teatro na cidade, para artistas que não possuem um local para apresentarem seus trabalhos e suas pesquisas. O projeto cumpre ainda com a função de formação de plateia.

O Palhaçadas de Quinta acontece toda última quinta-feira de cada mês

— • –

A Associação Cultural Palhaços Trovadores é um núcleo de pesquisa da linguagem do palhaço / clown. Criada em 1998, vem atuando essencialmente com essas linguagens, como também com a valorização da cultura popular – folguedos, pastorinhas, boi-bumbá, quadrilha – além de outros elementos de nossa cultura, como lendas, mitos, trovas e canções.

Os Palhaços Trovadores também estudam a história do teatro, do circo e do palhaço, assim como os folguedos populares da região, coletando textos, canções e formas poéticas.

Anfiteatro da Praça dfa República
(Pça da República, Belém-PA)
Dia 28 de agosto,  às 20 h
palhacostrovadores@hotmail.com

Espetáculo Aberto


— III SEMINÁRIO DE PESQUISA EM ARTES CIRCENSES —

O III Seminário de Pesquisa em Artes Circenses é um evento anual, realizado pela produtora independente Vida de Circo, juntamente com artistas da cidade e discentes dos cursos de graduação e técnico da Escola de Teatro e Dança da UFPA.

O evento, de caráter artístico e acadêmico, tem como objetivo promover a integração entre artistas e pesquisadores de diversas áreas, tais como: dança, teatro, antropologia, história, ed. física e educação às artes do circo, visando o desenvolvimento artístico-cultural e sócio-educacional no âmbito das atividades circenses. De maneira a proporcionar um espaço de diálogo e reconhecimento entre os artistas e pesquisadores locais, trazendo como eixo norteador desta edição a diversidade dos processos criativos na produção artística circense.

O seminário conta com oficinas, comunicações orais, mesa redonda, debates, exibição de filmes, e apresentações artísticas em cinco dias de estudos e trocas de experiências, que vão do dia 24 ao dia 30 de agosto de 2014.

Essas atividades serão realizadas com intuito de evidenciar o trabalho de profissionais do circo, incentivar a produção artística local, fomentar trabalhos acadêmicos sobre a temática circense, possibilitar a divulgação de trabalhos concluídos ou em andamento e proporcionar espaços de reflexão sobre as diferentes formas do fazer dessa arte milenar, por intermédio da apresentação, análise e debate dos diversos processos criativos que podem ser encontrados na contemporaneidade dos picadeiros circenses.

Com o apoio do Casarão do Boneco In Bust, Grupo Maresia, Palhaços Trovadores, Circo Mirage e da Escola de Teatro e Dança da UFPA, o III Seminário de Pesquisa em Artes Circenses conta ainda com a participação de pesquisadores artistas e acadêmicos locais altamente qualificados, além de quatro artistas convidados: Fábio Rangers (Brasil/Circo Mirage), Diogo Vaz Mariano (Circo Belga) e David Barajas e Michelle de Andrade (Venezuela/ Fundación Escuela Nacional de Circo de Venezuela).

Cabe destacar que se trata de um encontro aberto a todo público que inclui atividades em sua programação, tanto para artistas iniciantes e/ou profissionais de alta performance, quanto para investigadores, produtores e demais interessados em conhecer as atividades circenses.

As inscrições vão até o dia 20 de agosto (quarta) e podem ser feitas através do blog do evento, que também contem a programação completa do seminário: 3spartescircenses.wordpress.com

Equipe Organizadora:
3spartescircenses.wordpress.com/organizadores

  • Virginia Abasto
  • Marina Trindade
  • Thamirys Monteiro Silva
  • Andrezza de Souza


III Seminário de Pesquisa em Artes Circenses

Casarão do Boneco In Bust
Rua 16 de Novembro, 815

Escola de Teatro e Dança da UFPAETDUFPA
Trav. Dom Romualdo de Seixas, 820

Praça da República
Bairro da Campina

Inscrições até 20 de agosto (quarta)
Data do evento: De 24 à 30 de agosto de 2014
Informações: 91 8118 7916 (whatsapp) | 91 8430 4419 | 91 8083 8450
Inscrições através do blog: 3spartescircenses.wordpress.com/inscricoes

Evento ABERTO A TODO PÚBLICO!



