O Cultura Pará criou a Agenda da Semana com o objetivo de publicar neste espaço as manifestações artísticas de nossa região seguindo a mesma linha de trabalho proposta pelo site. Festas, eventos em bares e outras locações em que a arte não seja objeto prioritário, não serão contemplados. Os interessados deverão enviar a programação, acompanhada de release e uma imagem representativa, até segunda-feira (às 19h) de cada semana. Esta agenda tem o apoio da Sol Informática.

DESTAQUE •
DESTAQUE DESTAQUE

— REVISTA POLICHINELLO • Nº 16 —

O Lançamento em São Paulo da Revista Literária Polichinello, Nº 16 "Amor Fati", ocorrerá no dia 15 de novembro, as 15h, no HUSSARDOS Clube Literário.

Segue a relação de todos os autores em ordem alfabética, que estarão participando dessa Edição de Aniversário da Polichinello.

Alberto Lins Caldas | Alexandra Pizarnik | Alfred Jarry | Alfredo Fressia
Ana Amália | Andréa Catrópa | Bianca Coutinho Dias | Cecília Cavalieri
Célia Musilli | Chiu Yi Chih | Claudio Willer | Clément Rosset
Contador Borges | Daniel Lopes | Diogo Cardoso |
Éclair Antonio Almeida Filho
Eduardo Pellejero |
Eduardo Sterzi | Élida Lima | Evandro Nascimento
Fabiano Calixto | Flávio Castro | Giselda Leirner | Giorgio Agamben
Israel Luziano |
John Berger | Keyla Sobral | Leonardo Gandolfi
Luciana Brandão Carreira |
Luiz Guilherme Barbosa | Marcelo Ariel
Marcelo Jaques de Moraes | Márcia Barbieri | Márcia Tiburi | Marcio André
Marília Garcia
| Martín Gambarotta | Maura Lopes Cançado
Mauricio Chamarelli Gutierrez |
Max Martins | Milton Meira | Ney Ferraz Paiva
Paulo Sposati Ortiz |
Philipe Lacoue-Labarthe | Ramon Cardeal | Sandra Mara Corazza
Silvana Tótora |
Solange Rebuzzi | Suelen Carvalho | Vasco Cavalcante
Victor Sosa |
Vinícius Nicastro Honesko | Wilson Coutinho.

Revista Polichinello
Núcleo Editorial

  • Nilson Oliveira
  • Ney Ferraz Paiva
  • Izabela Leal
  • Ramon Cardeal
  • Evandro Nascimento
  • Alberto Pucheu
  • Ricardo Pinto Souza
  • João camillo Penna

Editora de Arte
Eliane Moura

Revisão
Dayse Rabelo

— • –

HUSSARDOS
Clube Literário
Rua Araújo, 154 ( 2º andar), Centro/SP
Dia 15 de novembro (sábado), as 15h
Informações: Élida Lima: elida.elida@gmail.com
Su Carvalho: sudcarvalho@gmail.com



— CLÁUDIA LEÃO | CAFÉ FOTOGRÁFICO —

A artista, fotógrafa e pesquisadora Cláudia Leão, conversa sobre viagens e deslocamentos como ambientes para processos artísticos.

De que ambientes falamos quando pensamos em processos artísticos? Cláudia Leão, a convidada do Café Fotográfico de outubro, traz para debate o deslocamento do habitual ateliê de artista como ambiente de criação para falar de viagens e paisagens como espaços para o desenvolvimento de processos artísticos. O evento começa em novo horário, às 18h, no Cine-Teatro do Sesc Boulevard, com entrada franca.

A conversa se estrutura entorno de breves relatos sobre viagens. E que viagens?Todas as viagens possíveis a que eu me propus na vida. Nesse sentido, são deslocamentos que fazemos em fluxos contínuos”, afirma Cláudia Leão. “Quando a gente resolve fazer uma viagem, o deslocamento inicia muito antes de partir. São possibilidade de conhecimento de si e do outro, e nesse sentido às vezes o fluxo pode ser apenas de ida.”

Para Cláudia, o Ambiente não é somente temporalidade ou lugar, mas entrelaçamento entre corpo, tempo e história. Ela acredita na “não divisão sujeito-nós, matéria-objeto, ambiente-lugar, porque o que nos arrodeia faz com que a gente se misture de tal maneira que passamos a ser somos-com, somos-entre”.

Cláudia Leão é pesquisadora e artista. Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP e professora do curso de Artes Visuais da UFPA. Suas pesquisas giram entorno de: vínculos afetivos, ontogênese da imagem, esquecimento, saudade e a paisagem como ambiente de entrelaçamento. Em 2013 foi contemplada com a Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística do IAP com o projeto “Navs e Paisagens: diários de bordo entre Belém e Chaves". Atualmente vive em Belém onde trabalha nos projetos: Sobre a Pele o Rio: a paisagem no território da cultura atravessando o campo da arte, contemplando com Bolsa ProDoutor CNPq/Propesp/UFPA e Atlas, paisagens e pele: fluxos de viagens na Amazônia Insular, premiada no XIV Prêmio Marc Ferrez de Fotografia.

Os Cafés Fotográficos são encontros mensais realizados pela Associação Fotoativa, reunindo entorno do compartilhamento de pesquisas, projetos e processos artísticos no campo da imagem e da fotografia, o encontro e convívio de estudantes, pesquisadores, artistas e interessados nas discussões e produções de outros locais do país. Em 2014, o Café conta com a parceria do Centro Cultural Sesc Boulevard.

SESC Boulevard
Boulevard Castilho França, 522 - Campina
( em frente à Estação das Docas).
Dia 28 de outubro (terça), às 18h
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005 9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br


Entrada Franca


— 23º SALÃO DE ARTES PRIMEIROS PASSOS | CCBEU • BELÉM —

O Centro Cultural Brasil - Estados Unidos realiza pela 22ª vez a Mostra de Arte denominada PRIMEIROS PASSOS, destinada a artistas iniciantes e tendo como finalidade o estímulo à produção artística emergente.

O Salão serve como elemento de primeira divulgação, levando ao conhecimento do público, novos valores no campo das artes nas mais variadas formas de expressão, uma vez que a condição para inscrição é a de nunca ter participado de uma exposição individual, ser maior de 16 anos e nunca ter sido premiado em versões anteriores do salão com o primeiro lugar.

As categorias aceitas são: pintura, desenho, gravura, escultura, fotografia, objeto, instalação e vídeo.

Este ano as inscrições irão de 07 de outubro a 17 de novembro. A abertura da Mostra e Premiação serão no dia 02 de dezembro às 19h, na Galeria de Artes do MABEU ficando em exposição até 09 de janeiro de 2014.

Os Prêmios são:

  • 1° LUGAR: R$ 3.500,00

  • 2° LUGAR: R$ 2.500,00

  • 3° LUGAR: R$ 1.500,00

Ficha de Inscrição:
ccbeu.com.br/view/ficha%20pp2014.pdf

Galeria do CCBEU
Travessa Padre Eutíquio, 1309
Inscrições: de 07/10 à 17 de novembro
Mostra e Premiação: 02 de dezembro, às 19h
Visitação: 03/12 a 09 de janeiro de 2014
Segunda à sexta de 13h30 às 19h30
sábado de 9h às 13h
Informações: 55 91 3221.6100
www.ccbeu.com.br

Maiores informações no telefone 91 3221.6116 | 6143 | 6144
danielle.nascimento@ccbeu.com.br | artes@ccbeu.com.br 
erinaldo.cirino@ccbeu.com.br



— ARTESESC CONFLUÊNCIAS —

O Confluências

Em um país de extensão continental, a diversidade artístico-cultural tem proporções equivalentes. Pensando nisso, o ArteSesc Confluências pretende analisar, mapear e difundir a produção artística desconhecida dos grandes circuitos brasileiros.

O Confluências convoca artistas, curadores, críticos e estudantes de artes dos estados do Pará, Paraíba, Piauí, Santa Catarina e Tocantins para trocar experiências por meio de encontros colaborativos com mediadores locais e visitantes – especialistas atuantes no circuito artístico nacional – com duração média de cinco meses (Fevereiro a Julho de 2015).

