O Cultura Pará criou a Agenda da Semana com o objetivo de publicar neste espaço as manifestações artísticas de nossa região seguindo a mesma linha de trabalho proposta pelo site. Festas, eventos em bares e outras locações em que a arte não seja objeto prioritário, não serão contemplados. Os interessados deverão enviar a programação, acompanhada de release e uma imagem representativa, até segunda-feira (às 19h) de cada semana. Esta agenda tem o apoio da Sol Informática.

DESTAQUE •
DESTAQUE DESTAQUE

— TUDO QUE MOVE É SAGRADO —
Jorge Eiró | Emanuel Franco | Elieni Tenório | Geraldo Teixeira

"Tudo que move é sagrado", com trabalhos assinados por Elieni Tenório, Emanuel Franco, Jorge Eiró e Geraldo Teixeira.

"Tudo que move é sagrado" se inspira na sacralidade que se faz presente no intimo de cada artista quando constrói o encontro entre o que contempla no mundo e aquilo que reside em sua interioridade. Assim, é sagrado o fazer, o exercício diário, a pesquisa, a mesa de trabalho, a textura, a concepção, o nascimento e a entrega. Este sagrado se refugia onde o artista encontra as bases para seu ofício e de lá sai para ser partilhado e para compor outra experiência estética, centrada em quem observa esta materialidade do sagrado e dela retira outras referências e experiências pessoais de beleza e significados.

Sobre os artistas

Elieni Tenório frequentou o curso de extensão em laboratório de pesquisa de artes plásticas na Universidade Federal do Pará (UFPA). Realiza exposições individuais e coletivas desde 1992. Premiada em diversas edições do Salão Arte Pará e do Salão Unama de Pequenos Formatos, participou de exposições na Alemanha e Portugal.

Emanuel Franco é artista visual; arquiteto graduado pela Universidade Federal do Pará (1979); Professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade da Amazônia-UNAMA. Foi curador das Salas Especiais do Arte Pará de 2004 a 2008 e membro da curadoria do concurso em 2008. Suas obras já foram expostas na galeria Helmut Schuster, na Alemanha.

Jorge Eiró é arquiteto graduado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), tem doutorado em Educação, é professor da Universidade da Amazônia e UFPA participou de diversas exposições individuais no Brasil e no exterior.

Geraldo Teixeira iniciou sua carreira em 1975, é fundador da Associação de Artistas Plásticos do Pará, coleciona prêmios em diversos salões de arte e já teve obras expostas nos Estados Unidos e Europa.

Mais sobre esses artistas em: www.culturapara.art.br/artesplasticas.htm

A abertura da exposição acontece no sábado (24), das 10 às 14h - com visitação aberta ao público até a 24 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, de 10 às 19h, e aos sábados, de 10 às 14h, exceto em feriados.

ELF Galeria
Passagem Bolonha, 60. Nazaré.
Dia 24 de janeiro (sábado), às 10h
Visitação até 24 de fevereiro
De segunda a sexta, das 10h às 19h
aos sábados, de 10h às 14h
(exceto feriados)
Informações: (91) 3224-0854
elfgaleria@gmail.com


— PSICOGRAFIA | AIRTON SOUZA —

A literatura marabaense vem a cada dia ganhando espaço no cenário da literatura nacional e, dentro dessa perspectiva, na noite do dia 30(sexta- feira) de janeiro, o poeta e professor Airton Souza, em parceria com a Biblioteca das Artes, da ARMA – Associação dos Artistas Visuais do Sul e Sudeste do Pará lança seu 12º livro de poemas, o então “Psicografia”, editado pela Editora Penalux, de São Paulo, que também já publicou outro livro poeta, o Pó É Mar, lançado no ano passado.

O evento é um dos que marca o início de uma no promissorà literatura marabaense, um dos segmentos artísticos que mais cresceu nos últimos anos na região. O evento contará com uma vasta
programação cultural, com a participação de diversos artistas da região, com recitais de poemas, coquetel e a sessão de autógrafos.

Alcançar uma marca de doze publicações em um país onde o livro está longe de ser prioridade é relevante para a carreira de qualquer escritor brasileiro. Ainda mais em se tratando de livros de poesias, que parece está sempre à margem literária, em relação aos outros gêneros”, ressalta o poeta Airton Souza. Destacando ainda que o trabalho não para nessa publicação, pois, “pois esse ano promete muito, sendo que somente eu já tenho confirmado mais quatro livros a serem lançados no decorrer do ano, livros este que foram premiados em certames literários e que assim ganharam a oportunidade de vim a lume em breve.”