MÚSICA •
MÚSICA
• MÚSICA

— EDVALDO CAVALCANTE POWER TRIO —

O baterista paraense Edvaldo Cavalcante apresenta o show “Bom de Tocar”, com formação de Power Trio e várias participações especiais como Davi Amorim (guitarra), Elias Coutinho (sax), a cantora Renata Del Pinho, Johab Quadros, além dos backing vocals de Suzane, Simone e Leonardo. As participações se revezarão em dois shows distintos.

SESC Boulevard
Castilho França, 522/523 - Campina
( em frente à Estação das Docas).
Dia 13 e 27 de agosto (quartas), às 19h
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005-9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br


Entrada Franca


— FABRÍCIO DOS ANJOS —

Cantor-compositor paraense com discos gravados e várias participações vitoriosas em festivais, Fabricio dos Anjos constitui-se num dos artistas paraenses mais conhecidos da noite. E quer mostrar material novo ao público. Contando com mais de 20 anos de carreira, Fabrício comenta que suas influências e sua formação musical iniciou com Milton Nascimento e Elis Regina, mas indo além. “Eu vim saber o que é música mesmo com o Clube da Esquina. Foi o meu padrão de qualidade. Eu aprendi a gostar de música com o Clube da Esquina”, Conta Fabrício dos Anjos.

SESC Boulevard
Castilho França, 522/523 - Campina
( em frente à Estação das Docas).
Dia 14 e 28 de agosto (quintas), às 19h
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005-9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br


Entrada Franca


— SALOMÃO HABIB | CISSA DE LUNA —

Unidos pela música, a cantora baiana Cissa de Luna e o violonista paraense Salomão Habib, apresentam o show “Diálogos”, no qual mesclam parte de seus mais recentes trabalhos. O CD “Waldemar Caymmi: a travessia das águas”, recém lançado pela cantora em Belém e a obra de Tó Teixeira e “Violões do Pará”, resultante de trabalho de pesquisa musical do violonista, além de canções autorais.

SESC Boulevard
Castilho França, 522/523 - Campina
( em frente à Estação das Docas).
Dia 29 de agosto (sexta), às 19h
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005-9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br


Entrada Franca


— DELCLEY MACHADO | HISTÓRIA ANTIGA —

O guitarrista, cantor e compositor paraense Delcley Machado, apresenta ao lado de seus convidados o show “História Antiga”, um apanhado de musicas que representam a amizade e a união musical e espiritual desses amigos. Sua formação quase espontânea apresenta canções autorais e outras que há muito tempo são cantadas em reuniões do grupo com um amor por elas, como se fossem de suas próprias autorias. Esse projeto reúne cantores e compositores que atuam no circuito de bares, shows e festivais em Belém e em outros estados como: Andréa Pinheiro, Floriano Santos, Alba Maria, Salomão Habib, Lúcio Mouzinho, Pedrinho Callado, Diego Santos, Mário Moraes, Marcelo Serotheau, Paulinho Moura, Pedrinho Cavalléro, Márcio Farias e Marcos Campelo.

SESC Boulevard
Castilho França, 522/523 - Campina
( em frente à Estação das Docas).
Dia 16 e 30 de agosto (sábados), às 19h
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005-9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br


Entrada Franca



OUTROS •
EVENTOS
• OUTROS

— CONTEMPORANEIDADE DA IMAGEM NO AUDIOVISUAL —

A Incubadora Pará Criativo, em parceria com o Núcleo de Formação Artística da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará – UNIFESSPA e o Núcleo de Produção Digital do Pará – NPD do Instituto de Artes do Pará, realiza em Marabá curso sobre a contemporaneidade da imagem no audiovisual.

Ministrado por Evandro Medeiros, professor da UNIFESSPA, o curso tem como proposta disseminar conhecimentos e métodos para a documentação, registro, crítica e criação de produtos audiovisuais, bem como possibilitar que os participantes conheçam a história da linguagem audiovisual, sua linha do tempo e seus aspectos mediante o contexto temporal.

