O Cultura Pará criou a Agenda da Semana com o objetivo de publicar neste espaço as manifestações artísticas de nossa região seguindo a mesma linha de trabalho proposta pelo site. Festas, eventos em bares e outras locações em que a arte não seja objeto prioritário, não serão contemplados. Os interessados deverão enviar a programação, acompanhada de release e uma imagem representativa, até segunda-feira (às 19h) de cada semana. Esta agenda tem o apoio da Sol Informática.

DESTAQUE •
DESTAQUE DESTAQUE

— [ ENTRE ] UM LAPSO GOSTOSO —

No Centro Cultural do Carmo, haverá um grande evento artístico-cultural envolvendo Artes Visuais, Mapping, Vídeo Art, Cinema, Música, Poesia e Bazar com obras de artistas locais. Acontecerá entre os dias 27 de novembro e 18 de dezembro, sempre as quintas-feiras. Haverá participações no projeto de P.P. Condurú, Kauê Lima, Juliana Notari, Felipe Cordeiro, Adriano Barroso, Arthur Nogueira, Diogo Vianna, Luciana Magno, VJ Bode, Ramiro Quaresma e Arthur Kunz.

Centro Cultural do Carmo
Praça do Carmo, 40 – Cidade Velha
De 27/11 a 18 de dezembro (às quintas)
centroculturaldocarmo@gmail.com


— CINEMATECA PARAENSE —

Acredito que o grande destaque que o blog Cinemateca Paraense identificou na cena cinematográfica paraense em 2012 foi esta série de documentários realizado pela produtora Greenvision. O projeto Música & Imagem: Documenta é uma grata surpresa e acredito que sem grande alarde fez um trabalho de preservação da história da música paraense nunca antes realizado. O corte seco e bruto aliado a qualidade de captação de imagem e som tornam essa série de documentários um material fabuloso de pesquisa que precisa ser divulgado. Destacamos entre eles o documentário sobre a música transmórfica de Albery Albuquerque, o excelente panorama sobre a Casa do Gilson e a descoberta sobre o paradeiro do hitmaker do brega Juca Medalha. Os vídeos são longos para o padrão comum da internet,com cerca de 10 minutos em média, mas são evidentemente fruto de um trabalho paciente de registro da memória oral desses artistas, sem pressa, como um bom bate-papo cheio de histórias bacanas. Os documentários em questão fazem parte de um projeto maior do Conexão Música e Imagem, patrocinado pelo Conexão Vivo, via Lei de Incentivo SEMEAR com apoio institucional da Fundação Tancredo Neves. Segundo a descrição no canal do YouTube “o projeto tem como objetivo gerar visibilidade da cena artística e musical do paraense através da produção de videoclipes e registro documental de artistas e bandas locais”. Segue abaixo os documentários em questão pra vocês conhecerem as histórias e estórias da música feita no Pará.

Ramiro Quaresma

 

 

— GALERIA THEODORO BRAGA | EDITAL DE PAUTA 2015 —

Desde segunda-feira, dia 03 de novembro de 2014, foi aberto o edital de pautas para ocupação da Galeria Theodoro Braga em 2015.

Está disponível na página da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (FCPTN/Centur) o edital completo com ficha de inscrição e planta da galeria. O edital será publicado amanhã no Diário Oficial do Estado.

Em 2014, seis exposições foram contempladas. Para 2015, serão sete pautas a entrar em exposição a partir do mês de março. As inscrições vão até o dia 17 de dezembro de 2014, de segunda a sexta-feira, de 09 às16h, na Galeria Theodoro Braga.

O período de avaliação dos projetos será de 05 a 09 de janeiro de 2015. A divulgação do resultado da seleção é dia 12 de janeiro de 2015.

EDITAL EM PDF: migre.me/mLT6U

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A Galeria Theodoro Braga surgiu na década de setenta, por uma iniciativa do Governo Estadual, e funcionou nas dependências do Teatro da Paz até o ano de 1985. No momento de mudança política — saída do governo militar para o governo eleito por votos diretos — foi inaugurado um novo complexo cultural, que mais tarde se tornaria a Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves. A Galeria Theodoro Braga começou a compor este complexo em 1986, tendo como primeira exposição a mostra “Ouro Preto”, do artista plástico Carlos Scliar. Desde então, a Galeria Theodoro Braga constitui-se num dos mais importantes espaços culturais do cenário artístico de Belém, e nesses 29 anos de existência sua missão consiste em estudar, incentivar, dar visibilidade e difundir a arte paraense e brasileira, tornando-a acessível ao maior número de pessoas possível.

Galeria Theodoro Braga
End: Av Gentil Bittencourt, 650
Centur (esquina da Rui Barbosa)
Inscrições até 17 de dezembro
Horários: segunda à sexta de 9h as 16h
Informações: 91 3202 4313 
galeriatheodorobraga@gmail.com


— MIGUEL CHIKAOKA | OFICINAS | EXPOSIÇÃO —

O fotógrafo Miguel Chikaoka apresentará a instalação “Águas emendadas” a partir do próximo dia 30, na cidade de Montevidéu, no Uruguai. Em um espaço do Centro Municipal de Fotografia de Montevidéu, com 17 metros de comprimento por seis metros de largura, estarão imagens produzidas por habitantes da capital uruguaiana e de Belém do Pará. A mostra, que integra a programação paralela do evento "Jornada:10 - Fotografía y Educación", poderá ser visitada até fevereiro de 2015.

Montevidéu é banhada pelo Rio da Prata; e Belém, pela Baía do Guajará. Para Miguel Chikaoka, é a água que unirá as duas cidades latinas nesse processo criativo e educacional. "As bacias e os rios vão se interligando entre si, até que se constata que os dois centros urbanos estão unidos de alguma forma", diz o fundador da Associação Fotoativa. Com base nessa ideia, ele organizou as oficinas de "Câmera obscura", "Mini pinhole" e "Pincel de luz", que serão executadas nas duas cidades, concomitantemente, de hoje (10) até o próximo domingo (16), de forma gratuita.

Crianças a partir de 8 anos de idade, acompanhadas por um responsável e, também, adolescentes, jovens, adultos e idosos podem se integrar ao projeto “Águas emendadas”. Cada um terá a possibilidade de produzir imagens por meio da técnica Pinhole, e fixá-las em um papel fotográfico no tamanho de 4 cm x 4 cm. E, também, utilizar idêntico pedaço de papel, com essa mesma dimensão, para criar outras imagens por meio de uma pequena quantidade de líquido revelador. Esta última técnica tem a denominação de "Pincel de luz".

Na capital paraense, Miguel Chikaoka estará disponível na sede da Associação Fotoativa, que fica no bairro da Campina, no horário que for agendado pelos interessados, por meio de telefone fixo, celular, e-mail ou Facebook. E, na hora previamente acordada, o autor do projeto e monitores estarão à disposição para repassar informações sobre as duas técnicas, a fim de que se produzam as imagens que vão compor a instalação “Águas emendadas”, a ser montada em Montevidéu, que tem apresentação da professora universitária Marisa Mokarzel.

Sob a orientação e a coordenação de Miguel Chikaoka, as mesmas atividades estarão ocorrendo na capital uruguaiana, por instrutores e animadores que atuam junto a instituições como, Foto Club Uruguayo, Taller Aquelarre, Residencia Vatelón, Centro Cultural Kavlin, ONG El Abrojo e Centro Morel. Ao final das oficinas, nas duas capitais, será iniciado o processo de edição, onde ocorrerá a seleção das imagens que vão integrar painéis com mini pinholes e tecidos translúcidos com os resultados da técnica "Pincel de luz".