O livro “Psicografia” é diferente de todos os outros publicados anteriormente pelo poeta. Mesma já tendo lançando outros onze títulos, a peculiaridade deste novo livro reside em sua configuração
escrita, pois, ele é composto de um único poema, contendo 72 páginas e prefaciado pelo poeta e professor universitário Paulo Nunes, de Belém do Pará.

Airton Souza, conforme frisado acima, já lançou outros títulos, entre os quais merece destaque: Incultações Noturna (2009); O cair das Horas (2010); Habitação Provisória (2011); Infância Retorcida (2012); à boca da noite (2013); rua displicente (2013); Mormaços de Cinzas (2014); Pó é Mar (2014); Face dos disfarces (2014); rios que somos (2014); amor à mostra (2014), sendo, portanto, o escritor com o maior número de livros publicados na história de Marabá.

Além disso, o poeta desenvolve trabalhos diversos voltadosà promoção do livro, leitura e literatura, sendo um dos organizadores do Sarau da Lua Cheia e do Sarau da Arma Poética, ministrando oficinas
literárias em escolas públicas, participando de capacitações e palestras e projetos voltados à valorização da literatura produzida na região Carajás.


ARMA – Associação dos Artistas Visuais do Sul e Sudeste do Pará
Rua Aquilino Sanches, 110 | Bairro Cidade Nova | Marabá/PA
Dia 30 de janeiro (sexta-feira), as 19h30


— PREGÕES – A MELODIA DAS RUAS —
• Allan Carvalho e Cicinato Júnior

Allan Carvalho e Cincinato Marques Júnior lançam no dia 31 de janeiro, às 17h, no Ver-o-Peso, o CD "Pregões – a melodia das ruas", trabalho que resulta de uma curiosa pesquisa musical: o registro dos sons e cantos vindos das ruas, feiras e mercados. O espetáculo musical homônimo, único e gratuito, tem patrocínio da Natura Musical.

Livre adaptação ou a máxima do Cinema Novo se encaixaria perfeitamente no trabalho de pesquisa musical dos dois músicos, compositores e pesquisadores. Com gravador e celular nas mãos, os dois, fundadores e a base sólida do Quaderna, percorreram bairros da Cremação, Guamá, Matinha, Jurunas, São Brás, Cidade Velha, Campina entre outros, encontrados em outras cidades paraenses, durante viagens de trabalho ou passeio.

"Os Pregões são as vozes entoadas de ambulantes que circulam vendendo seus produtos em alto volume", diz Allan Carvalho, que também exemplifica: “Tapioqueiro! Olha, a tapioca molhadinha! Com coco ou sequinha!”; “Copaíba e mel de abelha! Mel de abelha e andiroba! ou simplesmente ‘’Peixeiro!”, afirma. São jingles populares ecoados ao ar livre, através dos quais ambulantes vendem livros, vende produtos alimentícios, óculos escuros, amendoim.

A necessidade de fazer escoar estes produtos acaba estimulando a criatividade. "E por terem esse ímpeto, de não timidez, acabam tirando um bom troco de suas vendas, que o diga Zé Maria, vendedor de amendoim, que sai trinado: olha o amendoim-oim-oim-oim-oim", continua o músico, parceiro do também compositor Cincinato Marques.

Em quatro anos de pesquisa, os dois músicos registraram dezenas de cantos. “Como o pregão é imprevisível, a gente registrou com o que tinha na mão, onde fosse’’, recorda Allan Carvalho, músico que tem parcerias com outros compositores de Belém, como Ronaldo Silva, do Arraial do Pavulagem. O rico universo dos pregoeiros inspirou o CD de 12 faixas em ritmo de carimbó, lambada, quadrilha junina, xote, cúmbia e reggae, entre outros.

Quaderna e pesquisa musical

Allan e Cincinato desenvolvem pesquisas musicais desde 2003. O primeiro CD do Quaderna, lançado em 2006, abordou a influência da cultura nordestina na Amazônia, em especial no Pará. O estudo foi feito a partir da Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística, do Instituto de Artes do Pará (IAP). Bem-sucedido, conquistou o ‘‘Destaque Regional’’ do Prêmio Dynamite/SP, em 2008. O grupo ainda foi convidado a criar a trilha sonora dos cinco documentários da série “Barcos da Amazônia’’.