Análise da dimensão técnica da natureza de uma imagem, estudo e experimentação de linguagens midiáticas, elaboração de conceitos pertinentes à produção audiovisual, reflexão sobre as transformações sociais geradas pela intensificação da produção e apropriação das tecnologias audiovisuais, e elaborações técnicas e metodologias de registros de informações em diferentes mídias audiovisuais, serão os temas abordados no curso.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas na Faculdade de Artes Visuais da UNIFESSPA. O curso é destinado a professores que ensinam arte nas escolas, produtores e artistas de diversas expressões poéticas, cujos interesses estejam voltados para a produção, ensino e experimentação da linguagem do audiovisual.

A ação é uma continuação do trabalho que o Núcleo de Produção Digital do Pará - NPD vem desenvolvendo na região. Criado com a finalidade de promover a formação e o aprimoramento profissional e artístico de técnicos e realizadores audiovisuais, o NPD Pará já realizou diversas atividades e ações formativas em Marabá.

A Coordenadora Administrativa da Incubadora Pará Criativo, Regiani Cordovil, considera que a parceria com o NPD Pará, uma instituição que desenvolve um trabalho de referência em produções audiovisuais no Norte do país, permite que a Incubadora Pará Criativo expanda o seu escopo de atividades, acrescentando um viés empreendedor ao fazer artístico. “A ação fortalece o realizador e, consequentemente, a economia criativa paraense”, diz.

Sobre o Ministrante

Evandro Medeiros possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará (1998) e Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (2002). Atualmente é professor adjunto no Campus de Marabá, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará - UNIFESSP. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação do Campo, atuando principalmente nos seguintes temas: movimentos sociais e educação, educação do campo e currículo. Atua também como diretor e produtor de filmes documentários, focando questões sociais, manifestações culturais e educação.

Texto: Juliane Frazão - Incubadora Pará Criativo


Faculdade de Artes Visuais da UNIFESSPA
Campus 1, folha 31, Q 7, Lote especial S/N
De 8/9 a 19/9 de 2014, das 18h às 22h
Mais informações: 91 4006 2930

45 vagas – Inscrições Abertas


— COMO LER UM FILME: INTRODUÇÃO TEÓRICA DO AUDIOVISUAL —

Ministrante: Lorenna Montenegro
(jornalista e crítica de cinema filiada à ACCPA)

História da arte: os principais movimentos. Um pouco da história da fotografia. Estabelecendo algumas regras nos primórdios do cinema. Produção e consumo de obras cinematográficas. O desenvolvimento de uma lógica normativa nas narrativas audiovisuais. A linguagem do cinema definindo a técnica. Planificação e movimentos de câmera. Recursos de edição – a criação de sentidos na montagem. A estética do filme: alguns exemplos. O espaço-tempo na tela grande; Como a arte contemporânea subverte a construção narrativa no cinema.

Dia 01 – As sete artes e suas semelhanças

  • História da arte;
  • A fotografia em movimento: o cinema;
  • Estabelecendo as regras do jogo ou elaborando a gramática da estética narrativa
  • Exemplificações e exibição de trechos de filmes da década de 10, 20 e 30.

Dia 02 – Cinema como produto industrial: a técnica é o fundamento

  • O desenvolvimento de lógicas na narrativa audiovisual;
  • Os movimentos e estilos que nascem no cinema
    ou se retro-alimentam de outras expressões artísticas;
  • Diferenciando forma e conteúdo.
  • Exemplificações

Dia 03 – Estética e linguagem

  • Leitura de trechos de “A estética do filme”, de Jacques Aumont
    e a “linguagem cinematográfica” de Marcel Martin;
  • Cinema documentário e sua utilização em filmes de ficção;
  • Exemplificações: trechos de cenas analisadas pelos teóricos em seus livros.

Dia 04 – Planificação, movimentos de câmera e a montagem – nasce o filme

  • O ‘be a bá’ do cineasta: planos, movimentos, truques de câmera e de edição;
  • Exemplificações: Decupando cenas de filmes – a definir
  • Montagem cinematográfica: os fundamentos segundo Karel Reisz.

Dia 05 – Filmes e a persistência da imagem na temporalidade

  • Como a memória é alimentada pelo conteúdo imagético;
  • Variáveis que influem diretamente no fluxo narrativo: espaço e tempo.
  • Desconstrução: a arte contemporânea subverte as normas do cinema clássico;
  • Experimentalismo e criatividade;
  • Comentários finais e encerramento do curso.