Serão oferecidas palestras, cursos e oficinas complementares aos estudos. Com este intercâmbio de saberes, será possível produzir uma análise ampla e detalhada do contexto regional, identificar e dialogar sobre agentes culturais, circuitos, tendências, temáticas, espaços, políticas, ideologias, tensões e pontos de confluência.

O Confluências pretende também divulgar novos talentos através de sua circulação nos espaços do Sesc e organizar material sobre a produção de arte brasileira contemporânea, disponibilizando-o para consulta pública através de uma plataforma digital.

Convocatória

Serão oferecidas 20 vagas por estado para pessoas que atuem no campo das artes visuais, tais como artistas, críticos, mediadores, pesquisadores, gestores, entre outros agentes culturais, residentes no Pará, Paraíba, Piauí, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Os candidatos selecionados que residam em localidade distante da cidade onde as ações serão realizadas poderão receber ajuda de custo, o que será analisado caso a caso.

O programa terá 3 (três) semanas de duração com carga horária de 20 horas cada, oferecidas pelos mediadores visitantes e locais, com intervalo médio de um mês entre cada uma delas. No intervalo serão promovidos debates, palestras e encontros para dar continuidade às discussões, com a participação de outros profissionais convidados. Serão conferidos certificados de participação àqueles que tiverem no mínimo setenta e cinco por cento de frequência às atividades propostas.

As inscrições podem ser feitas de 1º de outubro a 30 de novembro de 2014. Os candidatos serão avaliados por uma equipe formada por profissionais das Artes Visuais do Sesc e convidados. A lista de selecionados será divulgada no dia 20 de janeiro de 2015.

Para se inscrever, o candidato deverá enviar currículo e/ou portfólio e carta de motivação com, no máximo, 500 palavras, para confluências@sesc.com.br. A carta deverá conter as expectativas do candidato com relação ao projeto e o portfólio com o tamanho máximo de 4MB, deverá ser enviado por aqueles que produzam obras visuais, exposições etc.

Mediadores visitantes

Alexandre Sequeira
Artista plástico e fotógrafo, é Mestre em Arte e Tecnologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e professor do Instituto de Ciências da Arte da UFPA. Desenvolve trabalhos que estabelecem relações entre fotografia e alteridade social, participou de diversas exposições e festivais no Brasil e exterior. Tem obras no acervo do Museu da UFPA, Espaço Cultural Casa das 11 Janelas/PA; Coleção Pirelli/MASP e Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul.

Fernando Lindote
Artista visual, transita em várias linguagens: pintura, escultura, vídeo, instalação e desenho, realizando mostras individuais e coletivas nas mais diversas instituições do país. Participou da 29ª Bienal Internacional de São Paulo/2010; das exposições: Clube da Gravura do MAM São Paulo/2009; Dez + um. Arte Recente Brasileira, Instituto Tomie Ohtake/2006 e da 5ª Bienal do Mercosul /2005. Recebeu o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça FUNARTE, em 2009 e 2010.

Renata Voss
É fotógrafa. Atualmente cursa doutorado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Desenvolve trabalhos autorais desde 2004 e tem interesse por processos alternativos em fotografia, bem como na investigação dos diversos suportes que a fotografia pode assumir.

Mediadores locais

Daniele Zacarão – SC
Criciúma/SC, 1987. É artista e gestora cultural, bacharel em Artes Visuais (2009) e pós-graduanda em Educação Estética: Arte e as Perspectivas Contemporâneas (2010 - 2012) pela Universidade do Extremo Sul Catarinense Unesc. Coordena a Galeria de Arte Contemporânea da Fundação Cultural de Criciúma / Centro Cultural Jorge Zanatta, é membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Criciúma, da Associação Sul Catarinense de Artes Visuais ASCAV e do Coletivo MURRO.

Emanuel Franco – PA
Arquiteto, artista visual e curador. Professor do curso de Arquitetura e Urbanismo e coordenador da galeria de arte Graça Landeira da Universidade da Amazônia (Unama). Atualmente seu conteúdo artístico está voltado à visualidade popular do nordeste paraense e suas ações curatoriais no universo de produção dos artistas do interior do Estado do Pará.

Gustavo Carvalho (Guga) – PI
É mestre pelo programa interunidadades em Estética e História da Arte pelo Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC USP), com pesquisa sobre possibilidades da arte contemporânea no Piauí em diálogo com a filosofia de Walter Benjamin (2008-2010). É especialista, também pela USP, em Gestão dos Processos Comunicacionais, com pesquisa sobre crítica de arte e novos meios (2005-2006). Há três anos dedica-se a acompanhar de perto o trabalho dos jovens artistas em Teresina (PI), tendo organizado vários seminários, debates , laboratórios de criação , mostras de vídeo, cursos e exposições

Antônio da Cruz – SE
Pintor, atua como ilustrador, chargista, desenhista publicitário e técnico. Atualmente enfatiza a produção de esculturas em aço; foi presidente da Associação Sergipana dos Artistas Plásticos (Asap) e diretor da galeria de arte Álvaro Santos, do município de Aracaju. É cenógrafo e produtor; colaborador de jornais e revistas locais e ativista do Fórum Permanente de Artes Visuais de Sergipe.

Norma Brügger – TO
Bacharel em Artes Visuais, pós-graduada em Arteterapia em Educação Especial pela Universidade Federal de Goiás. Trabalha como arte educadora ministrando aulas de pintura, desenho e história da arte desde 1988 para os mais variados públicos. Desenvolve trabalhos artísticos com uma linguagem figurativa voltada para a fauna do cerrado e colagens abstratas geométricas.

Robson Xavier – PB
Artista Visual, Curador, Arte/Educador e Arteterapeuta. Coordenador Geral do Programa Associado de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba/Universidade Federal de Pernambuco. Professor Adjunto I e Ex-Chefe do Departamento de Artes Visuais - DAV (2004-2007) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

SESC Boulevard
Castilho França, 522/523 - Campina
(em frente à Estação das Docas)
Inscrições: 01/10 a 30/11
e-mail/inscrições: confluências@sesc.com.br
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005 9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br



— FECAM – FESTIVAL DA CANÇÃO EM MARABÁ —

Mais uma edição do Festival da Canção em Marabá (Fecam). Esta é a 18ª edição, organizada pela Prefeitura de Marabá, através da Secretaria Municipal de Cultura (Secult).

O festival é um dos mais importantes e concorridos do país, atraindo músicos de diversos estados e este ano virá cheio de novidades com oficinas e palestras, além de apresentações especais de grandes nomes da música brasileira.

Inscrições e Regulamento na Fan Page:
www.culturapara.art.br/images/agenda/FECAM_Regulamento.pdf
facebook.com/FestivalCancaoMaraba




LITERATURA
LITERATURA
• LITERATURA

— PROJETO TOCAIÚNAS —

O Projeto TOCAIÚNAS, idealizado pelos poetas Airton Souza e Eliane Soares, tem como objetivo promover o livro, priorizando o acesso e o incentivo a leitura, além de divulgar o trabalho literário de diversos escritores do Pará. O nome TOCAIÚNAS é uma homenagem aos dois rios que passam em Marabá, o rio Itacaúnas e o Tocantins.

Em sua primeira etapa o projeto vai realizar o lançamento de mais de 3 mil livros, que estão sendo publicados pela Editora LiteraCidade, de Belém do Pará, que tem o lançamento previsto para a noite do dia 29 de outubro, em Marabá, no Centro Cultural Toca do Manduquinha. Entre os escritores participantes neste primeiro volume constam nomes como o do poeta Paulo M. Nunes, Lara Borges, Abilio Pacheco, Adão Almeida, Kaitucia Oliveira, Glécia Sousa, Lusa Bezerra, Evilangela Lima, Creusa Salame, e os organizadores Airton Souza e Eliane Soares.