O trabalho sobre o universo dos pregões começou em 2011, com Bolsa de Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação Artística do Instituto de Artes do Pará (IAP). Em 2012, o projeto ingressou na circulação do Prêmio PROEX de Arte e Cultura da Universidade Federal do Pará (UFPA), onde Cincinato Júnior dá aulas e é doutorando no curso de Geografia. Em 2013, os dados da pesquisa sobre os pregões da capital paraense circularam em 10 capitais do País com o Festival HotSpot - Tanque de Ideias, evento paulista, e o projeto ganhou impulso com a seleção no edital Pará Natura Musical, via Lei Semear de Incentivo à Arte e Cultura, do Governo do Estado do Pará.

O estudo registrou pregões muito antigos e tradicionais e outros bem atuais. O cenário dinâmico inspirou o Quaderna a trabalhar a criação das músicas e letras pautadas em cada uma dessas manifestações, valendo-se das características de cada tipo de pregão, na riqueza melódica e imagética de cada um.

Trata-se de um experimento com o hábito de compor mirando os pregões, ou simplesmente uma maneira de reviver, pelas canções, a história desses personagens ambulantes, que, de uma forma ou de outra, representam um perfil de uma época, de um povo, a “cara da cidade”, diz Cincinato Jr.

Os artistas encontraram tipos diversos de pregoeiros, dos mais comuns aos inusitados, como lembra, Allan Carvalho: “Creio que os mais presentes na cidade, enquanto pesquisávamos, foram: tapioqueiro, jornaleiros, os "vanzeiros" (cobradores de vans que circulam entre Jurunas, Condor, Guamá e São Brás), vendedores de gás (de bike e nos carros), e picolezeiros. Os mais incomuns: o vendedor de amendoim (o Zé Maria), sui generis; o vendedor de pastelzinho e orelha (que vende de bike, com um megafone adaptado no guidão; e o cascalheiro (infelizmente raro de ver hoje). Tem outros muitos, ainda bem’’, festeja o compositor.

(Holofote Virtual, com informações da assessoria de imprensa).

Ver-O-Peso
Boulevard Castilho França
Cidade Velha | Belém/PA
Dia 31 de janeiro, às 17h
Entrada Franca


— CÉU DA CAMBOINHA | ARRAIAL DO PAVULAGEM —

O grupo Arraial do Pavulagem fará um show para lançar o seu primeiro DVD, “Céu da Camboinha”. O espetáculo será na próxima quarta-feira (21), no Teatro Margarida Schivasappa, por meio do projeto “Uma quarta de Música”, da Fundação Cultural do Pará. A apresentação começa às 20h e tem participação especial da cantora Luê.

O trabalho registra o show de apresentação do disco “Céu da Camboinha”, realizado em março de 2013 para o oitavo CD da trajetória de 27 anos do Arraial do Pavulagem. O trabalho traz entrevistas com integrantes do grupo, mostra a relação com os fãs, o sucesso alcançado pelas canções, a alegria em que o público canta e dança todas as músicas e ritmos.

Céu da Camboinha” dá título ao disco e DVD e à composição que representa um lugar de inspiração para os músicos, a Vila de Algodoal, no nordeste do Pará. “Já fiz muita música ali, passando por lá, é de uma beleza fantástica, um verdadeiro santuário”, lembra Ronaldo Silva, um dos fundadores do Arraial do Pavulagem e autor de várias canções ao lado de Junior Soares.

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O Arraial do Pavulagem, criado em 1987, é um grupo musical paraense que trabalha com a rítmica da música tradicional produzida na Amazônia brasileira. Tambores, guitarras, carimbós, bois-bumbás e retumbões se misturam e formam a música apresentada pelo grupo.

Atualmente com 8 CDs gravados, todos com composições originais, o Arraial do Pavulagem segue sua carreira apresentando shows em excursões por várias cidades brasileiras.

Em 2004, através do projeto “Sonora Brasil” (do SESC), o Arraial do Pavulagem percorreu 64 cidades, de 14 estados brasileiros (Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Brasília, Bahia, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Goiás) mostrando sua música e vendendo seus discos.