Carga horária: 15 horas/aula
Os certificados serão enviados até 48h após a realização do curso.
Em caso de dúvidas, envie e-mail para falecomfab@gmail.com.

O curso é atividade prévia ao Festival de Audiovisual de Belém (FAB 2014), que conta com o patrocínio do Banco da Amazônia e será realizado de 17 a 20 de setembro, no Cinema Olympia

Quando? De 01 a 05 de setembro, de 18h às 21h.

CLIC
Prédio Associação Comercial do Pará (ACP)
Av. Pte. Vargas, 158, entre Santo Antônio e Gaspar Viana.
No 6º andar, na sala 602 (Escola On)
De 01 a 05 de setembro, das 18h as 21h
Inscrições até:


— OFICINA | A ARTE DA MÁSCARA —

A máscara marca o nascimento do teatro, usada inicialmente para representar deuses e forças da natureza, transcende para os palcos e ainda hoje se faz fortemente presente. A oficina A Arte da Máscara, busca ensinar a arte de usar a máscara teatral, preparando o atuante com vivências e experimentações que possibilitam usar a máscara para além de um simples objeto cênico, mas como um elemento que amplia e sintetiza a expressividade do atuante, além de trabalhar o jogo que o trabalho de máscara propõe. A preparação do atuante ocorrerá através de técnicas da mímica corporal dramática, bufão e commedia dell’arte, passando pelas máscaras neutras, larvárias, expressivas e meias-máscaras. O trabalho é direcionado para todos os públicos, atores profissionais e iniciantes, dançarinos, artistas circenses, educadores e curiosos.

A oficina será ministrada por Rafael Couto, arteeducador, diretor, ator e dramaturgo da Trupe Perifeéricos, contemplado pelo prêmio Myriam Muniz 2012 e pela Bolsa de Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação Artística IAP 2014, ambos trabalhos voltados para a máscara teatral.

Dúvidas sobre a oficina:
Fones: 91 8156 9636 | 8958 5690
E-mail: rafaeljlc@hotmail.com

Casa da Atriz
Rua Oliveira Belo, 95
(entre Generalíssimo Deodoro e Dom Romualdo de Seixas)
Período de 09 a 10/09 (terças e quintas, das 19h as 21h
Investimento: R$ 100,00 (para inscrições até 02/09: R$ 80,00)
Faixa etária: A partir dos 16 anos
Telefones: 91 3349 1003 | 8240 5993 | 8127 6366
E-mail: casadaatriz@gmail.com


— OFICINAS | COLETIVO DIRIGÍVEL —

Jogos Dionisíacos | com Enoque Paulino

A oficina de teatro jogos dionisíacos será regada com bastante vinho como forma de celebrar a Dionísio. Rolará muita conversa, passando por questões como o corpo, o nu (não é previsto nudez, mas nunca se sabe!) gênero, a pornografia, a dramaturgia e claro, muito contato físico nos trabalhos corporais, faremos também jogos teatrais (sacanasERRO!) divertidos e jogos de improviso para a cena, além de muita, mais muita poesia.

Venha se embriagar de teatro. Necessário trazer sua própria taça de vinho! Evoé!

O traje necessario para a participaçao na oficina e vestir algo confortavel, ate pijama serve ;)

Período: 02 de setembro a 02 de Outubro de 2014
Horário: terça e quinta, 19h30 às 22h
Investimento: R$ 70,00 | Vagas: 18 | Idade mínima: 18 anos

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Workshop de teatro para desenvolvimento pessoal | com Rodolpho Sanchez

Para alguns profissionais falar em público é situação cotidiana, para outros é um grande desafio. No atual mercado de trabalho não há como escapar! Ainda que muitas pessoas não se sintam à vontade, em algum momento de suas vidas profissionais, elas terão de falar em público. Pode ser em uma reunião, uma convenção, um seminário ou na venda de um produto para o cliente. Dominar a oratória é competência sempre valorizada, seja diante de uma grande platéia ou de um pequeno grupo.

Este workshop, voltado para diversos profissionais, que estejam a fim de ampliar suas habilidades comunicativas por meio das técnicas teatrais.