"Águas emendadas"

Quando Miguel Chikaoka viajar de Belém para Montevidéu gostará de ter na bagagem, centenas de imagens criadas por mini pinholes e por "Pincel de luz". E começará a montagem da instalação. "Nas extremidades da sala, serão instalados painéis com uma imagem antiga de cada uma das cidades. Essas imagens serão constituídas por milhares de mini pinholes numa relação inversa. De um lado, as produzidas em Montevidéu deverão compor uma imagem de Belém. Do outro lado, a imagem de Montevidéu será constituída por imagens produzidas em Belém", conta.

No espaço entre os dois painéis, ficarão suspensos tecidos translúcidos estampados com desenhos de peixes criados por meio da técnica pincel de luz. "O mote inspirador desses desenhos será o repertório do nome de peixes que povoam as bacias do Prata e do Amazonas", acrescentou. E finaliza: "No meio do salão, estará um utensílio para coleta de água, produzido a partir do fruto da cuieira e muito comum aos povos ribeirinhos, dando a ideia da existência de um olho d'água, de uma nascente, em plena instalação. Entrelaçando os caminhos da água e da luz", finaliza.

Oficinas

Miguel Chikaoka pensa em iniciar as oficinas pela construção de um modelo de câmara obscura, com a utilização de papéis cartão, vegetal e alumínio. "O objetivo dessa atividade é introduzir o conhecimento sobre o funcionamento das câmeras mini pinhole", ressalta. Em seguida, cada participante terá à disposição uma pinhole, feita a partir do reaproveitamento de uma pequena embalagem. Em seu interior, colocará um pedaço de papel fotográfico para capturar a imagem que decidir fazer para participar da instalação “Águas emendadas”.

Na oficina "Pincel de luz", o participante terá em mãos um pedaço de papel fotográfico velado, um pincel, uma porção de revelador e outra de fixador. Ao molhar a ponta do pincel no líquido revelador e, em seguida, ao tocar ou fazer traços sobre o papel, estará sendo criada uma imagem. Segundo Miguel Chikaoka, os habitantes de Belém vão poder escolher o nome de um dos peixes da Bacia do Prata e, por sua vez, os moradores de Montevidéu, entre nomes de espécies da Bacia do Amazonas. No caso da vegetação, cada participante deverá tomar como lugar de partida o contato com a semente de uma dentre as centenas de espécimes que constituem o bioma do cerrado, região das águas emendadas. E conforme a apresentação de

Marisa Mokarzel, “águas emendadas” é um fenômeno hidrográfico que se refere às águas que partem de um mesmo ponto e fluem para lados opostos; neste caso, são as que nascem no bioma do cerrado, na região central do continente, formando a Bacia do Tocantins-Araguaia e a Bacia Platina.


Associação Fotoativa          
Tv. Frutuoso Guimarães, 615 – Campina
(entre as Ruas General Gurjão e Riachuelo)
De 10/11 até 16 de novembro (manhã/tarde/noite)
de acordo com pré-agendamento na Fotoativa
Público: Criança a partir de 8 anos (com responsável)
adolescente, jovem, adulto e idoso
Informações: 91 3347 2764 e 99983 3185
e-mail: mchikaoka@gmail.com
facebook.com/miguel.chikaoka


— ARTESESC CONFLUÊNCIAS —

O Confluências

Em um país de extensão continental, a diversidade artístico-cultural tem proporções equivalentes. Pensando nisso, o ArteSesc Confluências pretende analisar, mapear e difundir a produção artística desconhecida dos grandes circuitos brasileiros.

O Confluências convoca artistas, curadores, críticos e estudantes de artes dos estados do Pará, Paraíba, Piauí, Santa Catarina e Tocantins para trocar experiências por meio de encontros colaborativos com mediadores locais e visitantes – especialistas atuantes no circuito artístico nacional – com duração média de cinco meses (Fevereiro a Julho de 2015).

Serão oferecidas palestras, cursos e oficinas complementares aos estudos. Com este intercâmbio de saberes, será possível produzir uma análise ampla e detalhada do contexto regional, identificar e dialogar sobre agentes culturais, circuitos, tendências, temáticas, espaços, políticas, ideologias, tensões e pontos de confluência.

O Confluências pretende também divulgar novos talentos através de sua circulação nos espaços do Sesc e organizar material sobre a produção de arte brasileira contemporânea, disponibilizando-o para consulta pública através de uma plataforma digital.

Convocatória

Serão oferecidas 20 vagas por estado para pessoas que atuem no campo das artes visuais, tais como artistas, críticos, mediadores, pesquisadores, gestores, entre outros agentes culturais, residentes no Pará, Paraíba, Piauí, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Os candidatos selecionados que residam em localidade distante da cidade onde as ações serão realizadas poderão receber ajuda de custo, o que será analisado caso a caso.

O programa terá 3 (três) semanas de duração com carga horária de 20 horas cada, oferecidas pelos mediadores visitantes e locais, com intervalo médio de um mês entre cada uma delas. No intervalo serão promovidos debates, palestras e encontros para dar continuidade às discussões, com a participação de outros profissionais convidados. Serão conferidos certificados de participação àqueles que tiverem no mínimo setenta e cinco por cento de frequência às atividades propostas.

As inscrições podem ser feitas de 1º de outubro a 30 de novembro de 2014. Os candidatos serão avaliados por uma equipe formada por profissionais das Artes Visuais do Sesc e convidados. A lista de selecionados será divulgada no dia 20 de janeiro de 2015.

Para se inscrever, o candidato deverá enviar currículo e/ou portfólio e carta de motivação com, no máximo, 500 palavras, para confluências@sesc.com.br. A carta deverá conter as expectativas do candidato com relação ao projeto e o portfólio com o tamanho máximo de 4MB, deverá ser enviado por aqueles que produzam obras visuais, exposições etc.

Mediadores visitantes

Alexandre Sequeira
Artista plástico e fotógrafo, é Mestre em Arte e Tecnologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e professor do Instituto de Ciências da Arte da UFPA. Desenvolve trabalhos que estabelecem relações entre fotografia e alteridade social, participou de diversas exposições e festivais no Brasil e exterior. Tem obras no acervo do Museu da UFPA, Espaço Cultural Casa das 11 Janelas/PA; Coleção Pirelli/MASP e Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul.

Fernando Lindote
Artista visual, transita em várias linguagens: pintura, escultura, vídeo, instalação e desenho, realizando mostras individuais e coletivas nas mais diversas instituições do país. Participou da 29ª Bienal Internacional de São Paulo/2010; das exposições: Clube da Gravura do MAM São Paulo/2009; Dez + um. Arte Recente Brasileira, Instituto Tomie Ohtake/2006 e da 5ª Bienal do Mercosul /2005. Recebeu o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça FUNARTE, em 2009 e 2010.

Renata Voss
É fotógrafa. Atualmente cursa doutorado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Desenvolve trabalhos autorais desde 2004 e tem interesse por processos alternativos em fotografia, bem como na investigação dos diversos suportes que a fotografia pode assumir.

Mediadores locais

Daniele Zacarão – SC
Criciúma/SC, 1987. É artista e gestora cultural, bacharel em Artes Visuais (2009) e pós-graduanda em Educação Estética: Arte e as Perspectivas Contemporâneas (2010 - 2012) pela Universidade do Extremo Sul Catarinense Unesc. Coordena a Galeria de Arte Contemporânea da Fundação Cultural de Criciúma / Centro Cultural Jorge Zanatta, é membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Criciúma, da Associação Sul Catarinense de Artes Visuais ASCAV e do Coletivo MURRO.

