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Então,
como um outro Iziel,
ah Iziel, cego, ficasse lá se batendo nas coisas duras
da vida, no Paraíso
e querendo as raízes dos alimentos do ser, Oniro disse:
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Tudo vem como sombra do Um e para o Um
volta como sombra
Aqui, na breve Residência, a vida,
imersos nesta luz cheia de penumbras em que somos e não-somos,
pois permanecemos sendo lá no Um enquanto aqui até
parece que somos,
as sombras estão no Vários,
e se tornam coisas
para se darem em alimento umas às outras, enquanto
aqui permanecerem
podendo esse alimento ser
visível e invisível
e visíveis e invisíveis as bocas nas coisas,
sempre famintas umas das outras
e também podendo ser os alimentos
bênçãos e venenos
assim como podendo ser as bocas por onde se colhe o alimento
abençoadas e venenosas,
havendo ainda os alimentos simulacros
e as bocas simuladas na colheita.
Quanto
à permanência na breve Residência, a vida,
imersos nesta luz cheia de penumbras em que somos e não-somos,
pois permanecemos sendo lá no Um enquanto aqui até
parece que somos,
as coisas podem optar pela Fome umas das outras, e se devorando
se devolverem como sombras do Um ao Um
ou pelo Jejum das outras.
Pois há um dom que nos é dado pelo Um
para alimentar a permanência:
aliado dos jejuns, esse Dom é o da
Amizade das coisas pelas coisas.
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