O grupo bem conhecido por organizar os famosos arrastões que atraem milhares de pessoas às ruas de Belém nos meses de fevereiro, junho e outubro. O Arraial do Pavulagem, desenvolve ainda um projeto denominado Arraial do Saber – Educação Cultural na Amazônia Brasileira, ponto de cultura de Belém-PA.

A Banda:

Ronaldo Silva: compositor, músico e cantador
Junior Soares: compositor, músico e cantador
Marcelo Fernandes: guitarra
Rubens Stanislaw: contrabaixo
Edgar Júnior: Percussão
Rafael Barros: Percussão
Franklin Furtado: Percussão


Teatro Margarida Schivasappa - CENTUR
Av. Gentil Bittencourt, 650
Dia 21 de janeiro, quarta feira às 20h,
Ingressos: R$ 10, 00 (estudantes pagam meia)
A bilheteria abre a partir das 17h.
Quem comprar o DVD ganha um ingresso
arraialdopavulagem.com


— VI PRÊMIO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO DE FOTOGRAFIA —

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia realiza em 2015 a sua 6a edição. Trata-se de um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade. Aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no País, o Prêmio é promovido pelo jornal Diário do Pará e conta com o patrocínio da Vale e com as parcerias do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA e do Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA).

São três prêmios no valor de R$ 10.000,00 cada. Os selecionados e premiados participarão da Mostra VI Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, na Casa das Onze Janelas, que ocorrerá no período de 22 de abril a 28 de junho. Com o tema Tempo Movimento, o objetivo desta edição é abrir espaço para propostas em fotografia, vídeo, instalações, projeções e trabalhos que misturam suportes.

O projeto selecionará e premiará obras que estabeleçam dinâmicas de mobilidade da imagem, seja ela fixa ou em movimento, seja congelando ou expandindo a ideia de tempo. Além disso, o projeto incentivará a educação e a pesquisa com uma programação de palestras, encontros com artistas, oficinas e atividade educativa com as escolas. Participe!

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VI Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia – 2015

Tempo Movimento

O corte no tempo e no espaço efetuado pelo ato fotográfico iniciou uma era de profundas mudanças na produção de imagens e na construção de novos modos de representação. Entre as diversas experiências possibilitadas por meio da fotografia estão a suspensão do tempo e a fixação do instante.

Diante de um acontecimen- to, no frescor do fluxo da vida, o ato fotográfico reage congelando o momento e “eternizando o instante” como fomos acostumados a pensar. Tais constatações embrionárias foram, em certo sentido, naturalizadas e ainda permanecem vivas em nossa experiência cotidiana. No entanto, o campo da arte contribuiu para que essas primeiras percepções fossem desdobradas em camadas e construídas em procedimentos cada vez mais distintos.

O surgimento do cinema – fotografia fixa em movimento – veio expandir o sentido de tempo já potencializado pela fotografia e instaurou na imagem técnica suas capacidades narrativas. Na medida em que o cinema avança, a fotografia vai buscar no exercício da série um alimento necessário, utilizando-se desse aspecto para narrar acontecimentos e ampliar a noção de realidade.

Atualmente, já no contexto dos processos digitais no qual a mistura entre cinema, vídeo e fotografia trabalha a favor das narrativas pessoais, das pequenas histórias e ainda da reconfiguração descritiva da vivência social, os artistas da imagem utilizam a fotografia como experiência de um tempo que dura.
Os fotógrafos trabalham o vídeo como um processo desdobrado da experiência fotográfica cujo tempo não foi cortado somente uma vez; foi fatiado em séries, planos-sequência, polípticos. O movimento não é percebido somente no cinema ou no vídeo; está na aparente fixidez de imagens fotográficas montadas em blo- cos, conjuntos, sequências ou inseridas em instalações.

A sexta edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia convoca os artistas a apresentarem trabalhos que estabeleçam essas dinâmicas de mobilidade da imagem, seja ela fixa ou em movimento, seja congelando ou expandindo a ideia de tempo.

Mariano Klautau Filho
Curador Geral VI Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

Inscrições abertas até 14 de fevereiro de 2015:
www.diariocontemporaneo.com.br



ARTES PLÁSTICAS
• ARTES PLÁSTICAS

— OCUPAÇÃO REATOR —

Um mundo estonteante de cores, sons, movimentos, que envolvem o público e o transportam para outras dimensões: é assim a Ocupação que o Reator - estúdio de liberdade criativa gerado por Nando Lima - está fazendo na Casa das 11 Janelas. Das 10 horas da manhã às 10 da noite, a Ocupação recebe, durante todo o tempo que permanece aberta, constantes fluxos de visitantes, estimulados a interagir com os elementos disposto em seu ambiente.