Emanuel Franco – PA
Arquiteto, artista visual e curador. Professor do curso de Arquitetura e Urbanismo e coordenador da galeria de arte Graça Landeira da Universidade da Amazônia (Unama). Atualmente seu conteúdo artístico está voltado à visualidade popular do nordeste paraense e suas ações curatoriais no universo de produção dos artistas do interior do Estado do Pará.

Gustavo Carvalho (Guga) – PI
É mestre pelo programa interunidadades em Estética e História da Arte pelo Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC USP), com pesquisa sobre possibilidades da arte contemporânea no Piauí em diálogo com a filosofia de Walter Benjamin (2008-2010). É especialista, também pela USP, em Gestão dos Processos Comunicacionais, com pesquisa sobre crítica de arte e novos meios (2005-2006). Há três anos dedica-se a acompanhar de perto o trabalho dos jovens artistas em Teresina (PI), tendo organizado vários seminários, debates , laboratórios de criação , mostras de vídeo, cursos e exposições

Antônio da Cruz – SE
Pintor, atua como ilustrador, chargista, desenhista publicitário e técnico. Atualmente enfatiza a produção de esculturas em aço; foi presidente da Associação Sergipana dos Artistas Plásticos (Asap) e diretor da galeria de arte Álvaro Santos, do município de Aracaju. É cenógrafo e produtor; colaborador de jornais e revistas locais e ativista do Fórum Permanente de Artes Visuais de Sergipe.

Norma Brügger – TO
Bacharel em Artes Visuais, pós-graduada em Arteterapia em Educação Especial pela Universidade Federal de Goiás. Trabalha como arte educadora ministrando aulas de pintura, desenho e história da arte desde 1988 para os mais variados públicos. Desenvolve trabalhos artísticos com uma linguagem figurativa voltada para a fauna do cerrado e colagens abstratas geométricas.

Robson Xavier – PB
Artista Visual, Curador, Arte/Educador e Arteterapeuta. Coordenador Geral do Programa Associado de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba/Universidade Federal de Pernambuco. Professor Adjunto I e Ex-Chefe do Departamento de Artes Visuais - DAV (2004-2007) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

SESC Boulevard
Castilho França, 522/523 - Campina
(em frente à Estação das Docas)
Inscrições: 01/10 a 30/11
e-mail/inscrições: confluências@sesc.com.br
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005 9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br



— FECAM – FESTIVAL DA CANÇÃO EM MARABÁ —

Mais uma edição do Festival da Canção em Marabá (Fecam). Esta é a 18ª edição, organizada pela Prefeitura de Marabá, através da Secretaria Municipal de Cultura (Secult).

O festival é um dos mais importantes e concorridos do país, atraindo músicos de diversos estados e este ano virá cheio de novidades com oficinas e palestras, além de apresentações especais de grandes nomes da música brasileira.

Inscrições e Regulamento na Fan Page:
www.culturapara.art.br/images/agenda/FECAM_Regulamento.pdf
facebook.com/FestivalCancaoMaraba




LITERATURA
LITERATURA
• LITERATURA

— ANTONIO MOURA | DESPRÉS DEL DILUVI —

Será lançado no dia 20 de novembro, na Casa da Linguagem o livro "Després del Diluvi I altres poemes", do poeta paraense Antonio Moura. Este livro é uma edição lançada inicialmente na Catalúnia, Espanha, e reúne alguns dos melhores poemas de Antonio Moura, traduzidos para o catalão pelo poeta Joan Navarro.

Lançado recentemente na cidade de Valência, o livro, em edição bilingue, chega ao Brasil e oferece ao público leitor uma experiência mediada pela eficiente e sensível tradução de Joan Navarro.

Traduzida para vários idiomas como o inglês, o espanhol, o francês e o alemão, a poesia de Antônio Moura mostra-se, mais uma vez como uma das mais expressivas de nosso tempo. Reverberando seu rumor poético em outras dicções.

— • –

Antônio Moura começou publicando os livros “Dez” e “Hong King e outros poemas” que define como poesia identificada com o que passou a se chamar de construtivismo, “forma em que a materialidade do verbo está muitas vezes em primeiro plano ou mesmo de uma forma hegemônica, não que isso implique num formalismo vazio, mas existe um embate, digamos, físico com a palavra, então, são livros voltados mais para a microestrutura da língua”. O poeta diz que levou isso a tamanhas consequências, que a certa altura “bastou para mim!”. Foi aí que se voltou para “o que podemos chamar de macroestrutura da língua.” Seus novos livros marcam uma grande virada em sua poesia, que se volta para o ontológico e o metafísico. Não foi apenas um transformação literária, mas, também, o reflexo de acontecimentos de grande impacto em sua vida. Ela conta: “Na seara da vida, a morte teve papel fundamental nesta transformação, pois eu havia até visto a morte como ficção e lá um dia repente ela entrou na minha casa e foi levando uma por uma as pessoas mais queridas que eu conhecia. Então se abriu um enorme abismo feito de matéria invisível. Houve também um interesse maior pela filosofia.” Antônio Moura define essa virada em sua vida e obra com uma frase: “E é chegada uma hora em que é preciso enfrentar os grandes temas.”

A grande virada começou com “Rio Silêncio” e se prolongou através de “A sombra da ausência”, seu quarto livro editado no Brasil. A partir daí, o poeta experimentou se ver em outras línguas: começaram as traduções de suas obras. “Rio Silêncio” foi traduzido para o inglês, por Stefan Tobler, e ganhou na Inglaterra o Prêmio John Dryden. E ainda neste ano sai uma edição no México, em tradução de Victor Sosa para o espanhol. Diz Antônio Moura que esse ultrapassar as fronteiras do idioma português das suas obras se deve “exclusivamente a elas - costumo dizer que a obra anda e eu é que vou junto com ela, fazendo-lhe companhia.”

A relação entre a poesia de Antônio Moura e a natureza Amazônica foi vista assim por Paulo Ferraz, que escreveu sobre a tradução catalã do livro “Após o dilúvio”: “Sua poesia, recolhida em “Després del diluvi”, não nos convida a passear por uma paisagem tropical, antes ela nos arrasta para uma viagem pela linguagem, pois Moura emprega os recursos mais radicais para dar suporte a um torrencial discurso, mesmo que fragmentado ou enigmático, que articula sob o signo das águas um caudaloso pensamento filosófico que abarca mitos e cosmogonias do Ocidente e Oriente. Como resultado, temos uma poesia inventiva e exuberante que, tal como os rios amazônicos em suas cheias, arrasa o que está em sua frente, extravasando suas margens, cuja aparência é a da destruição, mas cuja essência é o renascimento, a fecundação. Sua poesia, ora límpida e ora turva, ora mansa e ora bruta, faz com que novas vidas brotem da lama que sobra de nossa rotina.” (ORMNews)

Casa da Linguagem
Avenida Nazaré, 31
(esquina c/Assis de Vasconcelos)
Dia 20 de novembro (quinta), 19h
Informações: 91 3241 9786


— WANDA MONTEIRO | MARIA HELENA LATINI —

O romance Duas Mulheres Entardecendo, de autoria das escritoras Wanda Monteiro e Maria Helena Latini, editado e publicado pela Editora Tempo, será lançado no dia 25 de novembro do corrente ano, no espaço cultural do SESC Boulevard, Belém do Pará. O romance é apresentado pelo prestigiado escritor, professor e crítico literário Paulo Nunes, tendo como resenha na quarta-capa o texto do escritor Daniel Da Rocha Leite e encerra com o Posfácio assinado pela escritora e poeta paraense Olga Savary. O livro é ilustrado por Maciste Costa que também assinará a criação e edição de sua capa.