Todos esses escritores, por meio do projeto Tocaiúnas e, com o investimento do próprio bolso, publicaram livros solos. A noite de lançamento, que acontece no Centro Cultural Toca do Manduquinha, promete ser histórica, já que um projeto com esta proporção nunca aconteceu em Marabá e região. Dentro da noite de lançamento, onde serão lançados os 11 títulos da coleção Tocaiúnas, acontecerá uma vasta programação, com a participação especial da Contadora de estória Marluce Caetano, a atriz Cléo Oliveira, a Companhia de Teatro Asas da Liberdade e o show de Diego Aquino.

Centro Cultural
Toca do Manduquinha

Praça São Felix do Valois
Rua 05 de abril, s/n
A partir das 19h

• Entrada Franca •


ARTES PLÁSTICAS
• ARTES PLÁSTICAS

— PROJETO SOBRE O RIO | MELISSA BARBERY —

A exposição "Projeto sobre o Rio" de Melissa Barbery estará aberta a visitas até o dia 08 de novembro na Elf Galeria. A mostra reúne obras em fotografia e time-lapse, traduzindo a linguagem contemporânea com a qual a jovem artista se identifica e que a coloca em lugar de destaque no cenário nacional das artes visuais.

— • –

Melissa Barbery é artista visual, design e professora, com Mestrado em Artes pela Universidade Federal do Pará. Desenvolve projetos de fotografia, vídeo e instalações, tendo participado de mostras em importantes como o SP-ART e seu trabalhos estão presentes no Museu de Arte Contemporânea/ RS; no Centro Cultural Banco do Brasil – Brasília e Rio de Janeiro e no Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR/RJ).

ELF Galeria
Passagem Bolonha, 60. Nazaré.
Visitação até 08 de novembro
De segunda a sexta, das 10 às 19h
aos sábados, das 10h às 14h
Informações: 91 3224 0854
www.elfgaleria.com.br
www.facebook.com/elfgaleria


— PASSAGEM | PABLO MUFARREJ —

Passagem

Partindo da influência dos procedimentos técnicos e conceituais adotados na confecção de gravuras em metal(*) e de sua manipulação através de práticas pertencentes ao universo do desenho, da cor, da fotografia e dos variados recursos digitais disponíveis em alguns aplicativos para dispositivos móveis, a série Passagem aponta para possibilidades de construção da imagem, da gravura eletrônica e do múltiplo na atualidade. Por mais que a natureza desta série indique uma possível complexidade técnica como elemento constitutivo de seu "discurso", suas motivações se originam no desejo da representação da transitoriedade e da transcendência. Surgem da vontade e da necessidade de prosseguir minhas pesquisas com os meios que estão disponíveis, durante a lógica de minha mobilidade e de meu dia-a-dia.

Como ponto inicial destas "matrizes eletrônicas", são utilizados desenhos e fotografias que compõem páginas de antigos cadernos de artista, orações e registros de família, bem como arquivos depositados no computador e imagens apropriadas da nuvem.

São vínculos e veículos poéticos de tudo que está ao meu alcance, do olhar contemplativo, gráfico ou fotográfico, dirigido às plantas cultivadas por minha mãe; à radiografia de uma fratura recém adquirida. São experiências, acúmulos, resíduos do tempo, que tentam se reconfigurar como forma de resistência e busca espiritual. Gravadas como pequenas frestas de tempo, esses índices fantásticos podem revelar novas e múltiplas passagens para o existir.

Pablo Mufarrej

— • –

(*) Durante a construção de uma gravura em metal, é necessário que se retire varias “provas de estado” (prova de estado em que se encontra a matriz naquele exato instante) para que a partir da análise destas provas, se possa prosseguir na construção de uma gravura e chegar ao resultado final.
Um aspecto interessante da gravura em metal é que suas técnicas envolvem processos diretos e indiretos. Sendo diretos aqueles em que se age (grava) diretamente sobre a matriz; e indiretos quando a gravação da matriz é submetida a procedimentos químicos com ácidos (mordente) ou com o auxílio de ferramentas específicas. Na impressão da gravura em metal é obrigatório o uso de uma prensa mecânica para imprimir a gravura, possibilitando assim o resultado final da estampa.

A gravura acontece em etapas, que vão do desenho, passando pela gravação e chegam impressão. A estampa final é resultado da união desses procedimentos. Portanto, concluo que este procedimento de ações por etapa foi introduzido à construção intelectual de “passagem”, como o próprio nome sugere.

Atelier do Porto
Rua Gurupá, 104 – Cidade Velha
(entre Dr. Malcher e Dr. Assis)
De terça a sexta, das 10h as 17h
Aos sábados, das 10h às 16h
Informações: 91 3255 8816
atelierdoporto.blogspot.com
facebook.com/atelierdoportobelem


— ARTE PARÁ • 2014 —

A 33ª edição do Arte Pará foi inaugurada na noite de quinta-feira, 09 de outubro, no Museu do Estado do Pará (MEP), em Belém, com a abertura do salão ao público e a premiação das obras vencedoras. Vinte artistas foram selecionados e terão suas obras expostas até o dia 9 de dezembro nos três espaços do salão, que também ocupa o Museu Paraense Emílio Goeldi, no bairro de Nazaré, o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas e o próprio Museu do Estado do Pará (MEP), ambos no bairro da Cidade Velha.

Quatro artistas receberam a premiação máxima do salão e dividiram o valor R$ 35 mil reais, sem hierarquia entre as obras vencedoras. A paraense Luciana Magno foi premiada na categoria videoperformance, assim como a pernambucana Juliana Notari, com uma performance realizada em Belém. A dupla paulista Costa e Brito foi premiada na categoria vídeo, e Paul Setúbal, de Goiás, recebeu o prêmio na categoria desenho.

PREMIADOS

  • Luciana Magno (videoperformance)
  • Juliana Notari (performance)
  • Costa e Brito (vídeo)
  • Paul Setúbal (desenho)

Realizado pela Fundação Rômulo Maiorana, o Arte Pará 2014 recebeu cerca de 700 obras inscritas de todas as regiões do país, um aumento de 27% em relação ao número de inscrições de 2013. No entanto, o número de artistas selecionados foi reduzido de 25 para 20 na edição de 2014. "Tivemos uma preocupação muito grande de fazer com que o artista tivesse um espaço maior no salão. A nossa ideia é cada vez mais enxugar para poder proporcionar um prêmio maior para o artista", explica Roberta Maiorana, diretora da Fundação.

LISTA COMPLETA COM
OS 20 SELECIONADOS

  • Andrea Barreiro
  • Costa & Brito
  • Davilyn Dourado
  • Dirnei Freire Prates
  • Eduardo Ekman Simões
  • Elaine Arruda
  • Flora Romanelli Assumpção
  • Henrique Oliveira
  • José de Almeida Viana Júnior
  • Juliana Notari
  • Luciana Magno (Pará)
  • Luisa Nóbrega Silva
  • Mariana Pedrosa Marcassa
  • Melissa Barbery Lima (Pará)
  • Paul Cezanne Souza Cardoso de Moraes
  • Pedro David de Oliveira Castello Branco
  • Raquel Uendi Matusita
  • Ricardo “Villa” Gomes da Silva
  • Rodrigo Arruda Proto Gonzalez
  • Vitor Mizael Rubinatti Dias

• • •

Dos quatro premiados no Arte Pará, apenas a dupla paulista Costa e Brito não esteve presente na noite de abertura do salão. Para o curador artístico do Arte Pará 2014, Paulo Herkenhoff, o trabalho da dupla se destaca pelos diversos resultados que apresentam a partir da interação com objetos e cenários comuns do dia-a-dia, como paredes, tábuas, cadeiras e escadas. "Um dos resultados é constituir um distanciamento do cotidiano com um desafio às leis da gravidade, e a partir desse inesperado, talvez eles estejam tratando de trazer uma leveza para a vida", comenta Herkenhoff.

A exploração dos limites humanos foi ressaltada pelo curador nos desenhos feitos com sangue pelo goiano Paul Setúbal. "Ele lida com o sangue como um tipo de signo material de uma pintura, e ao mesmo tempo como um símbolo da interioridade, do sujeito, mas também pensando nos limites de cada um de nós como corpo e como individualidade", detalha.

