| Profecias
velam o Nome do feto |
| Em
muitas ninhadas e não vem. |
| Delas,
um som impreciso te anuncia |
| E
por isso te recebo, de carne, osso |
| Para
ser o Nome que espero |
| . |
| Uma
parca cabala
|
| Cabeças
decepadas |
| Tótens
para vertigem |
| . |
| Teu
livro retorna para a margem |
| Vidro
e areia aprisionam o tempo |
| E
ele é branco como a praia |
| |
| Como
ter uma folha seca de outono |
| Dentro
deste livro em branco |
| As
marcas d’água são cicatrizes |
| E
contam histórias-mudas |
| Na
escuta dos morcegos |
| Na
irritação das ostras: A pérola |
| |
| Que
não sejas todos os nomes |
| Como
estas roupas de passeio |
| Nem
nomes para lembrar o caminho de volta |
| Para
a casa aonde cresci por fora |
Como
um móvel oco em que os sons
|
| Flácidos
não te encontram: A porta. |
| Como
nos péssimos dias para o minério
|
| E
o intento de, com olhos fechados, |
| Deitar
mãos para reconhecer um estranho |
| Não
como a fronte de um anfíbio morto |
| Mas
o nascer para o estranho |
| E
fazer nascer o estranho para si |
| |
| Passagem
branca e dourada |
| Apenas
na sua costa; a luz |
| . |
| Este
feto cujo Nome não vem |
| É
como o frio que aprisionada até mesmo
a morte |
| Queimando
a sua própria maneira |
Como
o Silêncio, que é o mimetismo
de um bicho transparente |
| Como
o Silêncio, que é uma palavra de
loucos. |