Trata-se de um livro que apresenta dois romances entrelaçados onde as personagens que detêm a narrativa, dialogam em prosa poética sobre temas universais e questões existenciais, cujo eixo principal é o ato da escrita com sua silenciosa e solitária arquitetura. As escritoras fazem de sua lavra uma tessitura de memórias inventadas e dialogam sobre o sentido simbólico e filosófico dessa tessitura que se constrói e reconstrói desafiando as convenções cronológicas de tempo e espaço geográfico.

O lançamento - com sessão de autógrafos - apresentará ao público uma leitura dramatizada dos mais instigantes texto que fazem parte do romance , feita pela escritora Wanda Monteiro e por Alba Maria. No evento de lançamento contará com a participação de renomados artistas e poetas da cidade e será recebido no Bistrô do SESC Boulevard com a poesia e o canto de Alba Maria e Floriano.

O romance já está sendo roteirizado para ser apresentado ao público na cena teatral e têm seu lançamento nacional marcado para março – Agenda Cultural Semana da Mulher - de novembro no salão nobre do Teatro Municipal de Niterói e depois será levado à FLIP / Paraty e à Bienal do Livro do Rio de Janeiro/RJ e de Porto Alegre/RS e ainda nos principais espaços culturais do Estado do Rio de Janeiro como: Teatro Popular Oscar Niemeyer; Museu de Arte Contemporânea - MAC; espaço cultural do Museu Imperial do Catete e Solar do Jambeiro.

SESC Boulevard
Castilho França, 522/523 - Campina
( em frente à Estação das Docas).
Dia 25 de novembro (terça), às 18h
Informações: 91 3224 5305 / 5654 | 4005 9584
sescboulevard.blogspot.com
sescboulevard@gmail.com.br


• Entrada Franca •



ARTES PLÁSTICAS
• ARTES PLÁSTICAS

— PROJETO FOTOTAXIA —

O Projeto Fototaxia apresenta mostra parcial de resultados durante a Mostra de Saberes promovida pela Secretaria Municipal de Educação de Belém.

O evento acontece na Estação das Docas do dia 17 até o dia 19 de novembro (quarta-feira). Entre 09h e 21h você pode visitar o espaço e conferir fotografias e um videodocumentário em processo, produzido pelo Núcleo de Comunicação e Difusão.

Dia 18 de novembro, às 18h, Miguel Chikaoka fará uma palestra sobre o processo realizado com professores durante este ano.

Estação das Docas
Av. Boulevard Castilho França, S/N - Campina
De 17 a 19 de novembro
Telefone: 91 3212 5525
www.estacaodasdocas.com.br


— INSTÂNCIAS DA LUZ —

Os participantes do Lab.Círio – Laboratório de Criação em Narrativas Visuais apresentam exposição coletiva na Galeria Fidanza com seus recortes sobre o Círio de Nazaré.

Na continuidade das comemorações de seus 30 anos, a Fotoativa convida o público para a abertura da exposição Instâncias da Luz que acontece no dia 12 de novembro, na Galeria Fidanza – Museu de Arte Sacra de Belém. A mostra acontece como desdobramento do Lab.Círio – Laboratório de Criação em Narrativas Visuais, que tomou a manifestação cultural e religiosa do Círio de Nazaré como objeto de investigação, no contexto de sua declaração enquanto Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, no final de 2013.

A exposição se constitui de fragmentos visuais das narrativas apresentadas por cada artista durante a realização do Laboratório, que privilegiou a troca de olhares e experiências entre os participantes, mediadores, pesquisadores e fotógrafos. No decorrer da imersão criativa, que vem se desenrolando desde meados de setembro, os participantes conferiram contribuições dos experientes convidados Patrick Pardini, João de Jesus Paes Loureiro, Miguel Santa Brígida e Octávio Cardoso.

Segundo Cinthya Marques, uma das coordenadoras do Laboratório, “a exposição Instâncias da Luz surge simbolicamente do recorte e do entrelaçamento promovido pelos olhares dos participantes”. Já Allan Maués, também da equipe, afirma que “reunir olhares ímpares rumo a uma temática comum é permanecer no clima do Círio, momento no qual pessoas diferentes se juntam e se apertam pelas ruas de Belém, formando uma corrente humana com vida própria”. Rodrigo José, também mediador desta imersão criativa afirma que a exposição “é trazer a metáfora da união desses trabalhos em relação a corda puxada pelos promesseiros, pois ela também surge de um entrelaçamento e é elemento inanimado que esbanja vida pelas procissões”.

Com parceria da Protec e do Sistema Integrado de Museus, a exposição Instâncias da Luz apresenta um recorte de 24 imagens produzidas por 21 fotógrafos que se prepararam juntos para trabalhar artisticamente o Círio de Nazaré. Os artistas se muniram de fontes diferentes e compartilharam suas experiências uns com os outros. Desses múltiplos caminhos e encontros buscaram definir seu trabalho, para novamente compartilhar, renovando o ciclo e provocando novas leituras.

Artistas participantes:

Allan Maués · Arthur Santos · Breno Morais · Cecília L · Cinthya Marques · Franz Pereira · Guy Veloso · Jeff Alves · Karina Martins · Luana Lobato · Marcia Seabra · Natan Garcia · Paula Giordano · Renata Aguiar · Rodrigo José · Ronaldo Andrade · Rosyan Brito · Tarcízio Macedo · Tatiane Ximenes · Valério Silveira · Wal Flexa

Galeria Fidanza
Museu de Arte Sacra/Cidade Velha
Abertura: 12 de novembro (quarta), 19h
Período: de 13 de novembro a 14 de dezembro
Horários de visitação: 10h as 18h de terça a domingo
fotoativa.org.br/?p=4814
Contatos: 91 4009 8805 | 8838


— CASA DE FARINHA | PAULA GIORDANO —

É Tudo Verdade

Quando questionado sobre o que era uma boa foto, Kevin Carter, fotógrafo sulafricano,
vencedor do prêmio Pulitzer de 1994, respondeu que seria aquela que também faz
a pergunta. Assim são as fotos de Paula Giordano, nelas não espere encontrar a crueza do
realismo ou a vazia abstração, só aceita sob o pretexto da contemporaneidade semiótica. O
que se encontra capturada é a poesia emanada da realidade onde mergulhou sua lente e seu
olhar.

Qualquer que seja o tempo do homem na Amazônia é certo que a cultura da mandioca
o acompanha, quase sem alteração na maneira de feitura artesanal, a farinha para aqueles
que a fazem vai além de um mero alimento, pelo simples fato de ter como ingredientes
fundamentais o amor, a dedicação e o orgulho do resultado, fazendo da farinha uma obra.

São esses os ingredientes que compõem as imagens aqui reveladas por Paula Giordano, com sua
maneira particular de explorar ângulos e luz quase podemos sentir os aromas e sons da casa
de farinha.

A velha máxima que a arte imita a vida não faz sentido nas imagens de Paula. Aqui,
arte e vida se fundem na realidade da poesia, fazendo-me concordar com o poeta Ferreira
Gullar
ao dizer que arte existe porque a vida só não basta. Na casa de farinha de Paula
Giordano
é tudo verdade, a luz, os sons, os aromas e a poesia.

Bob Menezes

— • –

Paula Giordano, tem como enfoque do seu trabalho, o homem e suas diversas formas de expressão. Fotografia precisa ter emoção.

Sempre manteve relação com diversas formas de arte como pintura, dança e teatro; contudo, é no estudo da fotografia e no desenvolvimento de suas habilidades nesse universo, há cerca de cinco anos, que vem encontrando espaço para seu desenvolvimento artístico, pessoal, e a expressão de sua sensibilidade.