Filmada em um mausoléu do Cemitério da Soledade, a premiada videoperformance da pernambucana Juliana Notari também é destaque no salão. "Ela se propõe a fazer uma lavagem desse monumento, no processo ela vai deixar tudo limpo e a sua roupa, que era branca, vai se impregnar desse limo, desses signos da morte. A obra então trata a arte como algo que permeia tanto a nossa existência quanto a morte como dimensão da vida", diz Paulo.

Já a obra da paraense Luciana Magno é capaz de transcender fronteiras, na avaliação do curador. "A Luciana Magno tem feito uma grande viagem pela Amazônia e ao mesmo tempo ela usa seu corpo para fazer uma série de performances em que, sua presença ali como sujeito, traz uma possibilidade de debate sobre momentos culturais e sobretudo políticos da Amazônia. É uma artista que está contribuindo para uma cartografia do Brasil e da própria Amazônia, em termos de fenômeno natural e sociopolítico, que transcende as fronteiras do Brasil", conclui o curador.

Luciana já participou duas vezes do salão, e foi premiada pelo conjunto das duas videoperformances inscritas no Arte Pará. Na obra 'Pedra do Sol', a artista apresenta uma reflexão sobre os ciclos da vida. "São vídeos que foram feitos durante a minha pesquisa sobre a vegetação, do que é o corpo, da partícula de carbono, do ciclo da vida. A gente morre, vai pro chão, aquilo ali de alguma forma entra na terra e volta no formato de planta, os bichos comem e o ciclo do carbono está sempre se renovando, nada se perde, tudo se renova", comenta Luciana.

Na obra Transamazônica, a artista realiza uma performance resultante de viagens pela rodovia BR-230, conhecida popularmente pelo nome que intitula a obra. "Eu vou até a Transamazônica num período em que estão sendo construídas as usinas, onde são levantadas todas essas questões sobre o 'marketing' da Amazônia. O vídeo é um pouco disso, trazer essa Amazônia até um certo momento inebriada pela imagem do que seria a Amazônia e aos poucos ela vai se desvelando ao observador", explica a artista.

— • –

O Projeto Arte Pará teve sua origem no início dos anos 1980, motivado por um desejo visionário do jornalista Romulo Maiorana de estimular a produção artística local, desejo esse que irá consolidar um dos projetos mais longevos no cenário nacional, constituindo-se em um dos mais significativos projetos de fomento, acesso e difusão artística no país. O Projeto Arte Pará que começou estimulando a produção artística local, incentivando e viabilizando oportunidades a artistas que hoje detém significativa carreira nacional e internacional, por meio de premiações e do fluxo de críticos e curadores, assa a ser um dos mais importantes projetos educativos pela arte do norte do país, integrando saberes, instituições de ensino, fomentando a participação de estudantes na construção do conhecimento e viabilizando acesso a arte a diversas camadas sociais, realizando ações inclusivas.

Rompendo as barreiras regionais, o Arte Pará se consolidou e como um evento que concentra um expressivo conjunto da produção artística nacional no Norte do Brasil ao longo dos meses em que suas ações ocorrem e passa, nos últimos anos, a apresentar conexões históricas internacionais, ampliando a compreensão da arte em sua dimensão social e política, por meio de convidados especiais. Nesse desenho, o local e o global se colocam em diálogo, revelando no Pará as transformações culturais que se viabilizam por meio da arte, entendendo esta como uma expressão que, por meio do Arte Pará, toma lugar no meio da vida dos indivíduos, na cidade, em seus lugares de valor simbólico, na própria vida. (via: G1 Globo)

— • –

Obras em exposição:

  • Museu do Estado do Pará - MEP
    Praça Dom Pedro II, s/n. Cidade Velha
    Visitas: terça a sexta, das 10h as 18h
    Finais de semana, das 10h as 14h

  • Casa das Onze Janelas
    Praça Frei Caetano Brandão s/n - Cidade Velha
    Visitas: Terça a sexta, 10h às 18h
    Finais de semana e feriados: 10h às 22h
    Informações: 91 4009 8825 | 4009 8823

  • Museu Paraense Emílio Goeldi
    Av. Magalhães Barata, 376 - São Braz
    Telefone: 55 91 3182 3200 | 3231

Fundação Rômulo Maiorana
Av. Romulo Maiorana, 2473 – Marco
www.frmaiorana.org.br | www.artepara.net
Informações: Tel. 55 91 3216 1142

— DEVOÇÃO E DOAÇÃO | BRANCO DE MELO —

O artista Branco de Melo lançou a exposição “Devoção e Doação” na Galeria Theodoro Braga, em Belém. A mostra chega à galeria com 34 pinturas, usando técnicas como o óleo sobre tela, acrílico sobre tela e algumas aquarelas. A vernissagem terá entrada gratuita.

Todas as obras expostas estarão à venda e dinheiro arrecadado será integralmente doado para a construção da Igreja de Santa Bernadeth. A exposição permanece aberta para visitação até o próximo dia 31 de outubro, de 9h às 16h, de segunda a sexta-feira, com agendamento para grupos escolares.

Contemporâneo de Paolo Ricci e Valdir Sarubi, Branco de Melo faz parte de um período de inquietações estéticas da capital paraense. Ele tem entre as suas influências o neo-impressionismo muito presente nas composições pictóricas de muitos artistas paraenses dos anos 50.

Passados mais de quarenta anos do início de seu primeiro trabalho nas artes, Branco de Melo retoma a prática da pintura refugiando-se nas imagens de sua memória: a atmosfera do Círio, da noite dos fogos, dos barcos no Ver-o-Peso, das árvores da cidade, das águas do rio, das noites de verão.

Galeria Theodoro Braga
End: Av Gentil Bittencourt, 650
Centur (esquina da Rui Barbosa)
Em exposição até 31 de outubro
Horários: segunda à sexta de 9h as 16h
Informações: 91 3202 4313 
galeriatheodorobraga@gmail.com


— JAPANAMAZÔNIA – CONFLUÊNCIAS CULTURAIS —

Maniçoba, udon, frango no tucupi: o cardápio de um pequeno restaurante localizado em Tomé-Açú, no nordeste do estado do Pará, reúne a essência do livro “Japanamazônia – Confluências Culturais”, que apresenta fotografias e textos sobre o cruzamento entre os hábitos e práticas orientais e ocidentais na região amazônica. A publicação, já lançada em 2010, será agora relançada em coedição com a Pro Reitoria de Relações Internacionais da Universidade Federal do Pará (UFPA), em quatro municípios do estado onde estão as principais colônias de japoneses. A itinerância do Projeto “Confluências Culturais: Imigração Japonesa na Amazônia” foi contemplada com o Edital do Fundo Nacional de Cultura 2013.

Uma exposição com fotografias de Paula Sampaio, Miguel Chikaoka e Alberto Bitar – que retrataram os moradores paraenses com descendência japonesa – também integra o novo lançamento. As atividades iniciam no próximo final de semana, com lançamento no sábado (20), partir das 18h, no Hall da sede da ACTA-Associação Cultural e Fomento Agrícola de Tomé-Açú. Depois, o projeto segue para Santarém (30,31/10 e 1º/11), Monte Alegre (06, 07,08/11) e Santa Izabel do Pará (28/11). A data é emblemática: comemora-se no estado todo dia 20 de setembro o “Dia da Imigração Japonesa no Pará”, estabelecido pela Lei 7.319, de 15 de outubro de 2009.

A publicação foi idealizada por Makiko Akao e tem o selo da Kamara Kó Fotografias. A ideia de produzir o livro surgiu quando das comemorações pelos 80 anos da imigração japonesa para o Brasil, celebrada em 2009. “Provocar um novo olhar, capaz de identificar, no cotidiano, nas situações simples do dia-a-dia, a interligação entre as culturas japonesa e amazônida foi o desafio principal deste projeto.Coube aos fotógrafos registrar através de imagens a sutileza e a poesia dessa coexistência em diversos municípios do Pará, onde foi detectado que é possível ser brasileiro e ser japonês, reunindo, em um todo, as duas partes”, explica Makiko.