Ao longo do dia a programação inclui, separados ou simultaneamente, desde a projeção de filmes com hora marcada à exibição permanente de vídeos sobre telas ou sobre cabeças moldadas em papel, até leituras dramáticas e performances com bonecos de Jeferson Cecim, improvisos criativos de Nando Lima e intervenções de outros performances - como o travesti que percorre as quatro salas da ocupação, em trajes sumários, seduzindo os visitantes.

A liberdade é total, e disponível não somente para os artistas, também para o público, estimulado a usá-la como quiser. Nando Lima, articulador da Ocupação, em parceria com vários outros artistas, define o ambiente como “um lugar de trabalho permanente, um “túnel” interativo, com conversas, troca de experiências, exercícios de linguagem - é um lugar de passagem, mas, principalmente, um ambiente de confluências com atmosferas diferenciadas, em permanente alerta ao ato criativo, as subjetividades, a filosofia, ao risco”. Enquanto os artistas da Ocupação se expõem ao “risco criativo”, o único risco para os visitantes será fazer descobertas inusitadas, através de uma prática da arte aberta a todas as inovações.

Perguntado sobre se Belém está dando mais atenção aos espaços alternativos, Nando Lima afirma: “Parece que estamos percebendo, finalmente, que a liberdade de criação cabe em grandes e pequenos frascos, e que essas essências podem ser raras, cabendo a nós decidir a quem queremos oferecer”. O artista considera a Ocupação Reator uma afirmação desses espaços de liberdade. “A Ocupação engloba quase tudo que fizemos desde 2010, quando abri o Estúdio Reator. O programa foi elaborado com meus parceiros de trabalho: fizemos reuniões, visitas ao espaço a ser usado - a sala Valdir Sarubbi - para prospecção, a construção do espaço virtual, no “Second Life”, do ambiente da Ocupação Reator. O resultado mostrado na Casa das 11 Janelas é uma mistura de vídeos, fotografias, sonoplastias, objetos e adereços cenográficos, construindo um ambiente para a convivência e o estímulo entre o público e os artistas. O público vai entrar em contato com que eu classifico como “contemporânea híbrida”: exercícios que mesclam linguagens, ideologias e pessoas”.

Vicente Cecim
( Jornal: O Liberal)

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Programação Completa

De 08/01 a 23/01 | Casa das Onze Janelas

– Dia: 08/01 (quinta-feira) | Hora:19h
ABERTURA da OCUPAÇÃO REATOR

DIAS: 09, 10, 11 (sexta, sábado e domingo)
Hora: 15 às 19h | FUSÃO 1- MODOS Híbridos

Programa: gravação em vídeo com depoimentos de artistas que passaram pelo REATOR e suas propostas. Dirigido e gravado pela Ana Lobato e o Marcelo Rodrigues.

Essa atividade acontece de maneira aberta dentro do espaço da Ocupação, de forma que imediatamente após a gravação os arquivos de vídeo se incorporarão, ao acervo do Reator que estará sendo mostrado.

DIAS: 10/01 (sãbado) | Hora: 19h
Lançamento do Filme: ROSALINA
Direção: Ana Lobato

DIAS: 13, 14, 15, 16, 17 (terça, quarta, quinta, sexta e sábado)
hora: 15 às 19h | FUSÃO 2 - A casa da PERFORMANCE
Artistas e interessados em geral, inscritos no dia da Abertura da Ocupação Reator.

Programa: Performance, interações e exercícios de linguagem; que acontece dentro da OCUPAÇÃO REATOR , haverá temas para debate, exercícios sensoriais, durante 4 dias seguidos, de maneira a construir uma performance a ser mostrada no dia 17.

DIAS: 20, 21, 22, 23 (terça, quarta, quinta e sexta)
hora: 15 às 19h C.H. 20h | FUSÃO 3 - wokshop RESOLUME
Com: Nando Lima.

Programa: Noções básicas de RESOLUME, programa para interações em performances com vídeo e som.