Sofre certa influência da temática social e cultural das obras de Portinari e Di Cavalcanti, do retratar a emoção. E ainda o cotidiano, a espontaneidade presentes na fotografia de Henri Cartier Bresson.

Procura não se prender a regras ou estéticas simplesmente, busca desafios a cada novo trabalho, o que lhe faz produzir trabalhos diversificados. Investe seu olhar qualificado na procura incansável pelo que há de sentimento na imagem.

Em 2013 teve sua primeira participação em concursos de artes, sendo selecionada para a XXII Mostra de Artes Primeiros Passos CCBEU, com a fotografia entitulada “Sem Farinha não há trabalho”. Atualmente está desenvolvendo projetos fotográficos voltados para a religiosidade, a relação do homem com o divino.

Galeria Theodoro Braga
End: Av Gentil Bittencourt, 650
Centur (esquina da Rui Barbosa)
Vernissage: dia 06/11 (quinta-feira)
Em exposição até 28 de novembro
Horários: segunda à sexta de 9h as 16h
Informações: 91 3202 4313 
galeriatheodorobraga@gmail.com


— PASSAGEM | PABLO MUFARREJ —

Passagem

Partindo da influência dos procedimentos técnicos e conceituais adotados na confecção de gravuras em metal(*) e de sua manipulação através de práticas pertencentes ao universo do desenho, da cor, da fotografia e dos variados recursos digitais disponíveis em alguns aplicativos para dispositivos móveis, a série Passagem aponta para possibilidades de construção da imagem, da gravura eletrônica e do múltiplo na atualidade. Por mais que a natureza desta série indique uma possível complexidade técnica como elemento constitutivo de seu "discurso", suas motivações se originam no desejo da representação da transitoriedade e da transcendência. Surgem da vontade e da necessidade de prosseguir minhas pesquisas com os meios que estão disponíveis, durante a lógica de minha mobilidade e de meu dia-a-dia.

Como ponto inicial destas "matrizes eletrônicas", são utilizados desenhos e fotografias que compõem páginas de antigos cadernos de artista, orações e registros de família, bem como arquivos depositados no computador e imagens apropriadas da nuvem.

São vínculos e veículos poéticos de tudo que está ao meu alcance, do olhar contemplativo, gráfico ou fotográfico, dirigido às plantas cultivadas por minha mãe; à radiografia de uma fratura recém adquirida. São experiências, acúmulos, resíduos do tempo, que tentam se reconfigurar como forma de resistência e busca espiritual. Gravadas como pequenas frestas de tempo, esses índices fantásticos podem revelar novas e múltiplas passagens para o existir.

Pablo Mufarrej

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(*) Durante a construção de uma gravura em metal, é necessário que se retire varias “provas de estado” (prova de estado em que se encontra a matriz naquele exato instante) para que a partir da análise destas provas, se possa prosseguir na construção de uma gravura e chegar ao resultado final.
Um aspecto interessante da gravura em metal é que suas técnicas envolvem processos diretos e indiretos. Sendo diretos aqueles em que se age (grava) diretamente sobre a matriz; e indiretos quando a gravação da matriz é submetida a procedimentos químicos com ácidos (mordente) ou com o auxílio de ferramentas específicas. Na impressão da gravura em metal é obrigatório o uso de uma prensa mecânica para imprimir a gravura, possibilitando assim o resultado final da estampa.

A gravura acontece em etapas, que vão do desenho, passando pela gravação e chegam impressão. A estampa final é resultado da união desses procedimentos. Portanto, concluo que este procedimento de ações por etapa foi introduzido à construção intelectual de “passagem”, como o próprio nome sugere.

Atelier do Porto
Rua Gurupá, 104 – Cidade Velha
(entre Dr. Malcher e Dr. Assis)
Em exposição até 29/11
De terça a sexta, das 10h as 17h
Aos sábados, das 10h às 16h
Informações: 91 3255 8816
atelierdoporto.blogspot.com
facebook.com/atelierdoportobelem


— ARTE PARÁ • 2014 —

A 33ª edição do Arte Pará foi inaugurada na noite de quinta-feira, 09 de outubro, no Museu do Estado do Pará (MEP), em Belém, com a abertura do salão ao público e a premiação das obras vencedoras. Vinte artistas foram selecionados e terão suas obras expostas até o dia 9 de dezembro nos três espaços do salão, que também ocupa o Museu Paraense Emílio Goeldi, no bairro de Nazaré, o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas e o próprio Museu do Estado do Pará (MEP), ambos no bairro da Cidade Velha.

Quatro artistas receberam a premiação máxima do salão e dividiram o valor R$ 35 mil reais, sem hierarquia entre as obras vencedoras. A paraense Luciana Magno foi premiada na categoria videoperformance, assim como a pernambucana Juliana Notari, com uma performance realizada em Belém. A dupla paulista Costa e Brito foi premiada na categoria vídeo, e Paul Setúbal, de Goiás, recebeu o prêmio na categoria desenho.

PREMIADOS

  • Luciana Magno (videoperformance)
  • Juliana Notari (performance)
  • Costa e Brito (vídeo)
  • Paul Setúbal (desenho)

Realizado pela Fundação Rômulo Maiorana, o Arte Pará 2014 recebeu cerca de 700 obras inscritas de todas as regiões do país, um aumento de 27% em relação ao número de inscrições de 2013. No entanto, o número de artistas selecionados foi reduzido de 25 para 20 na edição de 2014. "Tivemos uma preocupação muito grande de fazer com que o artista tivesse um espaço maior no salão. A nossa ideia é cada vez mais enxugar para poder proporcionar um prêmio maior para o artista", explica Roberta Maiorana, diretora da Fundação.

LISTA COMPLETA COM
OS 20 SELECIONADOS

  • Andrea Barreiro
  • Costa & Brito
  • Davilyn Dourado
  • Dirnei Freire Prates
  • Eduardo Ekman Simões
  • Elaine Arruda
  • Flora Romanelli Assumpção
  • Henrique Oliveira
  • José de Almeida Viana Júnior
  • Juliana Notari
  • Luciana Magno (Pará)
  • Luisa Nóbrega Silva
  • Mariana Pedrosa Marcassa
  • Melissa Barbery Lima (Pará)
  • Paul Cezanne Souza Cardoso de Moraes
  • Pedro David de Oliveira Castello Branco
  • Raquel Uendi Matusita
  • Ricardo “Villa” Gomes da Silva
  • Rodrigo Arruda Proto Gonzalez
  • Vitor Mizael Rubinatti Dias

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Dos quatro premiados no Arte Pará, apenas a dupla paulista Costa e Brito não esteve presente na noite de abertura do salão. Para o curador artístico do Arte Pará 2014, Paulo Herkenhoff, o trabalho da dupla se destaca pelos diversos resultados que apresentam a partir da interação com objetos e cenários comuns do dia-a-dia, como paredes, tábuas, cadeiras e escadas. "Um dos resultados é constituir um distanciamento do cotidiano com um desafio às leis da gravidade, e a partir desse inesperado, talvez eles estejam tratando de trazer uma leveza para a vida", comenta Herkenhoff.

A exploração dos limites humanos foi ressaltada pelo curador nos desenhos feitos com sangue pelo goiano Paul Setúbal. "Ele lida com o sangue como um tipo de signo material de uma pintura, e ao mesmo tempo como um símbolo da interioridade, do sujeito, mas também pensando nos limites de cada um de nós como corpo e como individualidade", detalha.

Filmada em um mausoléu do Cemitério da Soledade, a premiada videoperformance da pernambucana Juliana Notari também é destaque no salão. "Ela se propõe a fazer uma lavagem desse monumento, no processo ela vai deixar tudo limpo e a sua roupa, que era branca, vai se impregnar desse limo, desses signos da morte. A obra então trata a arte como algo que permeia tanto a nossa existência quanto a morte como dimensão da vida", diz Paulo.