Ela diz ainda que as imagens revelam cenas comuns, hábitos que já possuem certa invisibilidade diante do forte entrelaçamento das culturas, tão distintas. Além disso, ela destaca que mesmo diante de um novo território com realidade diferenciada, foi possível deixar que as raízes do Japão não fossem perdidas.  A idealizadora acredita que o projeto dá continuidade à vocação da Kamara Kó, para preservar a memória cultural e contribuir para que haja uma compreensão cada vez mais aprofundada dessas confluências culturais.

O Japão na Amazônia

Para refletir sobre a produção de imagens de Paula Sampaio, Miguel Chikaoka e Alberto Bitar, o professor e também fotógrafo Mariano Klautau Filho descreveu que “encontrar o Japão em terras amazônicas no início do século XXI” é um trabalho delicado, exatamente por exigir nova compreensão do papel documental da fotografia e, além disso, por requerer sensibilidade para perceber histórias outras das pessoas e locais que foram retratados.

Tudo isso revela uma cultura que foi se estabelecendo, mudando, adaptando-se a um novo lugar e ao mesmo tempo perdendo e ganhando novas e antigas raízes, tanto amazônicas e paraenses como japonesas e orientais. As imagens falam mais de encontros, momentos, histórias particulares, casas, quintais, e especialmente de pessoas. Em cada série de imagens reencontramos um certo Pará oriental ou um certo Japão paraense”, explica Mariano Klautau.

Ele descreve também outras cenas apresentadas nas imagens: a Sra. Emi Oyama retratada na sala de sua casa, que inclui a figura de um Samurai e a imagem de Nossa Sra. de Nazaré, na cidade de Castanhal; a plantação de hortaliças em Santa Isabel, forte atividade econômica mantida pelos descendentes orientais até hoje na região; e ainda uma simpática vendedora de bentô, uma tradicional marmita japonesa, em sua bicicleta pelas ruas de Quatro Bocas, localidade de Tomé-Açú.


— POUCAS TRANCAZ —

O Poukas Trancaz surgiu em abril de 2014, com o intuito de aproximar artistas, que por alguma razão, mesmo morando na mesma pequena cidade, não se conheciam. Foram 5 eventos Poukas Trancaz ao longo de 6 meses, onde abrimos as portas e as paredes da Galeria Gotazkaen para a apresentação e troca de artes entre artistas.

Foram mais de 50 artistas expondo e trocando suas artes durante as 5 edições do Poukas Trancaz, entre músicos, fotógrafos, ilustradores, artistas visuias e todos que vinham passar uma trade agradável de domingo na Galeria Gotazkaen.

A cada nova edição éramos surpreendidos com trabalhos belíssimos que nunca havíamos visto antes, foi então que surgiu a ideia de começarmos a fazer uma pequena curadoria e escolher 12 artistas para uma exposição que ocuparia as paredes da galeria por 40 dias.

A edição (mais do que) especial do Poukas Trancaz, será uma exposição coletiva com 12 artistas que passaram rapidamente por nossas paredes em eventos anteriores e chamaram muito a nossa atenção. Eles São:

Nil Cerqueira, Fábio Vermelho, Clarisse Pintat, Roberta Couto, Tobias da Luz, Diana Figueroa, Jéssica Araújo, Mateus Sil, Daniel Zuil, Théo Lima, Sucks e Layse Almada.

Galeria Gotazkaen
Rua Ó de Almeida, 755
Entre: Piedade e Assis de Vasconcelos
Dia 20 de setembro (sábado), a partir das 16h
Visitas até 31/10, de segunda a sexta, das 10h às 19h
Informações: +55 91 3347 6632
contato@gotazkaen.com



TEATRO •
CINEMA
• DANÇA

— ZECA DE UMA CESTA SÓ! —

A Escola de Teatro e Dança (ETDUFPA) do Instituto de Ciências da Arte (ICA) da Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio do Grupo de Teatro Universitário (GTU), realizará no período de 25 a 28 de outubro/2014, no Teatro Universitário Cláudio Barradas (TUCB), o espetáculo teatral " Zeca de uma Cesta só!", dirigido por Leandro Ferreira. Os dois últimos dias da temporada de apresentações terão entrada gratuita, sendo apenas solicitado, ao público, a doação de 1 quilo de alimento não perecível.

A peça é inspirada no cotidiano dos moradores da comunidade do Riacho Doce, em Belém, localizada em frente ao Campus Universitário do Guamá. Ela é a culminância de um processo mais amplo de formação cidadã e teatral, que surge graças ao Grupo de Teatro Universitário da UFPA e ao Projeto de Extensão Novos Encenadores, que contempla, em seu elenco, atores em formação, não atores e a comunidade em geral, inclusive moradores da periferia de Belém e jovens em situação de vulnerabilidade social da comunidade do Riacho Doce. Inclusive, é o local em que o diretor deste espetáculo vive há 23 anos, onde construiu, em equipe, o roteiro e a dramaturgia da peça a partir de um trabalho de pesquisa e construção cênica, proposto em 2013, dentro da disciplina do curso de Licenciatura em Teatro "Tópicos Especiais em Antropologia para o Teatro". Todo o enredo desta peça está ligado, muito fortemente, à vivência do diretor, que tem, no seu locus social mais próximo, seu objeto de estudo e replicação artística.

"Zeca de uma cesta só!" - É o resultado de um processo criativo, inspirado e idealizado a partir do teatro propriamente dito político e didático. A ideia central da montagem é causar reflexão crítica, a partir da história de Zeca; mulher, empregada doméstica, mãe solteira de três filhos, que mora na periferia. Narra um dia de distribuição de cestas básicas na comunidade em que Zeca mora, revelando aspectos da vida da personagem e o meio social em que se configura uma realidade brutal, com contradições que podem levar a chorar, rir, incomodar ou até mesmo levar a agir.

Uma simples doação de cestas básicas na períferia de uma grande cidade é o pano de fundo para descobrir a história de Zeca, uma personagem que perambula em nossas vidas, mesmo que nem a percebamos. A luta cotidiana, para sobreviver, da imensa maioria da população brasileira, observada de forma atenta, levanta debates muito importantes para as cenas, social e artística contemporâneas, e é nessa cena que encontramos Zeca e todos os tipos que a cercam. Crítica social, debate político e frivolidades formando o mundo real da vida em sociedade na periferia do capitalismo. Um mundo, neste caso, colorido, multissonoro e intenso.

O objetivo deste espetáculo é promover, no público, reflexão social e inquietação, sendo a culminância de um processo mais amplo de formação cidadã e teatral que surge graças ao GTU e ao Projeto Novos Encenadores, atualmente coordenado pelo professor da ETDUFPA Paulo de Tarso Nunes dos Santos Junior, que contempla, em seu elenco, atores em formação, não atores e a comunidade em geral.

Texto: Divulgação / ICA

Mais informações:
e-mail lglauco2006@yahoo.com.br | celular: 91 8282 8736

Teatro Universitário Cláudio Barradas
Rua Jerônimo Pimentel,  546 - Umarizal
(esquina da D. Romualdo de Seixas,
ao lado Escola de Teatro e Dança da UFPA)
Dia 28 de outubro (terça), 19h
Telefone: 91 3249 0373


• Ingresso: 1 quilo de alimento não perecível •


— O HIPOCONDRÍACO | PALHAÇOS TROVADORES —

O hipocondríaco” é uma adaptação de “O doente imaginário”, do dramaturgo francês – Molière.

A peça conta a história de um velho senhor, Argan, rico, avarento e com mania de doenças, que quer casar a filha, Angèlique, com um médico, Thomas Disáforus, para economizar nas consultas e receitas. Ele é apaixonado pela segunda esposa, Bèline, amante do tabelião Boafé e com o qual tenta armar um golpe para ficar com a fortuna do velho. A empregada, Toinette, juntamente com o irmão do hipocondríaco, Beraldo, desmascaram a esposa desonesta e ainda ajudam a mocinha a ficar com Clèante, o rapaz que ela realmente ama.