1ª TURMA: Dias 8, 10 e 12 de setembro, de 8h30 às 11h30

2ª TURMA: Dias 22, 24 e 26 de setembro, de 8h30 às 11h30

Investimento: R$ 40,00 | Vagas: 20 | Idade mínima: 18 anos

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Iniciação Teatral | com Krishna Rohini

A Oficina de Iniciação Teatral, é destinada a qualquer pessoa que queira ter um contato inicial com o teatro. A oficina proporcionará aos alunos uma experiência teatral através de pequenos experimentos cênicos.

Será trabalhada a desinibição, o jogo dramático, a improvisação, a interpretação e a criatividade.

Período: 07 de outubro a 06 de novembro
Horário: terça e quinta, de 19h às 21h
Investimento: R$ 60,00 | Vagas: 15 | Idade mínima: 14 anos

Todas as oficinas acontecem na Casa Dirigível. | Você pode solicitar um certificado de participação após o término da atividades. | As inscrições serão validadas somente após o pagamento referente à oficina escolhida.


Inscreva-se aqui:
coletivodirigivel.com/#!oficinas-set/cbdv

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O Dirigível Coletivo de Teatro é um grupo que produz espetáculos cênicos a partir da pesquisa e experimentação artística entre diferentes linguagens (teatro, literatura, dança, música, vídeo e artes plásticas) em busca de um ponto convergente e harmônico que motive a criação teatral. O grupo dialoga com o teatro de rua e o palco, alia o universal e o regional paraense e brasileiro, a fim de produzir espetáculos para todas as idades.

Este coletivo é dividido em núcleos de trabalho porque acredita que esta seja uma metodologia democrática que possibilita o desenvolvimento de um processo de criação colaborativo, princípio de trabalho do grupo. O Coletivo ainda investiga a estética do teatro de rua como ato de responsabilidade social, de comprometimento político e pedagógico, pois compreende a importância de promover o acesso à cultura, lazer, arte e conhecimento à população.

Casa Dirigível - Espaço Cultural
Tv. Padre Prudêncio, 731 - Campina
Telefones: 91 8212 7668 /tim | 8269 8916 /tim
coletivodirigivel@gmail.com



— PARÁ CRIATIVO | KEYLA BUENO —

Pará Criativo promove bate-papo com Keyla Bueno sobre universo dos musicais

A Incubadora Pará Criativo promove no dia 27 de agosto um bate-papo que traz como convidada a bailarina, atriz, cantora e coreógrafa Keyla Bueno. Reconhecida nacionalmente, Keyla participou de diversos espetáculos de sucesso como “A Bela e A Fera”, “Chicago”, “Rent” e “O Médico e os Monstros”. Atualmente atua no musical Elis, onde protagoniza o papel da mãe de Elis Regina.
Pela primeira vez em Belém, Keyla Bueno irá conversar com os artistas locais sobre o universo do Teatro Musical, modalidade de espetáculo que está em franca expansão no cenário brasileiro. O país já contou com adaptações de espetáculos da Broadway como “My Fair Lady”, “Priscilla, a Rainha do Deserto”, “Chicago”, “A Bela e a Fera”, “O Fantasma da Ópera”, “Les Misérables”, “Mamma Mia!”, “Evita”, “Rei Leão”, “Xanadu” e “Hair”. A entrada para o bate-papo é gratuita e as vagas podem ser garantidas através do endereço eletrônico migre.me/l1fFx.

Keyla Bueno é bailarina, atriz, cantora, professora e coreógrafa. Ao longo de sua carreira artística já trabalhou com Miguel Falabella, Cláudia Raia, Marília Pera, Daniele Winits, entre outros. Já participou de inúmeros musicais como Chicago, a Bela e a Fera, Elis, Rent, Sweet Charity. Além disso, ministra cursos de jazz musical e atua como coreógrafa na Casa Operária em São Paulo.