Já a obra da paraense Luciana Magno é capaz de transcender fronteiras, na avaliação do curador. "A Luciana Magno tem feito uma grande viagem pela Amazônia e ao mesmo tempo ela usa seu corpo para fazer uma série de performances em que, sua presença ali como sujeito, traz uma possibilidade de debate sobre momentos culturais e sobretudo políticos da Amazônia. É uma artista que está contribuindo para uma cartografia do Brasil e da própria Amazônia, em termos de fenômeno natural e sociopolítico, que transcende as fronteiras do Brasil", conclui o curador.

Luciana já participou duas vezes do salão, e foi premiada pelo conjunto das duas videoperformances inscritas no Arte Pará. Na obra 'Pedra do Sol', a artista apresenta uma reflexão sobre os ciclos da vida. "São vídeos que foram feitos durante a minha pesquisa sobre a vegetação, do que é o corpo, da partícula de carbono, do ciclo da vida. A gente morre, vai pro chão, aquilo ali de alguma forma entra na terra e volta no formato de planta, os bichos comem e o ciclo do carbono está sempre se renovando, nada se perde, tudo se renova", comenta Luciana.

Na obra Transamazônica, a artista realiza uma performance resultante de viagens pela rodovia BR-230, conhecida popularmente pelo nome que intitula a obra. "Eu vou até a Transamazônica num período em que estão sendo construídas as usinas, onde são levantadas todas essas questões sobre o 'marketing' da Amazônia. O vídeo é um pouco disso, trazer essa Amazônia até um certo momento inebriada pela imagem do que seria a Amazônia e aos poucos ela vai se desvelando ao observador", explica a artista.

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O Projeto Arte Pará teve sua origem no início dos anos 1980, motivado por um desejo visionário do jornalista Romulo Maiorana de estimular a produção artística local, desejo esse que irá consolidar um dos projetos mais longevos no cenário nacional, constituindo-se em um dos mais significativos projetos de fomento, acesso e difusão artística no país. O Projeto Arte Pará que começou estimulando a produção artística local, incentivando e viabilizando oportunidades a artistas que hoje detém significativa carreira nacional e internacional, por meio de premiações e do fluxo de críticos e curadores, assa a ser um dos mais importantes projetos educativos pela arte do norte do país, integrando saberes, instituições de ensino, fomentando a participação de estudantes na construção do conhecimento e viabilizando acesso a arte a diversas camadas sociais, realizando ações inclusivas.

Rompendo as barreiras regionais, o Arte Pará se consolidou e como um evento que concentra um expressivo conjunto da produção artística nacional no Norte do Brasil ao longo dos meses em que suas ações ocorrem e passa, nos últimos anos, a apresentar conexões históricas internacionais, ampliando a compreensão da arte em sua dimensão social e política, por meio de convidados especiais. Nesse desenho, o local e o global se colocam em diálogo, revelando no Pará as transformações culturais que se viabilizam por meio da arte, entendendo esta como uma expressão que, por meio do Arte Pará, toma lugar no meio da vida dos indivíduos, na cidade, em seus lugares de valor simbólico, na própria vida. (via: G1 Globo)

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Obras em exposição:

  • Museu do Estado do Pará - MEP
    Praça Dom Pedro II, s/n. Cidade Velha
    Visitas: terça a sexta, das 10h as 18h
    Finais de semana, das 10h as 14h

  • Casa das Onze Janelas
    Praça Frei Caetano Brandão s/n - Cidade Velha
    Visitas: Terça a sexta, 10h às 18h
    Finais de semana e feriados: 10h às 22h
    Informações: 91 4009 8825 | 4009 8823

  • Museu Paraense Emílio Goeldi
    Av. Magalhães Barata, 376 - São Braz
    Telefone: 55 91 3182 3200 | 3231

Fundação Rômulo Maiorana
Av. Romulo Maiorana, 2473 – Marco
Em exposição até 09 de dezembro
www.frmaiorana.org.br | www.artepara.net
Informações: Tel. 55 91 3216 1142


— JAPANAMAZÔNIA – CONFLUÊNCIAS CULTURAIS —

Maniçoba, udon, frango no tucupi: o cardápio de um pequeno restaurante localizado em Tomé-Açú, no nordeste do estado do Pará, reúne a essência do livro “Japanamazônia – Confluências Culturais”, que apresenta fotografias e textos sobre o cruzamento entre os hábitos e práticas orientais e ocidentais na região amazônica. A publicação, já lançada em 2010, será agora relançada em coedição com a Pro Reitoria de Relações Internacionais da Universidade Federal do Pará (UFPA), em quatro municípios do estado onde estão as principais colônias de japoneses. A itinerância do Projeto “Confluências Culturais: Imigração Japonesa na Amazônia” foi contemplada com o Edital do Fundo Nacional de Cultura 2013.

Uma exposição com fotografias de Paula Sampaio, Miguel Chikaoka e Alberto Bitar – que retrataram os moradores paraenses com descendência japonesa – também integra o novo lançamento. As atividades iniciam no próximo final de semana, com lançamento no sábado (20), partir das 18h, no Hall da sede da ACTA-Associação Cultural e Fomento Agrícola de Tomé-Açú. Depois, o projeto segue para Santarém (30,31/10 e 1º/11), Monte Alegre (06, 07,08/11) e Santa Izabel do Pará (28/11). A data é emblemática: comemora-se no estado todo dia 20 de setembro o “Dia da Imigração Japonesa no Pará”, estabelecido pela Lei 7.319, de 15 de outubro de 2009.

A publicação foi idealizada por Makiko Akao e tem o selo da Kamara Kó Fotografias. A ideia de produzir o livro surgiu quando das comemorações pelos 80 anos da imigração japonesa para o Brasil, celebrada em 2009. “Provocar um novo olhar, capaz de identificar, no cotidiano, nas situações simples do dia-a-dia, a interligação entre as culturas japonesa e amazônida foi o desafio principal deste projeto.Coube aos fotógrafos registrar através de imagens a sutileza e a poesia dessa coexistência em diversos municípios do Pará, onde foi detectado que é possível ser brasileiro e ser japonês, reunindo, em um todo, as duas partes”, explica Makiko.

Ela diz ainda que as imagens revelam cenas comuns, hábitos que já possuem certa invisibilidade diante do forte entrelaçamento das culturas, tão distintas. Além disso, ela destaca que mesmo diante de um novo território com realidade diferenciada, foi possível deixar que as raízes do Japão não fossem perdidas.  A idealizadora acredita que o projeto dá continuidade à vocação da Kamara Kó, para preservar a memória cultural e contribuir para que haja uma compreensão cada vez mais aprofundada dessas confluências culturais.

O Japão na Amazônia

Para refletir sobre a produção de imagens de Paula Sampaio, Miguel Chikaoka e Alberto Bitar, o professor e também fotógrafo Mariano Klautau Filho descreveu que “encontrar o Japão em terras amazônicas no início do século XXI” é um trabalho delicado, exatamente por exigir nova compreensão do papel documental da fotografia e, além disso, por requerer sensibilidade para perceber histórias outras das pessoas e locais que foram retratados.

Tudo isso revela uma cultura que foi se estabelecendo, mudando, adaptando-se a um novo lugar e ao mesmo tempo perdendo e ganhando novas e antigas raízes, tanto amazônicas e paraenses como japonesas e orientais. As imagens falam mais de encontros, momentos, histórias particulares, casas, quintais, e especialmente de pessoas. Em cada série de imagens reencontramos um certo Pará oriental ou um certo Japão paraense”, explica Mariano Klautau.