1. Modo de Construção de "Composições" no RESOLUME
2. Interação entre som e imagem
3. Clímax : apresentação final

Casa das Onze Janelas
Laboratório das Artes
Praça Frei Caetano Brandão s/n - Cidade Velha
De 08 a 23 de janeiro, às 19h30
Visitas: De 05/11 até: 18/12 de 2010
Terça a sexta, 10h às 18h
sábado e domingo: 10h às 16h
feriados: 9h às 13h
Informações: 91 4009 8825 / 8823
onzejanelas@gmail.com


— IMÊMORES VOOS | ALBERTO BITAR —

O paraense Alberto Bitar abre na próxima quarta-feira, dia 17, às 19 horas, na Galeria Gratuliano Bibas, na Casa das Onze Janelas, a exposição Imêmores Voos. A mostra de fotografia revela o olhar do artista sobre aviões esquecidos e deixados à sorte da ação do tempo. A série de imagens explora o universo de aeronaves abandonadas às margens da pista do aeroporto Brigadeiro Protásio de Oliveira, na capital paraense, e duas pistas no município de Santarém.

Na exposição, resultado da bolsa de criação artística do Instituto de Artes do Pará (IAP) 2014, o fotógrafo registra o estado de decomposição de cascas e até o interior de modelos que fizeram e ainda fazem história na aviação da Amazônia, especialmente entre as décadas de 1960 e 80. Alguns exemplos, como o Bandeirante, Brasilia, Cessna 401 e 402, Sertanejo, Skylane, dentre outros que cruzavam os céus sob a mata verdejante da região e hoje estão tomados pela trama do matagal onde foram deixados, integram a mostra que traz Alberto Bitar de volta à Galeria Gratuliano Bibas pouco mais de um ano depois da exposição “Corte Seco”.

O registro ora com caráter mais documental, ora com o movimento e delírio que marcam a obra do fotógrafo, continua tratando de temas latentes em seu trabalho, como a memória. “Quando bem criança, me perguntavam o que iria ser, sempre respondia que seria aviador, mas a vida acabou me afastando desse objetivo e a fotografia ocupou esse espaço, esse desejo”, conta Alberto Bitar.

Filho do comandante Brahim Bitar, Alberto também retorna aos voos que fazia na companhia do pai, além de prestar uma homenagem a tantos outros aviadores que voaram no espaço aéreo amazônico, por muitas vezes a serviço do Estado, da comunidade e sociedade. “Me utilizar dessas memórias na produção dos meus trabalhos autorais em fotografia e vídeo tem sido bastante recorrente e prazeroso. Em Imêmores Voos, além de uma homenagem aos aviadores que cruzaram a Amazônia, também traz pra mim o sentir saudade, pois era frequente, enquanto fotografava, lembrar das viagens que fiz com meu pai nos bimotores que ele pilotava”, recorda.

Com apoio da Infraero, a produção do trabalho contou com investidas no interior de Santarém, e diversas visitas ao aeroporto Brigadeiro Protásio Oliveira, no bairro do Marco. A captura das imagens, em diferentes turnos do dia, contou com o uso da baixa velocidade da câmera, também muito recorrente na obra do fotógrafo.

Inicialmente, as imagens seriam produzidas somente ao anoitecer, à noite e ao amanhecer, mas acabei modificando a abrangência espacial, pois além de fotografar em Belém, comecei a fotografar em Santarém e lá, pela distância de onde estava até a pista, e pelo tempo que dispunha, acabei tendo que fotografar de dia e gostei do resultado”, descreve. (Jornal O Liberal)

Espaço Cultural Casa das Onze Janelas
Galeria Gratuliano Bibas
Praça Frei Caetano Brandão, s/n - Cidade Velha
De 17 de dezembro a 18 de janeiro de 2015
Visitas: De terça a sexta, das 10h às 18h.
Sábado, domingo e feriados, das 10h às 14h.



DANÇA •
TEATRO
• CINEMA

— SONHOS QUE HABITAM EM NÓS —
• Sônia Situba e Lilian Tícia •

"Sonhos que habitam em nós" por Sônia Situba e Lilian Tícia

Sônia Situba e Lilian Tícia apresentam a performance literária “Sonhos que habitam em nós”, baseada no livro "Menino Astronauta", do escritor paraense Daniel da Rocha Leite. Um convite para viajarmos no "Mundo da Lua" e nunca deixarmos de alimentar os sonhos bordados dentro de nós.