IAP - Instituto de Artes do Pará          
Praça Justo Chermont, 236 - Nazaré (ao lado da Basílica)
Dia 27 de agosto, a partir das 18h30 (Teatrinho do IAP)
Inscrições Gratuitas no link: migre.me/l1fFx | 70 vagas
Mais informações: 91 4006 2900


— PRIMITIVO DA FOTOGRAFIA | IONALDO RODRIGUES —

A oficina Primitivo da fotografia: objeto teórico, projeto crítico, projeto histórico será ministrada por Ionaldo Rodrigues, atual vice-presidente da Fotoativa, em três encontros teóricos. Abordará uma seleção de imagens e questões que perpassam criação ou aperfeiçoamento de processos fotográficos pela geração de pioneiros do século XIX. A primeira parte da oficina dará destaque à relação entre publicações realizadas no século XIX, e textos de referência sobre as primeiras décadas da fotografia, como Pequena história da fotografia (1931) de Walter Benjamin e a primeira parte do livro O Fotográfico (1990) de Rosalind Krauss. "as descobertas técnicas e as questões deixadas pelos pioneiros serão discutidas em diálogo com elementos de linguagem fotográfica que permeiam a fotografia até os dias de hoje" afirma Ionaldo. Visando um diálogo com as questões discutidas na primeira parte da oficina, um segundo momento incluirá uma conversa a partir do compartilhamento da produção dos participantes. Os trabalhos apresentados poderão ser constituídos de imagens autorais ou da articulação de ideias sobre trabalhos de outros fotógrafos ou teóricos.

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Ionaldo Rodrigues vive e trabalha em Belém. Graduado em Ciências Sociais pela UFPA (2008), atua com projetos de pesquisa e ensino em fotografia na Associação Fotoativa e na Fundação Curro Velho. Em 2007, recebeu a Bolsa de Pesquisa em Arte do Instituto de Artes do Pará, quando desenvolveu o ensaio “Botânica do Asfalto”, a partir de processos fotográficos históricos (cianotipia e papel salgado/calotipia). Participou de diversas exposições coletivas, entre elas: V Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia (2014), no Museu Casa das 11 Janelas; Além de um lugar (2014), nas Galerias Picolla I e II, Caixa Cultural, Brasília; Coletivo/Individual (2012), na galeria do CCBE; e INDICIAL: fotografia paraense contemporânea (2011), realizada pelo Centro Cultural SESC Boulevard.

Público-Alvo:

Além de quem encontra em seus trabalhos atuais referências de processos histórico-evolutivos da fotografia, a oficina também está aberta para estudantes, pesquisadores, artistas e público em geral interessado na história da fotografia.

Inscrições:

Associação Fotoativa
Travessa Frutuoso Guimarães, 615 (sede provisória)
a.fotoativa@gmail.com | fotoativa.org.br
Tel: 91 3225 2754 | segunda à sexta 14h às 20h | sábado 09h às 13h

Local da Oficina:

Fórum Landi
Rua Siqueira Mendes, 60
Praça do Carmo - Cidade Velha
Período: 26, 28 e 30 de agosto
Horário: terça a quinta, das 19h às 21h
Sábado, das 9h as 12h | 15 vagas
Carga Horária: 07 horas | Investimento: R$ 80,00


— DE OLHOS VENDADOS | MIGUEL CHIKAOKA e VALÉRIO SILVEIRA —

A proposta desta oficina é propiciar aos participantes um mergulho na essência do fazer fotografico a partir dos sentidos da luz.

Transitando entre as dimensões física e simbólica da luz, a oficina é pautada em atividades que combinam jogos e fazeres lúdicos com o estudo de dispositivos que permitem perceber e operar com os fenomenos luminosos.

Além de facilitar o entendimento do processo, a abordagem metodológica busca pensar a prática fotográfica como um fazer mobilizador do nosso ser sensível, portanto, para além do mundo visível.