Ele descreve também outras cenas apresentadas nas imagens: a Sra. Emi Oyama retratada na sala de sua casa, que inclui a figura de um Samurai e a imagem de Nossa Sra. de Nazaré, na cidade de Castanhal; a plantação de hortaliças em Santa Isabel, forte atividade econômica mantida pelos descendentes orientais até hoje na região; e ainda uma simpática vendedora de bentô, uma tradicional marmita japonesa, em sua bicicleta pelas ruas de Quatro Bocas, localidade de Tomé-Açú.



DANÇA •
TEATRO
• DANÇA

— TEMPER4MENTOS, QUAL O SEU? ——

O espetáculo de dança "Temper4mentos. Qual o seu?" terá sua estréia no dia 27 de novembro, no Teatro Universitário Cláudio Barradas. O espetáculo apresentado pelo alunos do Curso de Técnico em Dança 2013 ETDUFPA (Intérprete/Criador) na execução da disciplina Composição Coreográfica de Mariana Marques.

"Todos nós, herdamos um temperamento dos nossos pais. Este temperamento é a combinação de características congênitas que consciente ou inconscientemente, afetam nossos relacionamentos.

E além das características genéticas e hereditárias a ciência já tratou de provar que o ambiente em que vivemos também nos influencia. Estas características de temperamento podem durar algum tempo ou até uma vida inteira. Tudo depende da intensidade e de como lidamos com o nosso temperamento.

Normalmente um ou dois temperamentos são os predominantes e em algumas pessoas é bem fácil identificá-los, bastando estar com essas pessoas por algumas horas, mas será que essa predominância é saudável para nós seres humanos em evolução?"

Sandra Belleza Novelli

Teatro Universitário Cláudio Barradas
Rua Jerônimo Pimentel,  546 - Umarizal
(esquina da D. Romualdo de Seixas,
ao lado Escola de Teatro e Dança da UFPA)
De 27 a 30 de novembro, as 19h30
Ingressos: R$ 10,00 (meia: R$ 5,00)
tel: 55 91 3249 0373



OUTROS •
EVENTOS
• OUTROS

— OFICINA DE PORTIFÓLIO | CAMILA FIALHO —

Destinado a artistas, fotógrafos, designers e profissionais da criatividade que tenham interesse em pensar e apresentar o seu trabalho durante a montagem de seu próprio portfólio.

A elaboração de um portfólio e sua constante atualização mostra-se hoje uma ferramenta fundamental para garantir a apresentação e circulação de trabalhos desenvolvidos, seja no campo das artes visuais, da fotografia quanto nas esferas da criatividade, tanto para inscrição em editais, participação em salões de arte ou fotografia, mostras coletivas, como para concorrer a bolsas, residências ou prestar qualquer outro processo seletivo nessas áreas.

Tal tarefa, no entanto, se mostra muitas vezes difícil quando estamos muito habituados com nosso próprio fazer, sem termos o distanciamento necessário para examinar, organizar e mesmo hierarquizar a apresentação de nossa própria produção.

Voltado para artistas e profissionais da criatividade que queiram pensar e organizar o seu trabalho em diálogo com outros agentes da área, a oficina propõe um exercício prático para elaboração de portfólios, contemplando desde a seleção dos trabalhos e sua sistematização, quais informações devem acompanhá-los, como exibi-los, até sua apresentação para o grande grupo.

Para além da elaboração do portfólio em si, os encontros mesclam atividades de ordem prática e contemplam apanhados pontuais e críticos sobre o material levado para discussão em grupo. A ideia é que os participantes também possam pensar o seu trabalho em diálogo com os outros, descobrir novas produções e a partir delas pensar a sua prática artística e profissional.

Camila Fialho, Porto Alegre/RS, 1980.

Vive e trabalha em Belém/PA como colaboradora da Associação Fotoativa nas áreas de comunicação e difusão, produção e desenvolvimento de projetos, e atua como pesquisadora independente em artes. Formada em Letras e Mestre em Literatura Francesa pela UFRGS, tem especialização em Práticas Curatoriais e Gestão Cultural pela Faculdade Santa Marcelina. Em 2014, junto com José Viana, organizou a Mostra de Projeções do Largo Cultural das Mercês – Fotoativa 30 anos; participou do júri de seleção do Projeto Vitrine do espaço .Aurora (SP) e foi curadora da exposição Tintas Aurora, de Duane Bahia, dentro do mesmo projeto. Em 2013, trabalhou como assistente de coordenação, produção e curadoria do Ateliê 397; foi co-curadora da exposição “Onde o Rio Acaba”, Ateliê 397/SP, e da mostra de abertura do Aurora. Fez parte da equipe gestora do programa Residência no Condomínio (Condomínio Cultural/SP) e foi curadora do projeto Michê, Ateliê 397.

Oficina de Portfólio com Camila Fialho
Período: 25 de novembro a 11 de dezembro
Encontros: terças e quintas, das 19h às 21h
Carga horária: 12 horas
Investimento: R$ 150,00 (até 3x no cartão)


Fórum Landi
Rua Siqueira Mendes, 60
Praça do Carmo - Cidade Velha
De 25/11 a 11 de dezembro
Encontros: Terças e Quintas, das 19h as 21h
Carga Horária: 12 horas
Investimento: R$ 150,00 (até 3x no cartão)
facebook.com/camila.fialho
Informações: 91 4006 2904


— DO NORTE AO NORTE —

Do Norte ao Norte recebe artistas canadenses em terras paraenses

Do Norte ao Norte é um projeto de arte contemporânea proposto pela artista e curadora canadense Véronique Isabelle que reside no Brasil há cinco anos, cujo objetivo é gerar trocas criativas entre o Quebec e o Pará. Durante o mês de novembro, cinco artistas quebequenses realizam diferentes colaborações com espaços culturais de Belém que se desdobram em duas exposições abertas ao público.

Além de aproximar os Nortes das Américas, a vinda dos artistas quebequenses a Belém quer possibilitar uma cumplicidade criativa com diferentes parceiros locais. Allison Moore realiza uma residência junto a artistas do Coletivo Pirão no Casarão dos Bonecos sobre performance e animação e apresenta seu trabalho em uma exposição na Galeria Gotazkaen que inaugura sua nova sede no próximo dia 15 de novembro. Amélie Laurence Fortin propõe uma produção colaborativa com a equipe do Atelier Arte RP. Hugo Bergeron e Fanny Mesnard desenvolvem trabalhos de pintura no espaço do Fórum Landi, da Universidade Federal do Pará. Véronique Isabelle fará uma palestra sobre a cena artística contemporânea quebequense no Museu de Artes de Belém, dia 20 de novembro, junto da abertura da exposição coletiva que trará ainda obras de Cynthia Dinan-Mitchell e Dan Brault.

Este projeto se inscreve na continuidade do programa de residência elaborado por Jeanne de Chantal Côté e Armando Sobral que desenvolveram, de 2008 a 2010, uma parceria entre o Conseil des Arts et des Lettres du Québec e o Instituto de Artes do Pará, instaurando uma relação privilegiada entre as cidades de Québec e Belém. O projeto Do Norte ao Norte visa reativar e reforçar essa conexão. Para conhecer mais sobre o projeto e os artistas que participam desta edição, acesse o site http://donorteaonorte.com, e acompanhe o dia-a-dia das residências na página do facebook.