No espetáculo dos Palhaços Trovadores, a trama é representada por um grupo de palhaços de um circo decadente. Como na estrutura dos folguedos populares, objeto de pesquisa do grupo, o elenco entra cantando uma canção de chegada e permanece em cena durante toda a representação, saindo ao final com uma canção de despedida. A música está sempre apresentando os personagens, como acontece também nos brinquedos populares, são todas originais e executadas ao vivo pelo grupo.

— • –

Os Palhaços Trovadores é um grupo teatral de Belém do Pará, que atua há 15 anos com a arte do palhaço, valorizando a cultura popular (brinquedos e folguedos), extraindo destes os elementos poéticos e estruturais para suas criações.

Sobre o Pauta Mínima:

O Teatro Cuíra é um espaço de resistência, um local onde o Grupo desenvolve suas atividades, ensaia, planeja e atua. Com a intenção de democratizar o acesso a esse espaço, abrindo ainda mais as possibilidades de sua ocupação, o grupo lança, mais uma vez, o edital do Projeto “Pauta Mínima” que visa propiciar datas e espaço aos artistas, produtores e grupos que precisam ensaiar, montar e apresentar seu espetáculo. O Grupo Cuíra entende que através deste projeto, cria novas oportunidades aos artistas de Teatro do Pará, que receberão todo apoio técnico e todos os detalhes para que mostrem seus trabalhos, estimulando seu reconhecimento e colaborando para o seu fortalecimento, além do próprio Teatro Cuíra, que se colocará como espaço de democracia cultural na cidade de Belém. Essa edição foi contemplada no edital Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2013.

Teatro Cuíra
Trav. Riachuelo, com 1º de março
De 30/10 a 02 de novembro, 20h
(De quinta-feira a domingo)
Ingressos: R$ 10,00 (R$ 5,00 a meia)


— O FILHO DO SERENO —

Uma ode profissional ao Pássaro Junino.

Espetáculo “O Filho do Sereno” entra em cena para universalizar e profissionalizar este gênero teatral.

Amor, vingança, raiva e um grande sequestro pontuado por momentos de pura comédia. O que poderia muito bem ser a trama de qualquer teledramaturgia de sucesso, é também o mote central de uma manifestação cultural genuinamente paraense: o teatro de pássaro junino. Com o compromisso de manter viva esta tradição, o projeto “Ararajuba – Voando nas Asas da Imaginação” apresenta o espetáculo “O filho do Sereno”, dramaturgia premiada de Harles Oliveira que realiza temporada de 30 de outubro a 2 de novembro, sempre às 20h, no Teatro Universitário Claudio Barradas.

A sociedade belemense do final do século XIX é retratada nesta história que se utiliza dos núcleos clássicos da dramaturgia de pássaro, que inclui a nobreza, os indígenas e ribeirinhos. Uma história de amor que se desenrola entre essas classes e culmina com uma vingança a um amor não correspondido e o sequestro do herdeiro da família aristocrata Albuquerque de Alcântara. Esta dramaturgia, original de Harles Oliveira que também assina a direção do espetáculo, foi ganhadora do Prêmio IAP 2010 de Edições Culturais na categoria Auto Popular,

O espetáculo é livremente inspirado na cultura do Pássaro Junino, ou Pássaro Melodrama Fantasia, que é uma manifestação cultural exclusivamente paraense surgida no final do século XIX, após o declínio do ciclo da borracha na Amazônia - Belle Époque. Denominado por pesquisadores paraenses como teatro popular com características de fábula regional, é também conhecido como ópera cabocla, manifestação cultural mais completa e criativa do Estado do Pará por contemplar em seu bojo quatro segmentos da arte universal: teatro, música, dança e literatura

Um diferencial essencial para o espetáculo é a profissionalização dos seus atores e equipe técnica, em sua ampla maioria formados pela Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará (ETDUFPA). Essa experimentação profissional, que dificilmente acontece nos cordões de Pássaros Juninos tradicionais é um diferencial que visa não só a formação de platéia para o gênero, mas a conquista de novos espaços e o resgate deste segmento, comumente abandonado

Harles Oliveira, dramaturgo e diretor, não esconde a emoção de voltar as suas origens com esta montagem. “Através desse projeto refaço um caminho ao encontro de minhas origens, revejo minha história, o início de tudo. Vim de uma família que tem relação direta com a cultura popular. Passei minha vida no Pássaro Junino, esse gênero rico e belo que deveria ser tão mais valorizado. Tem sido extremamente gratificante”.

As apresentações no Teatro Claudio Barradas são a etapa final do projeto “Ararajuba – Voando nas Asas da Imaginação”, ganhador do Programa Amazônia Cultural do Ministério da Cultura. Nesta temporada o espetáculo já percorreu as cidades Curuçá, Terra Alta, São João da Ponta e o distrito de Mosqueiro.

O Filho do Sereno é um grande convite a viver todo o encanto do Pássaro Junino em pleno final de ano, e entender que teatro é coisa atemporal.

ELENCO

Álvaro Queiroz, Ana Maria Paiva, Breno Uchôa, Bruno Correa, Carolina Damasceno, Cecília Melo, Diana Flexa, Diego Amador, Diogo Arero, Eduardo Brasil, Eduardo Souza, Francisco Tapajós, Frank Brasil, Inácio Carneiro, Janne Sombra, Jaqueline Gaia, Jéssica Leite, Jéssika Freitas, João Urubu, Larissa Teixeira, Leo Andrade, Leonardo Bahia, Loana Oliveira, Lorena Assunção, Lukas de Jesus, Marcelo Nunes, Maria Eufênia, Marlene Silva, Natália Castro , Nilton Cézar, Paulo Kçula , Rafael Feitosa, Rayssa Passos, Rodrigo Cardoso, Ronny Hofstatter, Rosa Oliveira, Rui Guilherme Souza, Terezinha Gentil, Thainá Cardoso, Tiago de Pinho, Valéria Lima e Zack Silva.

EQUIPE TÉCNICA

Texto e Direção: Harles Oliveira
Produção: ACena
Coordenação: Iraci Oliveira e Coletivo de Expr. Cult. da Amazônia
Produtor Executivo: Francisco Tapajós
Assistentes de Produção: Sérgio Palheta, Eduardo Brasil e Thaynan Melo

Assistente de Direção: Leonardo Bahia
Direção Musical: Deia Palheta
Assistente de Direção Musical: João Urubu
Cenotecnia e Iluminação: Jorge Torres
Operação de Luz: Breno Monteiro
Preparador de Elenco: Luiz Fernando Vila Nova
Coreografia: Rosa Oliveira
Maquiagem e adereços: Eduardo Brasil
Contra Regras: Sérgio Palheta, Leo Andrade,
Cézar Oliveira e Lúcia Conceição

Músicos: Deia Palheta, Edson Santana, Madaleine Nascimento, Mauro Moraes , Jeremias Monteiro , Regina Lopes , Karla Gys e Silvestre Lima.

Música original dos mestres da Cultura Popular
Francisco Oliveira e Raimunda Oliveira.

Narração:
Harles Oliveira.
Patrocínio: Ministério da Cultura

Teatro Universitário Cláudio Barradas
Rua Jerônimo Pimentel,  546 - Umarizal
(esquina da D. Romualdo de Seixas,
ao lado Escola de Teatro e Dança da UFPA)
De 01 e 02 de novembro, 20h
Informações: 918874 1770 | 8152 2682 | 3278 6002

• Ingresso: R$ 20,00 (estudante paga meia) •



MÚSICA •
MÚSICA
• MÚSICA

— ANDRÉA PINHEIRO & PAULO JOSÉ CAMPOS DE MELO —


Foto: Walda Marques

A intérprete paraense Andréa Pinheiro, atuante no circuito de shows em teatros e bares de Belém e destaque em festivais pelo interior do Estado e resto do Brasil, apresenta ao lado do renomado pianista, também paraense Paulo José Campos de Melo, um show com o melhor do cancioneiro brasileiro e latino-americano em interpretação intimista e arranjos elaborados, demonstrando sensibilidade e sentimento na união de dois grande talentos natos.