SESC Boulevard
Castilho França, 522/523 - Campina
( em frente à Estação das Docas).
Dia 24 de janeiro (sábado), às 11h
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005 9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br


Entrada Franca



MÚSICA
MÚSICA

— SALOMÃO HABIB —

Salomão Habib é violonista, compositor, pesquisador e professor paraense e estará no ria 21 de janeiro, as 18h, no Sesc Boulevard, apresentando um show reunindo repertório de seu mais recente trabalho de pesquisa musical, intitulado “Violões do Pará”, viabilizado com o patrocínio do Sesc Pará.

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Salomão Habib nasceu em Belém do Pará, é músico autodidata, pesquisador, compositor de música erudita e regional paraense, professor de musicalização e violão clássico, formado pelo Conservatório Estadual Carlos Gomes de Belém.

É concertista e compositor desde 1986, possuindo trabalhos divulgados na França, Alemanha, Portugal, Cuba, Japão, Bélgica, Paraguai, Argentina, Colômbia, Estados Unidos, Holanda e República Tcheca.

Foi professor fundador da Universidade do Estado do Pará de 1992 a 1994 no curso de Educação Artística com Habilitação à Música; foi membro do Conselho Estadual de Ensino do Estado do Pará e Curador do Instituto Itaú Cultural na cidade de São Paulo.

Compôs a peça Suite das Amazonas, lançada em turnê mundial no projeto Worldwide Guitar Connections interpretado pelo violonista Fabrício Mattos.

É, atualmente, diretor do Teatro Experimental Waldemar Henrique na cidade de Belém.

Além do violão, Salomão Habib toca e pesquisa os seguintes instrumentos: Viola Caipira, Vihuela, Alaúde Árabe, Alaúde Turco (Saz), Violão Tercino, Violão Decacorde, Violão Hexacorde e Cuatro Venezuelano.

SESC Boulevard
Castilho França, 522/523 - Campina
( em frente à Estação das Docas).
Dia 21 de janeiro (quarta), às 18h
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005 9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br


Entrada Franca


— QUARTETO DE CORDAS —

A partir do convite do Gerente da Casa da Música do Sesc, Admir Silva, e da Instrutora Técnica Kátia Neves (ex- Gerente da Orquestra Sinfônica Altino Pimenta da EMUFPA), o Quarteto de Cordas foi formado em 2014 para realizar um Recital de música erudita, incluindo repertório regional e popular. Fazem parte Abrão Josué Vieira Paurá e Felipe Alves nos violinos, Eduardo Lima Florentino na viola e Ana Raquel Rolim Sales Fernandes no violoncelo.

SESC Boulevard
Castilho França, 522/523 - Campina
( em frente à Estação das Docas).
Dia 22 de janeiro (quINta), às 18h
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005 9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br


Entrada Franca



OUTROS •
EVENTOS
• OUTROS

— EDITAL DO NÚCLEO DE PRODUÇÃO DIGITAL —

A partir desta sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014, o Instituto de Artes do Pará abre o novo edital do Núcleo de Produção Digital – NPD. As diferenças em relação ao ano passado estão, principalmente, no tempo de utilização dos equipamentos, incluindo as ilhas de som e imagem.

Produtores de audiovisual já podem contar novamente com a disponibilidade de equipamentos e ilhas de edição do Núcleo de Produção Digital – NPD.

Inaugurado em 2006 no Instituto de Artes do Pará, o NPD é um programa da Rede Olhar Brasil, vinculado ao Ministério da Cultura por meio da Secretaria do Audiovisual, num projeto implantado em diversos estados brasileiros. No Pará, a gestão cabe ao IAP e a co-gestão fica por conta da Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa), Instituto de Ciência da Arte (ICA/UFPA), Associação Fotoativa e Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABDeC/PA).

Em seus 8 anos de criação, o NPD tem sido um dos maiores fomentadores do aperfeiçoamento técnico e artístico dos produtores audiovisuais do estado. Cineastas importantes como Lucas Escócio, Roger Elarrat e Marcelo Rodrigues, entre tantos, participaram de algumas das oficinas oferecidas pelo Núcleo. Outros como Januário Guedes, Luiz Arnaldo Campos e Priscilla Brasil já foram contemplados com o equipamento disponível no edital.