Do Norte ao Norte é uma realização do Conseil des arts et lettres du Québec e do programa Première Ovation da cidade do Quebec. E conta com o apoio do programa de incentivo ao desenvolvimento das relações internacionais para jovens profissionais, Les Offices Jeunesses Internationaux du Québec, do Conseil des arts du Canada, da Maison du Québec à São Paulo e do Centre Engramme, da Sol Informática, do Instituto de Artes do Pará (IAP), da Aliança Francesa e do Museu de Arte de Belém (MABE), bem como com os parceiros Galeria Gotazkaen, Inbust – Casarão dos Bonecos, Fórum Landi e Universidade Federal do Pará e Atelier Arte RP.

PROGRAMAÇÃO:

8 a 19/11 - Residências
Allison Moore no Casarão dos Bonecos com o coletivo Pirão - performance e animação
Amélie Laurence Fortin no Atelier Arte RP -  escultura
Hugo Bergeron e Fanny Mesnard no Fórum Landi - pintura

15/11 - Galeria Gotazkaen - Rua Rui Barbosa, 553
17h Vernissage Mundos Encantados, exposição de Allison Moore

20/11 - Museu de Artes de Belém (MABE) - Praça Dom Pedro II
17h30 Palestra sobre a cena artística contemporânea do Quebec
19h Vernissage Do Norte ao Norte - exposição coletiva

A exposição coletiva Do Norte ao Norte abre dia 20 de novembro, às 19h no Museu de Arte de Belém (MABE) e traz o resultado dos processos criativos desenvolvidos em Belém por cinco artistas canadenses: Amélie Fortin, Allison Moore, Fanny Mesnard e Veronique Isabelle. Reúne ainda obras de dois artistas convidados, Cynthia Dinan-Mitchell e Dan Brault que enviaram seus trabalhos desde Quebec.

INFORMAÇÕES:

donorteaonorte@gmail.com
Camila Fialho : 91 9213 9991| 98060 1418


— EDITAL DO NÚCLEO DE PRODUÇÃO DIGITAL —

A partir desta sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014, o Instituto de Artes do Pará abre o novo edital do Núcleo de Produção Digital – NPD. As diferenças em relação ao ano passado estão, principalmente, no tempo de utilização dos equipamentos, incluindo as ilhas de som e imagem.

Produtores de audiovisual já podem contar novamente com a disponibilidade de equipamentos e ilhas de edição do Núcleo de Produção Digital – NPD.

Inaugurado em 2006 no Instituto de Artes do Pará, o NPD é um programa da Rede Olhar Brasil, vinculado ao Ministério da Cultura por meio da Secretaria do Audiovisual, num projeto implantado em diversos estados brasileiros. No Pará, a gestão cabe ao IAP e a co-gestão fica por conta da Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa), Instituto de Ciência da Arte (ICA/UFPA), Associação Fotoativa e Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABDeC/PA).

Em seus 8 anos de criação, o NPD tem sido um dos maiores fomentadores do aperfeiçoamento técnico e artístico dos produtores audiovisuais do estado. Cineastas importantes como Lucas Escócio, Roger Elarrat e Marcelo Rodrigues, entre tantos, participaram de algumas das oficinas oferecidas pelo Núcleo. Outros como Januário Guedes, Luiz Arnaldo Campos e Priscilla Brasil já foram contemplados com o equipamento disponível no edital.

O edital segue aberto até o dia 10 de dezembro e contempla as produções de pessoas físicas, os chamados produtores independentes. Podem se candidatar projetos de ficção, documentário, vídeo-clip, vídeo-arte, experimental e animação. O interessado deve preencher a ficha de inscrição (anexa ao edital), especificar os equipamentos necessários e assinar ao termo de responsabilidade; o prazo de empréstimo de material é de 10 dias.

De acordo com Afonso Gallindo, gerente do NPD, a análise do material enviado é apenas técnica, para garantir a integridade do material. “Não existe uma análise estética. O que precisamos para liberar o equipamento é de um profissional da área, por isso a análise é técnica”, explica.

Afonso ressalta ainda a importância da parceria com o Centro de Audiovisual Norte e Nordeste, o CANNE, pela qual são realizadas as qualificações dentro do Núcleo, com alguns dos maiores profissionais brasileiros. “A parceria feita com o CANNE já existe há 4 anos e é fundamental. Eles nos proporcionam oficinas com pessoas de peso de todo o lugar do Brasil. Já foram ministradas oficinas com o diretor Marcelo Gomes; Alziro Barbosa (diretor de fotografia); diretor Dib Lufti; Virginia Flores; montadora de som e imagem e vários outros”, pontua o gerente.

Ainda neste primeiro semestre novos cursos e oficinas serão oferecidos no Núcleo.


Edital do Núcleo de Produção Digital Belém
Período de utilização: 28 de fevereiro à 10 de dezembro de 2014
Após o preenchimento das fichas contidas no edital, o produtor
pode procurar o NPD, das 9h às 16h, de segunda à sexta-feira.
Para acessar o edital clique aqui.


— BELÉM AOS 80 —
http://youtu.be/7tQAyCFn-Mo

 

No início da década de 1980 havia certa efervescência cultural, fruto de um processo político liberalizante depois dos anos de chumbo que vivemos, e uma grande ansiedade por mudanças. Surgiram iniciativas na área artística que contribuíram para um novo olhar sobre nossas idéias, costumes, valores sociais e morais. Nascia uma grande cumplicidade entre as pessoas e uma participação viva em qualquer evento que trouxesse o adjetivo “arte” em seu script. A inquietação era tanta que movimentou desde grupos alternativos, que romperam paradigmas na forma de apresentar seus trabalhos, até a explosão do talento da criação artística que delineou e legitimou toda a arte contemporânea produzida em nossa cidade posteriormente. Resumidamente, os anos 1980 vão ser lembrados como um marco na vida de todos aqueles que o vivenciaram como criadores ou participantes ativos dessa geração e como herdeiros de uma década que mudou toda uma história de viver e fazer arte em nossa região. "Belém Aos 80" é uma visita a alguns personagens e movimentos que marcaram esses anos na cidade, registrando momentos de exaltação sócio-cultural da época.

• • • FICHA TÉCNICA • • •

  • Direção e Roteiro:
    Alan Kardek Guimaraes

  • Argumento:
    Januario Guedes

    Celso Eluan Lima

  • Fotografia e Câmera:
    Diógenes Carvalho Leal

DOE UM INSTRUMENTO

Cavaquinho, violão, banjo, atabaque, trumpete, todos os instrumentos que produzem sons e estão esquecidos na sua casa podem transformar os sonhos de jovens atendidos pelas oficinas da Fundação Curro Velho. Esse é o objetivo da campanha de doação de instrumentos musicais que a instituição está realizando durante este ano.

Todos os instrumentos musicais serão recuperados em um espaço para reparo e construção de novos instrumentos. Se você tem violão, violino, violoncelo, viola, piano, saxofone, flauta, gaita ou qualquer instrumento, que esteja danificado ou sem utilização, faça sua doação para o Curro Velho.

Todos os instrumentos de corda que forem doados para a instituição serão trabalhados na Lutheria. A intenção da campanha de doação de instrumentos é que todos abracem a causa de doar um instrumento e realizar o sonho dos jovens atendidos pelo Curro Velho.

As doações dos instrumentos podem ser feitas na sede do Curro Velho, localizada na rua Professor Nelson Ribeiro, nº 287, bairro, Telegráfo ou na sede da Casa da Linguagem, na

Fundação Curro Velho
Rua Prof. Nelson Ribeiro, 287 - Telégrafo
Contato: 91 3184-9100
E-mail: fcv@currovelho.pa.gov.br

Casa da Linguagem
Avenida Nazaré, nº 31.
Informações: 91 3241-9786



9 PAULO ANDRADE | PINTURAS