— • –

Andréa Pinheiro

Considerada uma das melhores interpretes de Belém, Andréa Pinheiro participou de diversos festivais de música dentro e fora do estado. Em 2001, lançou seu primeiro CD solo, cantando composições do maestro Waldemar Henrique, em um trabalho intitulado “Fiz da vida uma canção”.

Em 2004, lançou o CD “Diz que fui por aí” com o grupo carioca de choro “Galo Preto”, reunindo 16 composições de autores como Nelson Cavaquinho, Orestes Barbosa, Wilson Batista, Elton Medeiros, Cartola, Paulinho da Viola, João Bosco, Chico Buarque entre outros.

Já em 2010 concluiu seu 3º álbum intitulado “Não apenas de passagem” que reúne composições de autores paraenses (Leandro Dias, Nego Nelson, Luiz Pardal, Paulo Moura, Biratan Porto, Marcelo Sirotheau, Jorge Andrade, Cardoso e Ropi) e outros nomes do cenário nacional da MPB (Guinga, Elton Medeiros, Carlinhos Vergueiro, Délcio Carvalho, Paulo César Feital, Paulo César Pinheiro).

Paulo José Campos de Melo

Pianista paraense com carreira internacional, que durante quase duas décadas trabalhou como Diretor Musical de alguns dos mais importantes teatros europeus, sem deixar de lado a carreira de pianista dos mais diversos gêneros, incluindo a música popular.

Com formação erudita, o instrumentista dedicou-se aos estudos de piano, formando-se pela Escola Superior de Artes de Berlim, país também onde ele e o Grupo Ipanema gravaram um "Airship", disco que destacava os melhores grupos da noite Berlinense. Em Belém, ele gravou o único CD do saudoso Walter Bandeira "Guardados e Perdidos".

SESC Boulevard
Castilho França, 522/523 - Campina
( em frente à Estação das Docas).
Dia 29 de outubro (quarta), às 18h
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005 9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br


Entrada Franca


— CORPO E ALMA| CACAU NOVAIS —


Foto: Bruno Pellerin

Corpo e Alma. Este é o título do show de Cacau Novais e é a tradução para o português da canção Body and Soul dos compositores Heyman, Greene e Sour. A canção, que é uma popular e tradicional balada de jazz, e que em sua letra fala do sofrimento numa história de amor vivida de corpo e de alma. Sugere-se, assim, um repertório inspirado nesta canção, abrangendo não apenas o jazz como também música brasileira.

Dividem o palco com a cantora, os músicos Robenare Marques ao piano, Kim Freitas na guitarra, Priamo Brandão no contrabaixo e Zeca Sagica na bateria.

O show acontece no Café do Sesc Boulevard - um dos tradicionais espaços da agenda cultural de Belém e que agrega qualidade em sua estrutura, o que permite ao público participar das atrações musicais, apreciando a performance de músicos dos mais variados estilos e de renome nacional e internacional.

SESC Boulevard
Castilho França, 522/523 - Campina
( em frente à Estação das Docas).
Dia 30 de outubro (quinta), às 18h
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005 9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br


Entrada Franca


— NATÁLIA MATOS —

Natália Matos. Cantora e compositora paraense apresenta o show de lançamento do seu primeiro CD, intitulado "Natália Matos", reunindo composições autorais e em parceria, trazendo um diálogo entre os ritmos tradicionais da Amazônia com referências modernas e universais. O Cd contou com a participação de Zeca Baleiro e a produção coube a Guilherme Kastrup.

Participam do show de lançamento no Sesc Boulevard, os músicos: Igor Capela, Davi Amorim, Priamo Brandão, Márcio Jardim e Arthur Kunz.

— • –

SESC Boulevard
Castilho França, 522/523 - Campina
( em frente à Estação das Docas).
Dia 31 de outubro (sexta), às 18h
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005 9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br


• Entrada Franca •



OUTROS •
EVENTOS
• OUTROS

— O GOLEM. EXPERIÊNCIA EM DESFIGURAÇÃO —

Oficina O Golem. Experiência em Desfiguração

Esta oficina que será ministrada por Elisa Schmidt, na Casa da Linguagem explora interfaces entre a dança, a performance, as artes visuais e o teatro, através da investigação do contato da argila com o corpo e rosto. Os parâmetros de pesquisa envolvem identidade e ritual, introduzidos por estratégias de composição de faces para o rosto e esculturas com o corpo. Cria-se uma atmosfera limiar entre a performatividade e o ritual, na qual a desfiguração desestabiliza a figura padrão do cidadão para fazê-lo experienciar outras percepções e sentidos, como o tato.

Disponibilidade: 10 vagas. Interessados devem mandar inscrições com carta de intenções para entreterra@gmail.com

Entre Terra

Haverá também o espetáculo Entre Terra, nos dias 29 e 30 de outubro, as 20h, no palco do Teatro Unipop. Nesta apresentação Elisa Schmidt vasculha rastros de obscuridade da violência social e as reinscreve em cena, propondo um intervalo à ordem sancionada. A ação consiste na revelação do trauma, das deformidades, expondo uma face sombria humana, recorrente em uma história de dominações totalitárias.

O trabalho foi contemplado pelo edital Funarte Petrobras de dança Klauss Vianna 2012 e Prêmio Funarte de dança Klauss Vianna 2013. O trabalho de Elisa circula, no segundo semestre, pelas cidades Belém, Manaus, Palmas, Boa Vista e Porto Velho.

Direção e concepção: Elisa Schmidt
Criadora-intérprete: Elisa Schmidt
Produção: Sarah Pusch
Produção Belém: Rafael Soares (Harry)

Experiência em Desfiguração

Casa da Linguagem

Avenida Nazaré, nº 31
Dias 30 e 31/10, das 9h as 12h
Informações: 91 3241 9786

Solo Entre Terra

UNIPOP - Instituto Universidade Popular

Av. Senador Lemos, 557 - Bairro Umarizal
Dias 29 e 30 de outubro, 20h
Fones: 91 3224 9074 | 3223 1083 | 3241 8716
E-mail: universidadepopular@unipop.org.br



— ROTEIRO CINEMATOGRÁFICO | LUCAS PARAIZO —

Com a intenção de aproximar o público de métodos e processos criativos da escrita audiovisual, o Centro Cultural Sesc Boulevard, em Belém, promove neste mês de outubro, o workshop Roteiro Cinematográfico, com o jornalista e roteirista carioca Lucas Paraizo. As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de outubro, das 9 às 19 horas, na recepção do Sesc. Para se inscrever, é necessária a apresentação do documento de identidade. As inscrições são gratuitas e as vagas são limitadas.

O curso apresenta uma introdução às diferentes ferramentas que constituem a dramaturgia e a narrativa, além de propor um olhar diferenciado sobre a concepção de uma obra cinematográfica. Durante a atividade, os alunos ainda terão a oportunidade de elaborar em conjunto um roteiro de curta-metragem passando por todas as suas etapas, desde o storyline, que é o fio condutor da história, até à sua primeira versão. O workshop tem início no próximo dia 30 e segue até o dia 1º de novembro.

Formado em Roteiro Cinematográfico pela Escuela Internacional de Cine y Televisión de Cuba, Lucas Paraizo trabalha como roteirista no cinema e na TV. Na Rede Globo, escreveu o seriado A Teia e atuou como colaborador no remake de O Rebu, de George Moura e Sergio Goldenberg. No cinema, seus principais trabalhos incluem os longas-metragens La fura in vivo (2007), Laura (2011) e A memória que me contam (2013).

Em 2014, Lucas Paraizo também integrou o grupo de autores convidados para a segunda edição do projeto Caderno de pensamentos: ensaios e críticas, realizado pelo Sesc Pará, por meio do Centro Cultural Sesc Boulevard. Para a publicação, Lucas trouxe uma reflexão sobre a narrativa audiovisual no texto O roteiro e seus processos criativos, no qual retomou a discussão sobre o limite entre realidade e ficção, evidenciando que o processo criativo em meio audiovisual está submetido à técnica e ao formato da linguagem cinematográfica.