O edital segue aberto até o dia 10 de dezembro e contempla as produções de pessoas físicas, os chamados produtores independentes. Podem se candidatar projetos de ficção, documentário, vídeo-clip, vídeo-arte, experimental e animação. O interessado deve preencher a ficha de inscrição (anexa ao edital), especificar os equipamentos necessários e assinar ao termo de responsabilidade; o prazo de empréstimo de material é de 10 dias.

De acordo com Afonso Gallindo, gerente do NPD, a análise do material enviado é apenas técnica, para garantir a integridade do material. “Não existe uma análise estética. O que precisamos para liberar o equipamento é de um profissional da área, por isso a análise é técnica”, explica.

Afonso ressalta ainda a importância da parceria com o Centro de Audiovisual Norte e Nordeste, o CANNE, pela qual são realizadas as qualificações dentro do Núcleo, com alguns dos maiores profissionais brasileiros. “A parceria feita com o CANNE já existe há 4 anos e é fundamental. Eles nos proporcionam oficinas com pessoas de peso de todo o lugar do Brasil. Já foram ministradas oficinas com o diretor Marcelo Gomes; Alziro Barbosa (diretor de fotografia); diretor Dib Lufti; Virginia Flores; montadora de som e imagem e vários outros”, pontua o gerente.

Ainda neste primeiro semestre novos cursos e oficinas serão oferecidos no Núcleo.


Edital do Núcleo de Produção Digital Belém
Período de utilização: 28 de fevereiro à 10 de dezembro de 2014
Após o preenchimento das fichas contidas no edital, o produtor
pode procurar o NPD, das 9h às 16h, de segunda à sexta-feira.
Para acessar o edital clique aqui.


— BELÉM AOS 80 —
http://youtu.be/7tQAyCFn-Mo

 

No início da década de 1980 havia certa efervescência cultural, fruto de um processo político liberalizante depois dos anos de chumbo que vivemos, e uma grande ansiedade por mudanças. Surgiram iniciativas na área artística que contribuíram para um novo olhar sobre nossas idéias, costumes, valores sociais e morais. Nascia uma grande cumplicidade entre as pessoas e uma participação viva em qualquer evento que trouxesse o adjetivo “arte” em seu script. A inquietação era tanta que movimentou desde grupos alternativos, que romperam paradigmas na forma de apresentar seus trabalhos, até a explosão do talento da criação artística que delineou e legitimou toda a arte contemporânea produzida em nossa cidade posteriormente. Resumidamente, os anos 1980 vão ser lembrados como um marco na vida de todos aqueles que o vivenciaram como criadores ou participantes ativos dessa geração e como herdeiros de uma década que mudou toda uma história de viver e fazer arte em nossa região. "Belém Aos 80" é uma visita a alguns personagens e movimentos que marcaram esses anos na cidade, registrando momentos de exaltação sócio-cultural da época.

• • • FICHA TÉCNICA • • •

  • Direção e Roteiro:
    Alan Kardek Guimaraes

  • Argumento:
    Januario Guedes

    Celso Eluan Lima

  • Fotografia e Câmera:
    Diógenes Carvalho Leal

DOE UM INSTRUMENTO

Cavaquinho, violão, banjo, atabaque, trumpete, todos os instrumentos que produzem sons e estão esquecidos na sua casa podem transformar os sonhos de jovens atendidos pelas oficinas da Fundação Curro Velho. Esse é o objetivo da campanha de doação de instrumentos musicais que a instituição está realizando durante este ano.

Todos os instrumentos musicais serão recuperados em um espaço para reparo e construção de novos instrumentos. Se você tem violão, violino, violoncelo, viola, piano, saxofone, flauta, gaita ou qualquer instrumento, que esteja danificado ou sem utilização, faça sua doação para o Curro Velho.

Todos os instrumentos de corda que forem doados para a instituição serão trabalhados na Lutheria. A intenção da campanha de doação de instrumentos é que todos abracem a causa de doar um instrumento e realizar o sonho dos jovens atendidos pelo Curro Velho.

As doações dos instrumentos podem ser feitas na sede do Curro Velho, localizada na rua Professor Nelson Ribeiro, nº 287, bairro, Telegráfo ou na sede da Casa da Linguagem, na

Fundação Curro Velho
Rua Prof. Nelson Ribeiro, 287 - Telégrafo
Contato: 91 3184-9100
E-mail: fcv@currovelho.pa.gov.br

Casa da Linguagem
Avenida Nazaré, nº 31.
Informações: 91 3241-9786



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