Resumo do programa:

  • Sentidos da percepção humana
  • A luz: Características, propriedades.
  • Luz incidente e refletida
  • O olho, a câmera obscura e o principio da formação da imagem.
  • Fotosensiibilidade: elementos e meios. Sensibilidade ISO.
  • Registro da luz-imagens: Fotogramas e Pinhole analógica e digital
  • Filmes e sensores.
  • Grãos e píxeis I: Unidades de informação e uma análise comparativa da captura e armazenamento da informação.
  • Fotometria
  • Controle de exposição: manual, automática e programada.
  • Relações entre abertura (diafrágma) e profundidade de campo/foco. Tempo de exposição (velocidade) e movimento relativo.
  • Sensibilidade e resolução
  • Fontes de luz natural, artificial e mista.Temperatura de cor.
  • Cores primarias e secundárias. Filtros e Equilibrio de brancos/wihite balance
  • Fontes de luz continua, instantânea, estroboscópica, controlada.
  • Histograma. Contraste e ajustes.
  • Imagem e informação I: elementos de construção e composição da imagem.
  • Imagem e informação II: Biblioteca, Arquivo ou Banco de Imagens: identificação e organização. Meios e mídias. Memória
  • Busca e recuperação – Memória.
  • Grãos e Pixeis II. Unidades e conjuntos. Sintaxe. Séries, ensaios e projetos

Público-Alvo:

Todos interessados em experimentar o processo fotográfico,
a partir de 12 anos. É necessário ter câmera fotográfica.

De Olhos Vendados (turma I)
período 01 setembro a 22 outubro 2014
horário 19h30 às 21h30
encontros segunda e quarta + fins de semana e feriados
práticas com agendamento em horários complementares
carga horária 48h (28h encontros + 20h práticas)

De Olhos Vendados(turma II)
período 06 de setembro a 25 de outubro 2014
horário 14h às 18h
encontros sábado encontros regulares + durante a semana de noite, fins de semana e feriados
práticas com agendamento em horários complementares
carga horária 48h (28h encontros + 20h práticas)

 

Inscrições:

Associação Fotoativa
Travessa Frutuoso Guimarães, 615 (sede provisória)
a.fotoativa@gmail.com | fotoativa.org.br | 91 3225 2754
segunda à sexta 14h às 20h | sábado 09h às 13h

Local da Oficina:

Fórum Landi
Rua Siqueira Mendes, 60
Praça do Carmo - Cidade Velha
Período: 26, 28 e 30 de agosto
Horário: terça a quinta, das 19h às 21h
Sábado, das 9h as 12h | 12 vagas por turma
Carga Horária: 07 horas | Investimento: R$ 720,00


— DEVOLUÇÃO PROJETOS BOLSAS IAP —

IAP - INSTITUTO DE ARTE DO PARÁ
Varanda do Instituto de Artes do Pará
Praça Justo Chermont, 236 - Nazaré
(ao lado da Basílica de Nazaré)
Até 30 de agosto das 08h as 16h
Informações: 91 4006 2918


— EDITAL DO NÚCLEO DE PRODUÇÃO DIGITAL —

A partir desta sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014, o Instituto de Artes do Pará abre o novo edital do Núcleo de Produção Digital – NPD. As diferenças em relação ao ano passado estão, principalmente, no tempo de utilização dos equipamentos, incluindo as ilhas de som e imagem.

Produtores de audiovisual já podem contar novamente com a disponibilidade de equipamentos e ilhas de edição do Núcleo de Produção Digital – NPD.

Inaugurado em 2006 no Instituto de Artes do Pará, o NPD é um programa da Rede Olhar Brasil, vinculado ao Ministério da Cultura por meio da Secretaria do Audiovisual, num projeto implantado em diversos estados brasileiros. No Pará, a gestão cabe ao IAP e a co-gestão fica por conta da Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa), Instituto de Ciência da Arte (ICA/UFPA), Associação Fotoativa e Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABDeC/PA).

Em seus 8 anos de criação, o NPD tem sido um dos maiores fomentadores do aperfeiçoamento técnico e artístico dos produtores audiovisuais do estado. Cineastas importantes como Lucas Escócio, Roger Elarrat e Marcelo Rodrigues, entre tantos, participaram de algumas das oficinas oferecidas pelo Núcleo. Outros como Januário Guedes, Luiz Arnaldo Campos e Priscilla Brasil já foram contemplados com o equipamento disponível no edital.

O edital segue aberto até o dia 10 de dezembro e contempla as produções de pessoas físicas, os chamados produtores independentes. Podem se candidatar projetos de ficção, documentário, vídeo-clip, vídeo-arte, experimental e animação. O interessado deve preencher a ficha de inscrição (anexa ao edital), especificar os equipamentos necessários e assinar ao termo de responsabilidade; o prazo de empréstimo de material é de 10 dias.