SESC Boulevard
Castilho França, 522/523 - Campina
( em frente à Estação das Docas).
Dia 28 de outubro (terça-feira)
Horários: 14 às 18 horas, nos dias 30 e 31 de outubro
9 às 13 horas e 15 às 18 horas, no dia 1º de novembro
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005 9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br


• Inscrições Grátis •


— OFICINA DE INICIAÇÃO TEATRAL —

A Oficina de Iniciação Teatral, é destinada a qualquer pessoa que queira ter um contato inicial com o teatro.  A oficina proporcionará aos alunos uma experiência teatral através de pequenos experimentos cênicos. Será trabalhada a desinibição, o jogo dramático, a improvisação, a interpretação e a criatividade.

— • –

Krishna Rohini é atriz, dançarina e gestora empresarial. Membro fundador do Dirigível Coletivo de Teatro. Participou dos espetáculos teatrais: O Auto da Compadecida (ETDUFPA-2000), O Inspetor na Geral (ETDUFPA-2010), O Pequeno Grande Aviador e o Planeta do Invisível (Dirigível Coletivo de Teatro - 2011), Notrono (Grupo Varisteiros - 2012), 731 São Doze (Dirigível Coletivo de Teatro-2014), entre outros. Participou ainda como atriz do curta Flores No Outono (2009), O Dia Seguinte (2013) e atriz e produtora no curta Avê. Dançarina no grupo Natyashastra desde 1995.

Ministrou a Oficina de Iniciação Teatral (2014) e foi Assistente de direção no espetáculo Mogli: O Homeninlobo (ETDUFPA-2009). Participou de oficinas Introdução a Odissi (Malocombia-2013), Máscara (Casa do Palhaço-2014), A Linguagem do Palhaço (Las Cabaças-2014). Participou também do Seminário de Dramaturgia, nos anos de 2011 e 2012 e Seminário de Artes Circenses, em 2013.

Casa Dirigível – Espaço Cultural
Trav. Padre Prudêncio, 731 – Campina
(entre Rua Carlos Gomes e Gama Abreu)
Período: 07 de outubro a 06 de novembro
Horário: terças e quintas, das 19h às 21h
Investimento: R$ 60,00 (sessentan reais)
Vagas: 15 vagas | Idade mínima: 14 anos
Contatos: 91 8212 7668 (tim) | 91 3355 3861(fixo)
www.coletivodirigivel.com


— EDITAL DO NÚCLEO DE PRODUÇÃO DIGITAL —

A partir desta sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014, o Instituto de Artes do Pará abre o novo edital do Núcleo de Produção Digital – NPD. As diferenças em relação ao ano passado estão, principalmente, no tempo de utilização dos equipamentos, incluindo as ilhas de som e imagem.

Produtores de audiovisual já podem contar novamente com a disponibilidade de equipamentos e ilhas de edição do Núcleo de Produção Digital – NPD.

Inaugurado em 2006 no Instituto de Artes do Pará, o NPD é um programa da Rede Olhar Brasil, vinculado ao Ministério da Cultura por meio da Secretaria do Audiovisual, num projeto implantado em diversos estados brasileiros. No Pará, a gestão cabe ao IAP e a co-gestão fica por conta da Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa), Instituto de Ciência da Arte (ICA/UFPA), Associação Fotoativa e Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABDeC/PA).

Em seus 8 anos de criação, o NPD tem sido um dos maiores fomentadores do aperfeiçoamento técnico e artístico dos produtores audiovisuais do estado. Cineastas importantes como Lucas Escócio, Roger Elarrat e Marcelo Rodrigues, entre tantos, participaram de algumas das oficinas oferecidas pelo Núcleo. Outros como Januário Guedes, Luiz Arnaldo Campos e Priscilla Brasil já foram contemplados com o equipamento disponível no edital.

O edital segue aberto até o dia 10 de dezembro e contempla as produções de pessoas físicas, os chamados produtores independentes. Podem se candidatar projetos de ficção, documentário, vídeo-clip, vídeo-arte, experimental e animação. O interessado deve preencher a ficha de inscrição (anexa ao edital), especificar os equipamentos necessários e assinar ao termo de responsabilidade; o prazo de empréstimo de material é de 10 dias.

De acordo com Afonso Gallindo, gerente do NPD, a análise do material enviado é apenas técnica, para garantir a integridade do material. “Não existe uma análise estética. O que precisamos para liberar o equipamento é de um profissional da área, por isso a análise é técnica”, explica.

Afonso ressalta ainda a importância da parceria com o Centro de Audiovisual Norte e Nordeste, o CANNE, pela qual são realizadas as qualificações dentro do Núcleo, com alguns dos maiores profissionais brasileiros. “A parceria feita com o CANNE já existe há 4 anos e é fundamental. Eles nos proporcionam oficinas com pessoas de peso de todo o lugar do Brasil. Já foram ministradas oficinas com o diretor Marcelo Gomes; Alziro Barbosa (diretor de fotografia); diretor Dib Lufti; Virginia Flores; montadora de som e imagem e vários outros”, pontua o gerente.

Ainda neste primeiro semestre novos cursos e oficinas serão oferecidos no Núcleo.


Edital do Núcleo de Produção Digital Belém
Período de utilização: 28 de fevereiro à 10 de dezembro de 2014
Após o preenchimento das fichas contidas no edital, o produtor
pode procurar o NPD, das 9h às 16h, de segunda à sexta-feira.
Para acessar o edital clique aqui.


— BELÉM AOS 80 —
http://youtu.be/7tQAyCFn-Mo

 

No início da década de 1980 havia certa efervescência cultural, fruto de um processo político liberalizante depois dos anos de chumbo que vivemos, e uma grande ansiedade por mudanças. Surgiram iniciativas na área artística que contribuíram para um novo olhar sobre nossas idéias, costumes, valores sociais e morais. Nascia uma grande cumplicidade entre as pessoas e uma participação viva em qualquer evento que trouxesse o adjetivo “arte” em seu script. A inquietação era tanta que movimentou desde grupos alternativos, que romperam paradigmas na forma de apresentar seus trabalhos, até a explosão do talento da criação artística que delineou e legitimou toda a arte contemporânea produzida em nossa cidade posteriormente. Resumidamente, os anos 1980 vão ser lembrados como um marco na vida de todos aqueles que o vivenciaram como criadores ou participantes ativos dessa geração e como herdeiros de uma década que mudou toda uma história de viver e fazer arte em nossa região. "Belém Aos 80" é uma visita a alguns personagens e movimentos que marcaram esses anos na cidade, registrando momentos de exaltação sócio-cultural da época.

• • • FICHA TÉCNICA • • •

  • Direção e Roteiro:
    Alan Kardek Guimaraes

  • Argumento:
    Januario Guedes

    Celso Eluan Lima

  • Fotografia e Câmera:
    Diógenes Carvalho Leal

DOE UM INSTRUMENTO

Cavaquinho, violão, banjo, atabaque, trumpete, todos os instrumentos que produzem sons e estão esquecidos na sua casa podem transformar os sonhos de jovens atendidos pelas oficinas da Fundação Curro Velho. Esse é o objetivo da campanha de doação de instrumentos musicais que a instituição está realizando durante este ano.

Todos os instrumentos musicais serão recuperados em um espaço para reparo e construção de novos instrumentos. Se você tem violão, violino, violoncelo, viola, piano, saxofone, flauta, gaita ou qualquer instrumento, que esteja danificado ou sem utilização, faça sua doação para o Curro Velho.

Todos os instrumentos de corda que forem doados para a instituição serão trabalhados na Lutheria. A intenção da campanha de doação de instrumentos é que todos abracem a causa de doar um instrumento e realizar o sonho dos jovens atendidos pelo Curro Velho.

As doações dos instrumentos podem ser feitas na sede do Curro Velho, localizada na rua Professor Nelson Ribeiro, nº 287, bairro, Telegráfo ou na sede da Casa da Linguagem, na

Fundação Curro Velho
Rua Prof. Nelson Ribeiro, 287 - Telégrafo
Contato: 91 3184-9100
E-mail: fcv@currovelho.pa.gov.br

Casa da Linguagem
Avenida Nazaré, nº 31.
Informações: 91 3241-9786



9 PAULO ANDRADE | PINTURAS