De acordo com Afonso Gallindo, gerente do NPD, a análise do material enviado é apenas técnica, para garantir a integridade do material. “Não existe uma análise estética. O que precisamos para liberar o equipamento é de um profissional da área, por isso a análise é técnica”, explica.

Afonso ressalta ainda a importância da parceria com o Centro de Audiovisual Norte e Nordeste, o CANNE, pela qual são realizadas as qualificações dentro do Núcleo, com alguns dos maiores profissionais brasileiros. “A parceria feita com o CANNE já existe há 4 anos e é fundamental. Eles nos proporcionam oficinas com pessoas de peso de todo o lugar do Brasil. Já foram ministradas oficinas com o diretor Marcelo Gomes; Alziro Barbosa (diretor de fotografia); diretor Dib Lufti; Virginia Flores; montadora de som e imagem e vários outros”, pontua o gerente.

Ainda neste primeiro semestre novos cursos e oficinas serão oferecidos no Núcleo.


Edital do Núcleo de Produção Digital Belém
Período de utilização: 28 de fevereiro à 10 de dezembro de 2014
Após o preenchimento das fichas contidas no edital, o produtor
pode procurar o NPD, das 9h às 16h, de segunda à sexta-feira.
Para acessar o edital clique aqui.


— BELÉM AOS 80 —
http://youtu.be/7tQAyCFn-Mo

 

No início da década de 1980 havia certa efervescência cultural, fruto de um processo político liberalizante depois dos anos de chumbo que vivemos, e uma grande ansiedade por mudanças. Surgiram iniciativas na área artística que contribuíram para um novo olhar sobre nossas idéias, costumes, valores sociais e morais. Nascia uma grande cumplicidade entre as pessoas e uma participação viva em qualquer evento que trouxesse o adjetivo “arte” em seu script. A inquietação era tanta que movimentou desde grupos alternativos, que romperam paradigmas na forma de apresentar seus trabalhos, até a explosão do talento da criação artística que delineou e legitimou toda a arte contemporânea produzida em nossa cidade posteriormente. Resumidamente, os anos 1980 vão ser lembrados como um marco na vida de todos aqueles que o vivenciaram como criadores ou participantes ativos dessa geração e como herdeiros de uma década que mudou toda uma história de viver e fazer arte em nossa região. "Belém Aos 80" é uma visita a alguns personagens e movimentos que marcaram esses anos na cidade, registrando momentos de exaltação sócio-cultural da época.

• • • FICHA TÉCNICA • • •

  • Direção e Roteiro:
    Alan Kardek Guimaraes

  • Argumento:
    Januario Guedes

    Celso Eluan Lima

  • Fotografia e Câmera:
    Diógenes Carvalho Leal

DOE UM INSTRUMENTO

Cavaquinho, violão, banjo, atabaque, trumpete, todos os instrumentos que produzem sons e estão esquecidos na sua casa podem transformar os sonhos de jovens atendidos pelas oficinas da Fundação Curro Velho. Esse é o objetivo da campanha de doação de instrumentos musicais que a instituição está realizando durante este ano.

Todos os instrumentos musicais serão recuperados em um espaço para reparo e construção de novos instrumentos. Se você tem violão, violino, violoncelo, viola, piano, saxofone, flauta, gaita ou qualquer instrumento, que esteja danificado ou sem utilização, faça sua doação para o Curro Velho.

Todos os instrumentos de corda que forem doados para a instituição serão trabalhados na Lutheria. A intenção da campanha de doação de instrumentos é que todos abracem a causa de doar um instrumento e realizar o sonho dos jovens atendidos pelo Curro Velho.

As doações dos instrumentos podem ser feitas na sede do Curro Velho, localizada na rua Professor Nelson Ribeiro, nº 287, bairro, Telegráfo ou na sede da Casa da Linguagem, na

Fundação Curro Velho
Rua Prof. Nelson Ribeiro, 287 - Telégrafo
Contato: 91 3184-9100
E-mail: fcv@currovelho.pa.gov.br

Casa da Linguagem
Avenida Nazaré, nº 31.
Informações: 91 3241-9786


9 PAULO ANDRADE | PINTURAS